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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

12
Set15

Assim, sim!

Eduardo Louro

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Noite de gala na Catedral. Já tínhamos saudades...

Ia  a primeira parte a meio quando dei comigo a pensar que desta vez o Benfica tinha trocado as voltas ao jogo. Que tinha trazido para os primeiros vinte minutos os últimos vinte minutos dos jogos anteriores. 

Aos poucos percebi que não era assim, que alguma coisa tinha mudado e que o espectáculo era para continuar. Então recostei-me melhor e deixei-me ir, deliciado e muitas vezes extaseado pela magia de Gaitan e pela arte de Jonas que um espantoso concerto colectivo não conseguia ofuscar.  

Um concerto que consertou de vez - espera-se - a máquina de Rui Vitória. Agora não pode haver mais espaço para dúvidas. Sabe-se que não vai ser sempre assim, que hão-de vir dias em que nem tudo corre assim bem. Mas não se pode andar para trás, este tem que ser o ponto de partida, nunca o ponto de chegada. 

A equipa pode não atingir sempre este altíssimo patamar exibicional, mas fica obrigada a entregar-se ao jogo da mesma forma, a pressionar da mesma maneira, a atacar a bola e o adversário com o mesmo entusiasmo, a mesma convicção e a mesma energia. Porque só assim pode marcar golos e sabe-se, já se sabia, que o Benfica é outro logo que marca o primeiro.

A chave do futebol deste Benfica de Rui Vitória está no primeiro golo. Por isso não há segredos: é entrar para marcar cedo, em vez de entrar à espera do que o jogo possa dar. É isso que se espera daqui para frente. Não se pede mais que isso. 

É que assim é mais fácil repetir noites de gala como esta. De vez em quando, também não se pode exigir isto todos os dias...

17
Ago15

Acabou bem... começou bem!

Eduardo Louro

 

Benfica vence Estoril

 

 

O futebol é isto mesmo. É o mais comum dos lugares comuns do futebolês, mas é ainda a expressão mais expressiva do não sei quê de especial que há no futebol. E que faz dele o mais apaixonante dos jogos, o que mais emoções desperta, e que mais multidões arrasta.

O jogo com que o Benfica se estreou no campeonato, à procura do tri que foge há perto de 40 anos, e do 35º, a primeira vitória da época, não só cabe nesta velha expressão do futebolês como a enche por completo.

À entrada do último quarto de hora, o jogo resumia-se a três grandes intervenções do guarda-redes Júlio Cèsar, e a uma bola na trave da baliza do Estoril (Luisão), adensando as núvens de dúvidas que, mais altas que a águia, sobrevoavam o Estádio da Luz. Os jogadores do Estoril eram sempre mais rápidos e mais, muito mais agressivos. Pressionavam pelo campo todo. Alto e baixo, em toda a linha... Faltas sobre faltas, em todo o lado, logo à saída da área até em cima da baliza do Benfica. Obrigavam os adversários a errar, o que até nem parecia muito difícil, lançando aqui e ali o pânico na sua grande área. De vez em quando os bi-campeões nacionais conseguiam fugir da teia e lá criavam uma ou outra oportunidade, logo desperdiçada... Nunca conseguindo fugir à ideia de uma equipa mole, presa de movimentos, sem chama e sem agressividade.

De repente sai Pizzi, acabado de realizar um passe soberbo, e entra o já mal amado Talisca. E sai o Ola a quem toda a gente quer dizer adeus, para entrar ... Victor Andrade, o miúdo brasileiro - a crescer há três anos entre os juniores e a B - que fora a grande surpreza da convocatória. Parecia que não tinha nada para dar certo, mas tudo mudou. Entra o primeiro golo - quando Mitroglou finalmente acertou na baliza - e o Estoril, então já preso por arames, rebenta. O que saía mal passou a sair bem, a exibição solta-se e a goleada nasce. E até o menino que é já a nossa menina dos olhos marca!

E acaba em apoteose o que, tão pouco tempo antes, parecia só poder acabar mal. E acaba no maior resultado da abertura do campeonato aquilo que, tão pouco tempo antes, ameaçava poder ser a maior surpresa do dia um desta liga 2015-2016. E acaba com mais uma demonstração de bom senso, equilíbrio e categoria de Rui Vitória. 

Fico com a impressão que, deste, nunca terei vergonha!

Não sei se tudo está bem quando acaba bem. Sei que acabou bem... E como acabou bem, começou bem esta caminhada á procura do tri.

