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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

11
Ago14

A supertaça? Partiu-se logo...

Eduardo Louro

 

Artur Moraes dá a quinta Supertaça ao Benfica

 

Foi um jogo de sentimentos contraditórios, um jogo de sinais contrários, como que um jogo de espelhos.

O Benfica jogou bem e criou muitas oportunidades de golo. Mas falhou-as sucessivamente, umas atrás das outras, e sabe-se que haverá poucos jogos com metade das oportunidades hoje criadas. O que quer dizer que, com esta taxa de eficácia, não se ganham jogos. E viu-se que não é com Talisca que se marcam golos. E esperar que sejam os defesas adversários a fazê-lo… Bom, foi até Jardel quem mais perto esteve disso…

Jogou bem, e Enzo e Gaitan fizeram a diferença. Mas sabe-se que qualquer deles, ou mesmo ambos, poderão sair até ao fim do mês. 

Jogou bem, a equipa mostrou rotinas. Mas também só no prolongamento teve mais que dois jogadores chegados esta época. E lá vem o copo: meio cheio ou meio vazio. Meio vazio porque o Enzo já disse adeus, e o copo fica logo vazio. Meio vazio porque já não houve banco…

Meio cheio para os militantes do optimismo, porque só falta a finalização... E como vem aí o tal avançado...

Mas também o próprio jogo foi todo ele feito de uma coisa e do seu contrário. O Benfica só atacou, mas não conseguia marcar, e o Rio Ave, que só defendeu, não podia. O inevitável prolongamento parecia ser mais penalizante para a equipa de Vila do Conde, que jogara a pré-eliminatória para a Liga Europa na passada quinta-feira, quando o Benfica tinha feito o último jogo há uma semana. Mas também poderia ser ao contrário: o Rio Ave está muito mais adiantado na preparação, e no Benfica três jogadores chave – a dupla de centrais e Enzo – jogaram pela primeira vez nesta época. E foram mesmo os jogadores do Benfica que mais acusaram o esforço do prolongamento. Sem golos, evidentemente. Porque o Benfica continuou a falhar e porque o Jardel falhou o auto-golo.

Chegaram os penaltis, e aí o favoritismo ia todo direitinho para o Rio Ave. De um lado estava um guarda-redes moralizado, que tinha defendido tudo, e ainda sem sofrer um único golo nos três jogos oficiais. Do outro estava o super causticado Artur, um dos réus da pré-época e inclusivamente posto de fora por toda a imprensa da especialidade.

E foi precisamente o Artur a resolver, defendendo não um, não dois, mas três penaltis…

No meio disto tudo, se calhar o menos importante é que a supertaça tenha voltado às vitrinas do museu do Benfica. Sempre me pareceu que a supertaça não tinha grande importância. O que importa é o que ela diz, o que em cada momento simboliza… Se calhar é por isso que logo se fez em cacos!

16
Dez13

Lesão oportuna

Eduardo Louro

O Benfica lá regressou às vitórias, ganhando ao Olhanense, em mais um jogo igual a quase todos já esta época realizados.

Sofreu mais dois golos, que não são apenas mais dois golos: são dois golos que são a primeira vez do Olhanense – ainda não tinha feito dois golos num jogo, foi preciso chegar este Benfica abono de família dos últimos –, que fazem quatro em dois jogos, precisamente contra os últimos da tabela classificativa. E são dois golos iguais a tantos, diria mesmo todos, outros: o primeiro golo na primeira vez que o adversário chega à baliza, e o segundo em mais uma falha do Artur.

E teve mais uma lesão, não há jogo sem lesões dos jogadores do Benfica. Não há lesões boas nem más - as lesões são sempre más – mas há lesões inoportunas, quase todas, e lesões oportunas, daquelas que vêm mesmo a calhar. Quando o treinador é Jorge Jesus há muitas lesões destas, o problema é que também há muitas das outras!

Toda a gente tinha percebido que o Artur é outro dos jogadores que não recuperou do final da época passada. Pior ainda que os outros, porque foi um dos réus daquele final de época, eventualmente pelas atribulações pessoais por que passou. Mas toda a gente tinha também percebido que, para Jesus, era inamovível. Bem o Oblak podia (des)esperar…

Não é esta a primeira lesão oportuna no Benfica, já houve mais, mas esta será provavelmente a mais oportuna de sempre. Que não falte para o jovem promissor guarda-redes a tolerância que tem sobrado para o Artur!

27
Mai13

O jogo do BENFICA na Final da Taça

joaopaulo74

O olhar de adepto para o jogo da Final é feito, umas horas depois do jogo, com mais de 600 km nas rodas e desde a bancada. 

É por isso, um texto muito mau, aquele que se segue.

A imagem geral do jogo é a de um péssimo  jogo, de parte a parte.

