Onze contra seis
Gostaria endereçar os meus sinceros parabéns a toda a nação benfiquista e aos meus colegas aqui no DC, pela excelente vitória sobre o Lass, Granero, Callejón, Kaká e Di María, Higuaín.
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Gostaria endereçar os meus sinceros parabéns a toda a nação benfiquista e aos meus colegas aqui no DC, pela excelente vitória sobre o Lass, Granero, Callejón, Kaká e Di María, Higuaín.
Claro que era um Real Madrid cheio de remendos, mas não deixou de ser o Real Madrid…
Sabe sempre bem marcar cinco golos. Ganhar por 5-2 ao Real Madrid lembra anos de glória, mesmo não esquecendo que, daqueles jogadores que alinharam com a mítica camisola branca, pouco mais que meia dúzia terão oportunidade de entrar na equipa quando a época oficial começar. Mas disso não tem o Benfica culpa!
Para além dos cinco golos - todos de excelente execução, mas com particular brilho o primeiro de Enzo Perez (que fez o 3-2) e o de Carlos Martins (fazendo então o 2-2) –, da vitória e, a espaços, da exibição, o jogo confirmou algumas coisas que se vinham percebendo.
A primeira é que, numa época de poucas e discutíveis contratações, o maior reforço é Carlos Martins, que o ano passado foi mandado para Espanha e que tanta falta fez. Seguido de Enzo Perez, também o ano passado devolvido à procedência, quando se percebia ser um jogador de qualidade. Ou de qualidades. Quer dizer: os reforços só não estavam em casa porque foram mandados embora!
A segunda é que a aposta em Melgarejo para a lateral esquerda é para continuar. Não fosse a circunstância de estarmos em véspera de eleições e não teria qualquer dúvida que ninguém seria contratado para aquela posição. Como há eleições, haverá de aparecer por aí, mais dia, menos dia, um lateral esquerdo. O miúdo paraguaio é muito bom jogador, o que não quer dizer que dê para clone de Fábio Coentrão. Por enquanto esta insistência parece-me mais próxima de acabar com um belíssimo jogador do que de criar um lateral esquerdo razoável, o que, acredito, deve encher de pesadelos as noites mal dormidas de Melgarejo.
A terceira - e já que se fala de pesadelos - é que só de pensar na saída de Witsel fico eu com pesadelos. O belga é simplesmente insubstituível, e faz questão de nos mostrar isso mesmo em cada jogo.
A quarta tem a ver com o outro problema: o lateral direito. A estrutura directiva disse que não haveria qualquer contratação, que havia lá um miúdo vindo dos juniores - o João Cancelo - que supriria essa necessidade, contrariando manifestamente o pedido expresso de Jorge Jesus que, à entrada do quarto ano de Benfica, – coisa que não acontecia desde Hagan, no início dos anos 70, o treinador de todos os recordes – ainda não percebeu que esses (e todos) pedidos fazem-se à direcção em privado e não, nem aos jornais, nem pelos jornais.
Pois, mas parece que o miúdo continua pela equipa B. Pelos vistos o treinador está a esquecer-se dele, e ainda não o chamou para integrar os trabalhos de pré-época. Se calhar é preciso que alguém o lembre!
A quinta, e última, revela alguns pontos de contacto com esta. Direi que demasiados!
Também o presidente disse recentemente que “o Benfica está bem servido de centrais”. Mas também parece que o treinador não estará muito de acordo com isso: é que ainda não se viu jogar nenhum dos restantes três centrais do plantel nos cinco ou seis jogos de preparação já realizados. Rodou jogadores em todas as outras posições - neste jogo até já o Michel jogou, substituindo até um jogador (Kardec, um caso perdido) que havia sido substituto – excepto nas dos centrais. No torneio do passado fim-de-semana, na Polónia, o Luisão e Garay jogaram todos os 90 minutos dos dois jogos em dois dias – sábado e domingo.
Imagino que o Miguel Vítor, o Jardel e o Roderick estejam cheios de moral e confiança!
Mourinho campeão em Espanha!
Em Portugal é habitual os adeptos dos clubes criticarem a comunicação social, acusando-a muitas vezes de parcialidade.
Eu tenho uma visão muito simples desta temática. E a visão reduz-se a uma coisa: mercado.
E trago um exemplo de Espanha.
Nos minutos que se seguiram à derrota do Real Madrid, o jornal Sport, da Catalunha, tinha na sua página inicial dois títulos exemplares.
Podem facilmente perceber como este jornal do Barça se atira ao Real.
É o mercado.
Todos o reconhecem, todos o sabem.
É tão simples, não?
Aí está a final improvável. A pedra na engrenagem!
E, no apuramento do Bayern para a final, nem sequer entra aquela coisa estranha a que se convencionou chamar sorte. A sorte que acompanhou o adversário - que receberá no seu estádio - da final ao longo de toda a prova. Basta lembrar que, quando perdeu em Nápoles por 3 a 1, ainda com Vilas Boas, poderia ter perdido por seis ou sete. Ou a sorte (e não só) que, a seguir, teve nos dois jogos com o Benfica. E a que teve com o Barcelona, em ambos os jogos.
