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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

01
Dez13

Lá em cima... tudo de novo

Eduardo Louro

Sem aquele brilho de antigamente, que as coisas já não estão para nota artística, mas de forma clara e com todo o mérito e justiça, o Benfica fez a única coisa que tinha a fazer em Vila do Conde: ganhar. Em 4x4x2 ou em 4x3x3, com um ponta de lança ou com dois, com Fejsa ou com Matic a trinco, não interessava nada: interessava era ganhar!

Ganhou e marcou três golos – pelo segundo jogo consecutivo, com Cardozo de fora – com cheiro a reabilitação. De Lima, com dois golos, o primeiro dos quais absolutamente soberbo, na cobrança de um livre directo, e de Rodrigo, muito influente e a marcar pelo segundo jogo consecutivo… E com Enzo - cuja condição física chegou a assustar -, o primeiro a regressar esta época ao seu melhor nível, a confirmar o seu bom momento, e Matic a encher o campo todo, definitivamente no seu melhor.

E chegou lá acima, ao topo da classificação onde, não fossem as coisas do costume, já deveria estar há largas semanas. Porque, como há muito se adivinhava, o Porto perdeu, de nada lhe valendo desta vez um penalti perdoado e outro oferecido por um João Capela que tudo faz, e que tudo voltou ontem a fazer, para que nada de mal lhes aconteça. Por ele a coisa tinha-se resolvido, mais uma vez. Não é por ali que o gato vai às filhós!

Lá acima chegou-se também o Sporting. É verdadeiramente notável que, mesmo profundamente envolvidos nas discussões que prendem o país, mais penalti menos penalti, mais golo em fora de jogo menos golo em fora de jogo, lá vão ganhando… Quando resolverem se são ou não candidatos, ou se retiram ou não o vermelho da bandeira nacional, então é que ninguém os segura!

Há cinco anos, desde Janeiro de 2009, ia a Liga 2008/2009 na 14ª jornada, que não se via uma coisa destas... Os dois de Lisboa lá em cima, nesta altura do campeonato, é mesmo novidade!

06
Out13

Uma semana de cada vez

Eduardo Louro

 

 

O Benfica poderia ter tido uma vitória fácil hoje no Estoril, num jogo tido como muito difícil. Poderia, mas não teve!

Poderia, porque marcou o primeiro golo bem cedo. Porque, no último lance da primeira parte, Lima desperdiçou um penalti que daria o confortável e tranquilo – mesmo que isso de tranquilidade seja coisa que não assista ao Benfica - segundo golo. Porque o Benfica jogou meia hora em superioridade numérica, por expulsão (correcta a decisão do árbitro) de um jogador do Estoril. E porque doze minutos depois de entrar e a vinte do fim da partida, Cardozo conseguiu o chamado golo da tranquilidade. E que golo!

Mas não teve porque, infelizmente, tudo continua na mesma. Porque os jogadores querem e crêem pouco. Porque continuam sem crer e sem querer. Porque não têm confiança, e por isso falham penaltis e as sucessivas cobranças de livres. Porque as lesões musculares se sucedem em todos os jogos. Porque logo depois do golo de Cardozo, da saída de bola surgiu um remate para a baliza que deu em canto e, claro, no inevitável golo de todos os jogos. No inevitável golo de bola parada. Porque depois vieram mais cantos (dez a zero em cantos, a favor do Estoril, é coisa nunca vista). E porque, no meio de tudo isto,o Maxi Pereira lembrou-se de repor as equipas em igualdade numérica…

Foi por isso uma vitória bem difícil, bem sofrida. Mas uma vitória, que segurou Jorge Jesus por mais umas semanas. Nesta altura é assim: uma semana de cada vez. Só a interrupção do campeonato lhe dá um bonus adicional!

29
Set13

A coisa ... e tanta coisa

Eduardo Louro

É certo que voltou a haver erros de arbitragem. Que, no golo do Belenenses, um jogador em fora de jogo posicional interveio (para Jorge Jesus interviu) no desenrolar da jogada, movimentou-se no sentido de disputar a bola. Que o Cardozo voltou a ser agarrado dentro da área, e impedido de disputar uma bola com o guarda-redes, e que isso é penalti. Tão certo como tudo isso é que nem o Artur defenderia a bola se o jogador do Belenenses lá não estivesse à sua frente, nem o Cardozo chegaria alguma vez à bola que foi impedido de disputar. Mas isso não muda nada!

