Um jogo de regressos
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Regressou o campeonato, e com ele regressou o Benfica à Luz para, desta vez, defrontar o Paços de Ferreira, também de regresso … ao boné. Aquele boné que mesmo sem publicidade já dera sinal de vida no último jogo, em Felgueiras. Agora regressou completo, já com publicidade!
Já que o boné foi enfiado e me levou ao último jogo do Paços, tenho de começar por dizer que o Paços dividiu o jogo, como se diz em futebolês. E que o Gregory foi rijo como compete a um central, a confirmar a excelente capacidade física que já denotara justamente nesse jogo, quando resistiu facilmente ao empurrão do Jackson, firme e hirto, sem cair. O avançado do Porto, depois do empurrão, ficou livre para cabecear para o golo que valeu os três pontos, mas a verdade é que não conseguiu derrubar o defesa pacense. Que, orgulhoso da sua resistência, nem sequer reclamou do empurrão!
O Benfica não defrontava apenas uma equipa que ainda não tinha conquistado qualquer ponto. O Paços não tinha ainda sequer marcado um golo, o que trazia logo mais um aliciante para a partida, porque o Benfica ainda não conseguira passar um jogo sem que a bola lhe beijasse as redes. Um dos dois teria que interromper a série, negativa, evidentemente.
Foi o Benfica, claro… e perceberam-se bem os efeitos da doença que por ali tem andado. Meia dúzia de jogadas de verdadeira classe, entre elas as dos três golos, já deram para fazer a festa. Magnífica a do primeiro, logo na madrugada do jogo, que bem ajudou. Notável o canto do terceiro, a responder de imediato ao golo do Paços – um buraco enorme e inadmissível no centro da defesa - que reabria o jogo, e digna de um compêndio a do segundo, a merecerem festa em dobrado: pela beleza e pelo brilho, mas pelo regresso das jogadas estudadas ou de laboratório, que faziam parte da marca registada de Jesus. Há muito que a equipa não tirava nada das dezenas de livres e cantos de cada jogo!
Mas também as duas estreias na equipa deram para animar. Siqueira, que se estreou logo como titular – porque, e apenas porque, como Jesus garantiu no final, Cortez está lesionado – deixou muito boas indicações. Saiu lesionado – são lesões a mais – como ainda bem cedo saíra Ruben Amorim, permitindo a estreia de Fejsa, que correu igualmente bem.
E sabe-se como é importante que as estreias corram bem: é que não há segunda oportunidade de causar uma boa primeira impressão!
Percebeu-se que a equipa está em convalescença e percebeu-se que os adeptos percebem isso, e que tudo fazem para evitar a recaída. As lesões são preocupantes, e afastam da equipa gente importante. Mas o plantel tem soluções para contornar essas dificuldades: hoje as alas foram entregues a Enzo Perez - um regresso, melhor, dois regressos: ao lugar e às boas exibições - e a Markovic - o novo mago da Luz - quando ambos disputam aquela posição atrás dos pontas de lança, bem no centro.
Um jogo de regressos. Até do regresso de Cardozo à titularidade. E da confiança, esperemos...