Se o Bayern entrou no Barnabéu com um pequeno saldo credor de sorte – a de ter marcado o golo da vitória em Munique já mesmo no final – a verdade é que aos seis minutos de jogo os pratos dessa balança já estavam equilibrados.
A partir daí desequilibraram definitivamente a favor do Real Madrid. Que aos catorze minutos, e sem que o Neuer tivesse efectuado uma única defesa, já ganhava por dois a zero e tinha o apuramento no bolso. Apenas oito minutos mediaram entre o primeiro e o segundo golo de Cristiano Ronaldo e do Real. Nesse espaço de tempo o Bayern criou três oportunidades claras de golo…
A partir do minuto seis, e até ao fim do minuto noventa, o Bayern foi sempre superior. Apenas no prolongamento, em que o medo de sofrer um golo se sobrepôs a tudo e a todos, haveria algum equilíbrio. Dito isto, parece-me que a justiça do apuramento do Bayern é inquestionável. Se antes do jogo Mourinho dissera que o Real Madrid merecia estar na final, agora, no fim, não o poderá repetir. Sob pena de cair na mentira, ou mesmo no ridículo!
O Bayern não é só uma grande equipa. Foi uma grande equipa, com um meio campo que não engoliu apenas o meio campo madrileno. Engoliu toda a equipa de Mourinho!
O Bayern é uma equipa fortíssima fisicamente. E depois, quem tem Neuer (que nem precisou de se mostrar, quem precisou disso foi Casillas), Lham, Schweinsteiger, Luís Cláudio, Ribery, Roben, Mário Gomez ou Muller, tem que ser mesmo uma grande equipa.
O resto é o jogo, é jogar à bola, coisa que a equipa bávara fez muito mais que … os jogadores do Real Madrid. Que foram muito menos equipa (terão chegado a sê-lo?) e que estiveram, praticamente todos (excepção de Casillas - que defendeu tudo o que havia para defender e ainda dois penaltis, tantos quanto o seu colega do outro lado – e, de alguma forma, Cristiano Ronaldo), abaixo do que podem e do que devem.
Estranho é que Mourinho tenha também apostado nos penáltis. Ou talvez não, talvez tenha percebido que não tinha argumentos para aquele Bayern. Mas, tendo apostado – agora é fácil, claro, mas eu senti-o e manifestei-o na altura -, deveria ter tido outro critério na escolha dos jogadores. Cristiano estaria sempre entre os eleitos, evidentemente (mas nunca deveria ser o primeiro a marcar), mas…o Sérgio Ramos?
Foi um rude golpe nas aspirações de Mourinho. E de Cristiano Ronaldo. Para o primeiro, a consequência imediata deverá ser a sua continuidade em Madrid por mais um ano. Com o campeonato e a Champions (a terceira, por três clubes diferentes, o seu grande objectivo pessoal) no bolso Mourinho abandonaria os merengues: tão claro como água. Para o segundo, a consequência vai mesmo ter quer ser um grande europeu. A vantagem da Champions em relação a Messi, já foi. Queda la copa de Europa, por supuesto!
Vence o Byern e segue para a final, num jogo que valeu pela excelente primeira parte e pelo fecho dramático das grandes penalidades. Uma final que se realizará entre duas equipes bastante desfalcadas. Uma pena para Mourinho e para Ronaldo.
Hoje é dia de Clássico em Espanha. As duas melhores equipes da atualidade com os dois melhores treinadores. Evidentemente que para mim e para muitos, José Mourinho é o melhor do mundo.
Atualização após o jogo.
Mourinho, Ronaldo e todos aqueles grandes jogadores calaram Barcelona. Num bom jogo, mas nada de espetacular, o Real Madrid mostrou que é mais forte. Agora, sete pontos de vantagem e quatro jornadas. Sim, o titulo está ali ao virar da esquina.
Um bom jogo entre o Bayern e o Real. Estiveram melhores os alemães, mas nada que o Real não resolva na próxima Quarta-feira.
Podem até colocar o Barcelona como a melhor equipe de todos os tempos, nada de mais errado. Existe uma que cilindra, bate recordes e é neste momento a mais forte da Europa, Real Madrid
Além do endeusamento universal da equipa do FC Barcelona que induz à indulgente cegueira ou ao duplo juízo, o vício de chorar perante arbitragens tornou-se, na sua admissão ou rejeição, qualquer coisa de tão flexível ou dúctil como as pernas da contorcionista chinesa que lhe embrulham o tórax. Se for o FC Porto a protestar com as arbitragens com demonstrações milimétricas em vídeo, ui que não se admite e tal. Se for Mourinho, pelo Real Madrid, a denunciar, como um guerreiro, roubos, a gritar aqui d'el-Rei quando as arbitragens fazem serviços sujos, é mediatismo do conflito e também não pode. Neste mundo, só o Benfica e o FC Barcelona podem dizer o que quiserem e como quiserem das arbitragens. Jorge Jesus, por exemplo, já superou os limites da decência algumas vezes. Mas nada aconteceu. O Sporting não conta. Demasiado a história do menino e do lobo.
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