É verdade que é quando as equipas não estão a jogar nada – como acontece com o Benfica e com o Porto – que os erros de arbitragem são mais decisivos. A jogar de acordo com o potencial que tem, o Benfica tem a obrigação de ganhar mesmo se prejudicado pela arbitragem. Enquanto lá não chegar tudo conta, e a verdade é que o Benfica hoje não ganhou um jogo que, sem esses erros, ganharia. Como o Porto ontem ganhou um jogo que, sem o erro que existiu, não ganharia.

É verdade que a coisa existe. Anda aí, está tão viva quanto sempre esteve ao longo das três últimas décadas!

Dito isto há no entanto que dizer que, do melhor plantel dos últimos 30 anos, o Benfica não consegue fazer uma equipa que jogue futebol. Jorge Jesus apenas se cruzou com o êxito no primeiro destes quatro anos que já leva de Benfica, mas em todos os outros conseguiu que a equipa apresentasse bom futebol. Muito bom, do melhor que por cá se tinha visto, no primeiro ano, mas também muito bom em boa parte das duas épocas seguintes. Isto é unanimemente reconhecido: não deu grandes resultados – é certo – mas percebia-se porquê. Por deficiente gestão do plantel - pela utilização com pouco critério dos jogadores, deixando que se esgotassem até ficarem nas lonas – e por óbvias limitações na gestão motivacional da equipa. Claro que a coisa, sempre que necessário, também fez das suas!

Falar do futebol do Benfica de Jorge Jesus, era falar de transições rápidas, de avalanche ofensiva, de rolo compressor, tão frenético que muitas vezes provocava tantos desequilíbrios na própria equipa quanto na adversária. Era a tal nota artística, a expressão que ele próprio introduziu no léxico do futebolês!

Neste quarto ano tudo isso desapareceu, e hoje a equipa não consegue acertar três passes seguidos, não engata uma transição, não ganha um duelo e não consegue partir para cima do adversário. Jogadores de grande classe parecem que não sabem jogar à bola. O Markovic, que começou por encantar, que rasgava pelo centro do campo e só parava na baliza adversária, acabou por desaprecer,agarrado à linha. O Matic, o 8 que Jesus reclama ter transformado num dos melhores 6 do mundo, já não é nem 8 nem 6. Até o Enzo, que da linha veio para o meio, para agora regressar à linha, e mesmo aí carregar a equipa às costas, acabou por desistir…

Tudo isto era previsível. Tudo isto estava à frente do olhos… Sabia-se o que tinha falhado, conheciam-se os pontos fortes e os fracos. Tinha dado para perceber que aqueles pontos fortes não eram suficientes para ganhar. E que, quando já nada há para subir, só resta descer. Não era o fundo, aquilo que em Maio se viu no Jamor. Ali penas se via que já não havia nada para subir...

O que antes era difícil é, agora, depois de Guimarães - que não é a causa de coisa nenhuma, mas a consequência de muita coisa -, impossível de esconder. E não adianta continuar a procurar tapar o sol com a peneira!

21
Set13

Ansiedad (http://www.youtube.com/watch?v=Q5XvLJrW6Fg)

helderrod

Ansiedad é o título deste post com a respectiva ligação para ouvirmos uma deliciosa versão de Nat King Cole. Com efeito, urge podermos dar música a todos aqueles que padecem deste sentimento belo, mas ambivalente.

É que enquanto ouvem musiquinha o tempo corre mais depressa amenizando os lirismos que pude atestar no final do jogo de ontem entre o bravo Arouca e o Braga.

Nas redes sociais e em alguns canais de TV foi logo possível ler-se: "Braga encosta-se ao Porto"; "Braga apanhou o Porto na tabela"; "Porto já não está isolado no campeonato." Enfim...é um facto, mas a jornada ainda não terminou. Até porque hoje, caso o melhor Sporting do século (que ainda assim permanece a 2 pontos do meu Porto), possa aquistar os 3 pontos ao Rio Ave a "Ansiedad" pintará o mundo do futebol com um eventual Sporting já é líder ou quiçá Sporting já não é primeiro desde...Campo Maior (passe o exagero).

Uma sugestão editorial: vendo as coisas por outro prisma podemos dizer o seguinte: Braga já leva 5 pontos de vantagem sobre o Benfica ou até mesmo (caso o SCP vença) Benfica feito num 8 de pontos para o Leão. Engraçado será também quando lermos algo como JJ já nem as nalgas do leão consegue afagar.

Haja um pouco de bom senso nas abordagens porque já bastam os títulos do CM e das cassetes do Rui Gomes da Silva para se vender uns jornais ou para se ganharem audiências. Deixem isso para a Benfica TV...

Entretanto, a versão de Ansiedad de Nat King Cole terminou. Façam "Repeat track" e tenham calma...

 

Hélder Rodrigues

25
Ago13

A força ou o desepero?

