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Dia de Clássico

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O hooligan português

Dylan 18 Mai 18

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Só alguém muito distraído pode ficar admirado com o hooliganismo em Alcochete. O perfume do futebol há muito que se tornou irrespirável, já nem é o resultado do colapso geral da autoridade e da ineficácia das diferentes instituições socializadoras, como a família e a escola,  mas o cruzamento do fundamentalismo desportivo cultivado nos gabinetes de comunicação dos clubes de futebol com os comentários feitos em programas televisivos que instigam ódio.  Depois, a falta de cultura desportiva neste país, ondes chefes de família transformam-se em vândalos de fim de semana e em arruaceiros virtuais, onde árbitros são ameaçados, profissionais chamam "boneco" a colegas de profissão, jornalistas que insistem em não despir a camisola, claques "legais" que são piores do que as "ilegais", caciques regionalistas que politizam o futebol  e vencedores que achincalham o rival na hora das vitórias. Quando cresce o número de crimes em recintos desportivos, mesmo no desporto infantil onde se registam agressões entre pais, esperemos que a criação da Autoridade Nacional para a Violência do Desporto desligue o fogão que vai alimentando esta panela de pressão.

8 comentários

De Narciso Baeta a 19.05.2018 às 18:50

A estupidez é uma cegueira do espírito: não mata, mas dificulta!

De pedro s a 20.05.2018 às 10:57

E vice-versa

De Napoleon Bonaparte a 20.05.2018 às 11:07

O adiantado Bruto de Carvalho explicou a todos o que já sabíamos: a culpa é apenas dos jogadores, que se puseram a jeito. Desde a Madeira estavam á pedi-las.
Na verdade, e isso foi muito bem explicado, tudo não passou de uma agressão a pedido das vítimas...!

De OBLADI OBLADÁ a 20.05.2018 às 14:35

A culpa é dos lampiões.

De Anónimo a 20.05.2018 às 17:03

O clube pioneiro nos gabinetes de comunicação foi o Benfica e aí quase toda gente achou piada.
Quando o Jorge Jesus trocou e fez trocadilhos com o nome do Lopetegui com sorriso irônico quase toda gente achou piada. Quando o Jonas propositadamente choca com o Nuno Espírito Santo, quase toda a gente achou piada
Curiosamente ninguém na altura apelou à sensatez, à seriedade ao respeito, senhor Dylan temos de ser coerentes. Quando o meu filho usa termos linguísticos de ódio sobre os outros clubes por influência dos colegas da escola eu digo- lhe que isso é feio, é horrível. Ele já sabe que ser adepto simpatizante e sócio é simplesmente festejar quando se ganha e "meter a Viola ao saco" quando se perde.

De Anónimo a 20.05.2018 às 22:38

o Jesus era o "rei" quando gozava com o Lopetegui.

De Anónimo a 20.05.2018 às 22:36

O hooling português não é apenas um membro daquela manada que invadiu Alcochete, o hooling português é também aquele que atropela adeptos do clube rival, aquele que ,sabendo perfeitamente o que está a fazer, lança um very light na direcção dos adeptos da equipa adversária.
É também aquele que apedreja autocarros dos rivais (e que não tem problemas em invadir o autocarro e agredir jogadores adversários. Que o diga o Filipe Santos depois de um jogo no pavilhão do Benfica)
É também aquele que ataca árbitros em centros comerciais.
É também aquele que arma confusão nos pavilhões por onde passa.
É também aquele que atira com cadeiras para o relvado.

É aquele que membro duma claque legal ou não, só vai aos jogos para armar confusão.

E é o resultado do quê?

Da quantidade absurda de programas televisivos dedicados ao futebol onde metade dos comentadores não percebe nada de futebol e, por isso, está lá para fazer propaganda ao próprio clube (só isso explica como é que o sr Guerra tem lugar num programa da TVI 24). Programas esses onde se perde mais tempo a falar de casos, de polémicas de bastidores do que a discutir os jogos.

Resultado do clima de impunidade que esses anormais sentem por fazer parte desses grupos. Não é difícil perceber que nem os próprios clubes os conseguem controlar e, pelo que hoje sabemos, um dos clubes até lhes paga os advogados quando têm problemas com a justiça.

É resultado da falta de ética e fairplay em Portugal. Há sempre alguém culpado pelo insucesso próprio e, se nos descobrem a careca, há sempre o chavão "só fiz o mesmo que outros fizeram antes".

Há sempre uma perseguição e nunca falhanços dos treinadores e maus planteis.

O hooling português é o espelho da sociedade. Baixa auto estima e muita revolta. É o cromo cheio de esteroides que vai para o estádio com cara de mau e é o velhote que vai buscar a caçadeira quando alguém discute com ele sobre se foi ou não penalti.

O hooling não chama boneco a nenhum treinador. O hooling vai rir-se de quando alguém goza com o nome do treinador adversário e dizer que o autor da brincadeira é um "rei".

O hooling tem palas nos olhos por isso só acredita no que pode ouvir no youtube (transcrições relacionadas que involvam o seu clube já são demasiado complicadas para assimilar...o que os olhos não vêem, o coração não sente).

O hooling não percebe nada de futebol. Pode ver um jogador a partir a perna ao outro mas para ele foi teatro.
O hooling emociona-se quando o Feher ou o Pavão morreram, mas não se preocupa quando está a espancar um adepto contrário.

O hooling não precisa de gabinetes de crise...ele tem lugar garantido à mesa quando bem lhe apetecer

De Anónimo a 21.05.2018 às 14:03

hooligan não hooling

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