O BENFICA começou o jogo melhor, com mais posse, com uma ou outra jogada de mais perigo, mas foi na sequência de dois cantos que o Guimarães se aproximou com mais perigo da baliza do Artur.

Sem saber ler, nem escrever, a bola bateu no Niko e entrou - subscrevo a ideia do Treinador do Vitória que o qualificou como um chouriço. Estavamos com meia hora de jogo e assim chegamos ao intervalo.

Estava clara a falta de energia do BENFICA com os jogadores completamente rotos. O Guimarães fez muito pouco para merecer mais e por isso, ao intervalo, o 0-0 seria o resultado mais justo.

A segunda parte começou mais ou menos com o mesmo ritmo e apesar do que disse o treinador do Guimarães, não houve um único ataque Vitoriano com pés e cabeça - o BENFICA teve o jogo sempre controlado longe da sua baliza.

Para surpresa minha, o Enzo continuava em alta rotação, ao contrário do Matic, quase tão morto como o Salvio e o Niko. Percebo o que Jorge Jesus fez quando trocou o Urreta pelo Cardozo - teoricamente isso ia permitir mais posse, quer ela presença do Urreta na linha, quer pelo Niko no meio. E, a verdade, é que a coisa foi rolando, até que aconteceram duas coisas: mais dois chouriços.

No primeiro golo, a incompetência do Artur é total, quase tão grande como a do bandeirinha - mas, já sabemos todos, se nos poderem lixar, vão mesmo lixar. E, no segundo, o remate a 10 à hora, bate no Luisão e engana o Artur.

Estava feita a reviravolta.

Concordo com quem diz que o BENFICA esteve muito mal. Sim, esteve - fisicamente deplorável e, quando o corpo não quer, não há mente nem adeptos que possam fazer milagres. A derrota, dos jogadores, é justa por isso.

Não concordo com quem valoriza o jogo do Vitória. Fizeram um época fantástica, é verdade, mas o jogo foi fraquito - perdi a conta à paulada que o Salvio levou, os amarelos que ficaram por mostrar. Tirando a jogada de contra-ataque acima referida, não me lembro de um único remate do Guimarães.

Mas, quem tinha que ganhar era o BENFICA e ao Guimarães restava o papel de esperar pela sorte!

Sobre o resto, escrevo depois, sobre o jogo, muito fraco, ganhou quem teve mais chouriços.

 

12
Mai13

Os jogadores no clássico

joaopaulo74

Os jogadores do BENFICA têm sido, com Jesus, elementos de uma máquina colectiva desenhada pelo Mestre. Podem, segundo ele, adicionar

elementos de criatividade, mas apenas no momento da decisão junto à baliza do adversário.

Acho, por isso, que ontem, os jogadores, um a um, cumpriram como nunca as instruções do líder.

André Almeida, a surpresa, esteve muito bem ao ponto de ter feito do James um dos piores jogadores em campo. Como muito bem estiveram os dois centrais que secaram por completo o melhor marcados do campeonato.

Matic e Enzo foram mais que suficientes para secar por completo o meio-campo que em tempos foi comparado com o do Barcelona, num manifesto exagero tão típico de Portugal. Apostaria em Enzo para o melhor em campo.

Nas alas, o Salvio esteve bem na gestão da posse de bola e, para surpresa minha (mais uma!) Ola John defendeu como nunca. Niko e Lima estiveram, parece-me, como Jesus pediu.

Depois há dois elementos que ficam associados ao segundo lançamento do dado da sorte azul - Maxi e Artur. Curiosamente, também eles, envolvidos no primeiro tiro de sorte.

Parece-me que no primeiro golo não há nada a fazer, mas no segundo obviamente aquela troca de bola não pode acontecer daquele modo e Maxi deveria ter cortado a jogada antes e, manifestamente, Artur poderia ter feito um bocadinho mais.

Mas, não fez e o SPORT LISBOA E BENFICA perdeu.

Fomos uma equipa colectiva e solidária.

Gostei da equipa, até porque, como tinha dito Jesus, conseguimos jogar de um modo diferente e esse é mais um sinal de crescimento da equipa.

08
Mai12

Ideias para perceber a época do BENFICA (2)

joaopaulo74

Depois de ter pensado de uma forma genérica no último post, penso que poderemos fazer uma análise mais detalhada à equipa do BENFICA.

Como metodologia, vou procurar fazer um onze do campeonato escolhendo jogadores que possam entrar como titulares na equipa do BENFICA.

Na baliza tivemos o Artur, que sendo melhor do que o Roberto, não foi propriamente brilhante - não estamos no entanto pior que os nossos adversários - o Quim, o Rui ou o Helton não são melhores que o nosso. Não foi pela baliza que perdemos o título.

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