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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

18
Fev19

Assim, até o impossível deixa de o ser!

Eduardo Louro

(Foto de A Bola)

 

Mais um passo nesta caminhada imaculada que o Benfica iniciou ainda não há mês e meio, com mais uma exibição de excelência, esta noite na Vila das Aves.

Na linha do que vem acontecendo, o Benfica entrou muito forte e marcou cedo. Desta vez, logo aos três minutos, numa fantástica execução de Seferovic. Num jogo que se advinhava de elevado grau de dificuldade, bem percebida por Bruno Lage, como tinha dado a entender nas opções para a deslocação à Turquia, contra um adversário moralizado pela sequência de resultados depois da substituição de José Mota por Augusto Inácio, que joga muito fechado, num campo já de si mais pequeno, marcar cedo poderia ser decisivo. 

Durante o quarto de hora seguinte o Benfica continuou a mandar no jogo, e a criar mais uma ou outra oportunidade. Depois, o detentor da Taça de Portugal, começou a discutir mais o jogo no meio campo, a ganhar alguns duelos e a maioira das bolas divididas, e a conseguir soltar os seus dois jogadores mais avançados, sempre muito rápidos, fisicamente fortes e ... com muita matreirice.

Foram 10 a 15 minutos de jogo dividido. Aos 36, Rafa, em mais uma execução fabulosa, faz um golo extraordinário e o Benfica voltou a controlar e a comandar o jogo. Na entrada para a segunda parte o domínio passou a ser avassalador, com o terceiro golo a fugir por três vezes, em menos de 10 minutos. Acabaria por surgir ainda antes de esgotado o primeiro quarto de hora, numa inteligente execução do miúdo Francisco Ferro, a fechar as portas ao resultado quando pareciam abertas as de mais uma goleada. Que só fugiu porque, cinco minutos depois, o autor do terceiro golo viu um justificada expulsão interromper-lhe mais uma exibição de grande categoria.

Com menos um jogador, e com meia hora para jogar, previam-se então as esperadas mas nunca confirmadas dificuldades do Benfica. Acabaram por nem assim chegar, a equipa adaptou-se à nova realidade (Samaris recuou para central), e acabaram ainda assim por lhe pertencer as melhores oportunidades para voltar a marcar. 

Não ha dúvidas. Nesta altura a equipa não tem medos. E os adeptos também não, mesmo que saibamos, ou tenhamos de saber, que não é possível ganhar sempre. Não há equipas que ganhem sempre. Um dia isso não irá acontecer. Esperemos é que não seja tão depressa, e que este futebol de sonho se possa prolongar pelos próximos meses. Porque, a jogar assim, até o impossível pode acontecer!

29
Dez18

Marcha-atrás?

Eduardo Louro

Resultado de imagem para aves benfica

 

O Benfica assegurou a presença na final four da Taça da Liga, com um empate na Vila  das Aves, interromendo a série de vitórias iniciada com a abortada chicotada psicológica, que já ia em sete.

Num jogo que teve muito de regresso ao passado recente, que julgávamos ultrapassado, em que o Desportivo das Aves foi quase sempre melhor. Rematou mais - muito mais - e criou muito mais oportunidades de golo, mesmo que o Benfica tenha tido mais bola e tenha atacado mais. 

Ao intervalo parecia que o Benfica tinha o jogo controlado, mas logo no arranque da segunda parte a equipa da Vila das Aves chegou ao golo, e tudo mudou. Nunca mais o Benfica conseguiu controlar o jogo, entrando numa espiral de instabilidade emocional que deixava a equipa muito vulnerável às inicidências do jogo. 

O jogadores do Aves começavam a cair a torto e a direito, por tudo e por nada. Só que, quando se levantavam, davam sucessivos esticões no jogo, quase sempre levando o perigo à baliza do intranquílo Svilar, e criando sempre mais oportunidades de golo que o Benfica, que o procurava. Foram vinte minutos assim!

Até Sferovic ter feito o golo do empate, numa jogada em que, à vista desarmada, parte em posição legal mas que, com VAR, teria provavelmente sido invalidado. Haveria ali uma unha qualquer adiantada... Já não teria sido necessário VAR para assinalar dois penaltis a favor do Benfica, especialmente aquele na primeira parte, sobre o André Almeida.