21
Mai15

À beira de um ataque de nervos

Dylan

2015-05-20-policia-atira-garrafa.jpg

A agressão física e psicológica feita pela polícia a uma família, em Guimarães, é de alguém que não cumpre o seu código deontológico. Visionando as imagens televisivas da festa que se seguiu em Lisboa, o descontrolo continua: os polícias respondem a provocações e contribuem para a desordem pública. Cresce o número de cidadãos sem valores, sem referências, de caciques regionalistas e desportivos que incendeiam ambientes, de jovens desempregados, revoltados e regados a álcool, de inimputáveis, de policiais mal pagos e irritados. O futebol não devia ser assim, um filtro que côa todas as frustrações da sociedade, de destrambelhados que não sabem respeitar as diferenças clubísticas, de um país à beira de um ataque de nervos onde ninguém toma as rédeas de tantas cavalgaduras.

03
Ago14

Pré-época 2014/2015

Daniel João Santos

Acredito que nos dias de hoje, infelizmente, o poderio económico dos clubes Europeus, principalmente os grandes, seja capaz de destruir uma equipe que ganhou tudo em Portugal numa época. No entanto, o que está a acontecer no Benfica é absolutamente lamentável. Seria de esperar que muitos saíssem, mas seria de esperar que se apostasse em bons jogadores ou, defendo eu, nos jovens valores que estão no Benfica e que raramente são aproveitados. Estranho é apostar nas contratações mais ou menos manhosas que têm trazido pouco, pelo menos para já, ao Benfica. 

Talvez seja como disse Jorge Jesus há uns tempos: muito do que faz o treinador as pessoas não percebem. Pode ser que assim seja, mas seria importante perceber de que forma uma equipe realizar vários jogos seguidos todos os dias é bom. 

02
Abr14

O Combate do Século em 3 assaltos: RQ7 VS Resto do Mundo

helderrod

Motivados pelo centenário da FPF, os responsáveis da mesma apresentaram uma miríade de iniciativas entre as quais evidencio o grande duelo do defeso. 

Na verdade, recentes e actuais protagonistas da FPF são pesos pesados dignos do silêncio e da tolerância da opinião pública em geral. Já o peso- pluma RQ7 parece ser alvo de todas as críticas por reagir a provocações e insultos num jogo de futebol. Mas o maior insulto a Quaresma está a ser perpetrado no decorrer desta semana em que a maioria dos opinadores quer denegrir a imagem de um grande talento do futebol português. Um génio que merece o reforço positivo. O privilégio de vestir de azul e branco é por ele reconhecido, uma vez que foi o FCP capaz de relançar a sua carreira. Esta é uma realidade que poucos enfatizam. Mas vamos ao combate:

 

Primeiro Assalto: Scolari vence por KO com uma valente murraça deixando o povo Luso ao rubro e orgulhoso do seu seleccionador que continuou a merecer a aceitação de todos os que agoram criticam o Quaresma.

 

 

Segundo Assalto: Pepe conhecido por ser muito bom a trabalhar com as pernas resolve o seu combate com dois valentes pontapés, o que não implicou o seu puritano afastamento da selecção, com devida anuência dos que agora criticam Quaresma.

 

 

Terceiro Assalto: Quaresma é provocado e insultado durante um jogo, assobiado por adeptos sempre que este pegava na bola, perde o controlo e corre atrás de quem o provocara. Perdeu, porque os Scolarieres e os Pepiers não aceitam que uma pessoa assim possa ocupar um lugar que merece na selecção.

 

Há muita desonestidade intelectual no meio disto tudo. Há quem fale em Bebé para o lugar de Quaresma, justamente na semana em que o jogador do Paços de Ferreira se envolveu com adeptos e jogadores do Belenenses. É lamentável.

 

Espero que os cadastrados Paulo Bento e João Pinto com direito a altos cargos no âmbito da selecção tenham a lucidez suficiente para não cederem a pressões e colocar os melhores.

 

Quaresma é indubitavelmente um dos melhores.

 

 

Força, RQ7!

 

 

Hélder Rodrigues

 

03
Out13

O Benfas Domingos Amaral

joshua

Este rapaz, que até publica livros, diz-se lampião e até já deu uma perninha comentadora num programa futeboeiro da TVI, se raciocinar enviesadamente acerca de futebol conforme discorre sobre as lógicas pragmáticas do discurso de Cavaco, não vai longe. Quase aposto que quando se digna analisar o futebol do Dragão fica pelas guerras da fruta e da mangerona, compradas pelo irmão de mentalidade rente ao chão, Rui Gomes da Silva. Há muito disso no planetóide absoluto da águia.

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