Daniel João Santos

O Benfica venceu por dois a um o Gil Vicente. Os dois golos do Benfica foram marcados já depois dos noventa minutos. Jesus defendeu que esta volta no marcador e vitória, foi da união dos jogadores. Fiquei com a sensação que foi mais que uma vitoria, foi sim um alivio para Jorge Jesus, que, ali do banco, já via a porta da saida a abrir.

19
Ago13

O costume

Eduardo Louro

O Benfica começou o campeonato como de costume. Como de costume, não ganhou!

Se é costume, é normal, dir-se-á. E o que é normal é isso mesmo, normal. Nada de anormal, pois, nesta derrota na Madeira – onde não era normal perder. Afinal já há aqui qualquer coisa de anormal…

O problema é que, toda a gente sabia, o Benfica que Luís Filipe Vieira quis que continuasse a ser o de Jesus, estava proibido de começar mal este campeonato. A equipa, e principalmente o seu treinador, depois do desastre do final da época passada, não tinha margem de erro. Esse era, de resto, um dos principais riscos da insensata decisão de renovar com Jorge Jesus!

Os níveis de confiança da equipa saíram da época passada no ground zero. Percebeu-se que as férias não tinham permitido aos jogadores fazer o luto. Mais, que a equipa, graças á continuidade de Jesus, e concomitantemente à abstrusa gestão do caso Cardozo, não tinha fechado a época anterior. Que a pré-época foi simplesmente a sua continuação, sem sequer um intervalo!

Sendo o costume, esta derrota inaugural do Benfica nunca não poderá ser aceite com normalidade. Esta é uma derrota que confirma a lei de Murphy, que há tempo aqui ando a invocar.

Este é o ano decisivo para Luís Filipe Vieira. É o campeonato que o Benfica não pode perder, porque será o tetra do Porto e a porta aberta para o segundo penta. Mas, acima de tudo, porque, agora, com esta estratégia televisiva – que sempre apoiei e apoio - tem todos os ovos no mesmo cesto. Os resultados – e as exibições, e a mobilização dos benfiquistas – já não ditam apenas o sucesso e o insucesso desportivo, passam também a ditar grande parte do sucesso e do insucesso da estratégia da Benfica TV, agora crítica na conta de exploração.

Por isso menos se percebe ainda a aposta na continuidade de Jesus. Mas menos ainda se entende o desaparecimento do presidente. Que não aparece a dar a cara pelos negócios esquisitos – chamemos-lhe assim, quando falamos de Roberto e Pizzi, e mesmo de Fariña - e que não apareceu para resolver a tempo a situação de Cardozo. Por isso não se percebe que, tendo o Benfica que vender como se sabe que tem, o campeonato se tenha iniciado sem uma única venda efectuada. Com a mesma equipa da época passada, sabendo que, dentro de duas semanas, quando os ponteiros do relógio de aproximarem da meia-noite do último dia de Agosto, três ou quatro desses jogadores irão ter de sair, então pelo preço da uva mijona. Ou talvez não, como já viu pelo Roberto!

Por isso se não percebe a “ruicostização” de José Eduardo Moniz, a deixar perceber que LFV entendeu que seria muito mais útil como golpe no coração da oposição do que como mais-valia de gestão, em particular na estratégia para a Benfica TV (prometo voltar ao tema).

Mas não foi só a derrota do Benfica que foi o costume na abertura deste campeonato que não pode perder. E que o Porto, em sentido contrário, também não!

Como de costume, o Porto vendeu bem e na altura certa, dando até para segurar o Jakson. E, ao que parece, não se enganou nas compras. Trocou de treinador, mostrando que ali é acessório o que no Benfica é fundamental. E, porque é de manhã que se começa o dia, mostrou, como de costume, quem manda. Quem põe e dispõe de tudo o que, acessório, pormenor ou detalhe, é decisivo no desequilíbrio dos pratos da balança.

Pinto da Costa - que está sempre presente, como ainda ontem, em Setúbal, muita gente se lembrou logo que os factos lhe avivaram a memória – sabe que, neste arranque de época, como no de há três anos (quando o imperativo era impedir o bi do Benfica), é preciso que as coisas comecem logo a correr mal. E muito bem ao Porto!

As nomeações do super dragão Jorge Sousa para os Barreiros e de Capela – triturado pela máquina portista depois do derbi da Luz, era, em razão do poder, a carta segura - para o Bonfim, aí estavam para mostrar urbi et orbi que, como de costume, não brincam em serviço. E, claro, cada um fez o melhor que pôde. E Capela pôde muito… Fartou-se de poder!

Luís Filipe Vieira, esse, tem mais que fazer… Mesmo que afogado num mar de cumplicidades!

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