Não foram melhores os restantes vinte e quatro minutos. Antes pelo contrário, fazendo levantar muitas dúvidas... Uma das quais é se isto hoje foi uma manobra de interrupção de marcha ou se foi mesmo uma de marcha-atrás. Que em muitas situações é proibida!

 

24
Set18

Esquisito?

Eduardo Louro

 

No fim ficou a ideia que este Benfica -  Aves, da quinta jornada da Liga, foi um jogo esquisito. Teve de tudo um pouco, e um resultado muito pouco. Exactamente igual ao que acontecera ontem em Setúbal, quando o jogo, e principalmente o desempenho das equipas, não teve nada a ver.

Com a Luz, de novo, quase cheia, o Benfica não entrou apenas bem. Entrou também com muitas novidades. E estreias. Desde logo com João Félix de início, no lugar de Cervi. Mas também Gabriel, no de Gedson. E com Jonas, finalmente de regresso, no banco. 

Os primeiros três minutos do jogo foram uma coisa raramente vista, com duas oportunidades de golo, daquelas claras, e um golo. Anulado - e bem - mas contingencialmente. E deram o mote para uma primeira parte de excelente nível, com inúmeras oportunidades de golo. Mas um único golo como, de resto, vem sendo hábito.

Um único golo porque, com a equipa do Aves toda metida na área, havia sempre mais uma perna à  frente da bola, mais um desvio, mais uma defesa do guarda-redes, ou até os ferros, a evitar que a bola entrasse finalmente na baliza. O que, diga-se, nem quer dizer que tudo se resuma a uma pura questão de azar. Nem nada que se pareça, como o João Felix superiormente demonstrou. É que, quando os caminhos para a baliza está tão tapados, é preciso mais engenho e arte, só ao alcance dos foras de série. 

E como as coisas estavam, só com classe, com muita classe, o Benfica conseguiria marcar. Até porque, à floresta de pernas dos jogadores do Aves, juntava-se uma arbitragem ... que ... também não surpreendia. Rui Costa não engana, e de VAR estamos conversados...

O VAR não altera em nada de decisivo o que era a arbitragem. Por exemplo, no fora de jogo, antes, as regras diziam que, na dúvida, deveria beneficiar-se o atacante. A questão era a dúvida: num fora de jogo de quilómetros, o fiscal de linha podia sempre refugiar-se na dúvida. "Tive dúvidas"... Na anulação de um golo com o marcador "em linha", não tinha tido dúvidas. Com o VAR passa-se o mesmo. Na anulação do golo contra o Porto, ontem, não teve dúvidas. Na "trancada" do Felipe, ontem, ou no penalti, hoje, sobre o João  Félix, teve dúvidas. E com dúvidas não pode intervir...  E está tudo na mesma, como já todos percebemos!

Com tudo isso, chegando ao intervalo a perder apenas por um golo, os jogadores de José Mota vieram para a segunda parte com o sentimento que estavam dentro do jogo. E que, se tinham saído vivos da primeira parte, podiam tentar mais qualquer coisa na segunda. Desde que, ter-lhes-á dito o seu treinador, aplicassem dureza máxima em cada disputa de bola. Assim fizeram, chegando mesmo a ter alguma dificuldade em escapar à violência. 

Estava-se nisto quando surge a lesão - grave, ao que parece - de João Félix, que continuava a espalhar classe pelo relvado. E, mais tarde, a de Grimaldo. Pelo meio, o Benfica continuava a desperdiçar oportunidades de golo, com nota para uma extraordinária execução de Salvio (ora aí está, a classe) com os ferros da baliza, mais uma vez, a negarem-lhe o golo. E pelo meio o Benfica fez mesmo o segundo golo, por Cervi, que entrara a substituir o lesionado João Félix, e entrou Jonas, finalmente de regresso. Faltavam cerca de 20 minutos para o fim, e só se esperava que marcasse. 

É esquisito que o Jonas jogue, e não marque. Nestes jogos, claro. Mas, mais esquisito ainda, é que o Aves tenha obrigado o guarda-redes do Benfica a três grandes defesas. Também já não estávamos habituados a isso. Se calhar, se o Vlachodimos tem chegado em Janeiro, quando já estava contratado, a época passada teria acabado de outra forma...

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