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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

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Visto da bancada Sul

23
Out18

A sorte da competência e do azar

Eduardo Louro

 

Diz-se que no futebol não há sorte nem azar, há competência ou falta dela. Hoje, em Amsterdão, no último lance do jogo, o Benfica pode ter acrescentado qualquer coisa a essa ideia feita. 

Hoje ao Benfica faltou sorte quando lhe faltou competência, e nem se pode dizer que a sorte que lhe faltou foi a que acompanha os audazes. Creio que o Benfica foi suficentemente audaz para mercer a sorte que os protege. Não foi por aí, por falta de audácia, porque a Rui Vitória não falta só audácia. Nem sorte.

Faltou evidentemente competência ao Conti quando falhou desastradamente aquele corte mesmo no fim do jogo. A competência que teve quando, antes, tirou aquela bola de dentro da baliza. Com a sorte de lhe ter pegado escassos milímetros antes dela passar na totalidade a linha de golo. A sorte que lhe faltou quando, pelos mesmos escassos milímetros, não acertou naquela bola, tão fácil de cortar. 

Já a competência do Ajax mereceu três doses de sorte: a sorte do azar do Conti, mais a sorte do azar do André Almeida, que depois ainda interceptou a bola, mas direitinha para um adversário e, por último, a sorte do azar do Grimaldo, que se opôs ao remate, mas só para desviar a bola para o caminho da baliza.

Pois é. Isso da sorte e do azar... tem muito que se lhe diga. Aos oitavos da Champions é que o Benfica já ficou com pouco para dizer! 

17
Mai13

Maldições, azares e competências

joaopaulo74

O nosso Mister, JJ, é um Homem que até faz Ciência. Pelo menos foi o que ele disse naquela famosa aula na Universidade.

Mas, o jogo de futebol está longe, muito longe de ser uma ciência. E, a haver algum tipo de ciência (=lógica), será a do dinheiro - ganha mais quem tem mais dinheiro.

Há, claro, uma dimensão de sorte ou de azar, sendo que, citando mais um enorme Mister, de seu nome Mourinho, a sorte dá muito trabalho a conseguir.

O SPORT LISBOA E BENFICA teve muita sorte quando o remate, fantástico do Lampart, beijou a trave e teve muito azar quando depois do 2-1 o Cardozo não conseguiu empurrar a bola para dentro da baliza. Mas, podemos ver ambas as jogadas pelo lado da competência - a de Lampard, inquestionável e a de Cardozo, um pouquinho mais questionável (calma, que eu sou o fã nº1 do Tacuara!).

O Torres foi muito competente no lance do primeiro golo, apesar da incompetência colectiva do BENFICA que falhou em toda a linha, tal como no segundo golo, onde a ausência, por lesão do Garay, penaliza o Jardel.

Bom, isto para trazer lucidez à reflexão - qual maldição, qual carapuça!

Há gente mais competente e gente menos competente. O Torres teve uma bola nos pés e marcou um golo. Os avançados do SPORT LISBOA E BENFICA tiveram muitas e...

Por isso, ele custa x e os nossos custam um pouquinho menos.

Esta mesma lucidez deve permitir, em particular aos sócios do SPORT LISBOA E BENFICA, a capacidade de ver o que tem sido a nossa evolução.

No arranque deste século estivemos nas mãos de alguém que acabou literalmente com o clube - enquanto outros construiram, paulatinamente, uma capacidade de vencer, apesar de o conseguirem em cima dos insucessos alheios. A entrada de Vilarinho e de Vieira permitiu uma inversão num caminho, que só agora começa a ver a luz do dia.

Recordo os mais esquecidos, de algo que nunca esquecerei: eu estive em Vigo!

E, não imaginam, como é diferente perder com o Celta por 7-0 ou com o Chelsea por 2-1 na final da Liga Europa.

Acordem prá' vida, carago!

15
Mai13

Viva o Benfica!

Eduardo Louro

Não há vitórias morais. Mas… Viva o Benfica!

Não há sorte e azar. Mas há!

Não há bruxas. Mas até parece… O mesmo resultado, o golo no mesmo último minuto…

O Benfica foi superior ao Chelsea nesta final. Completamente: individual e colectivamente, técnica e tacticamente. Só não o foi no plano físico mas, mesmo aí e surpreendentemente – para quem tem visto os últimos jogos – o Benfica esteve bem. Não rebentou, embora a perspectiva do prolongamento fizesse temer o pior.

Jogou melhor, muito melhor que o Chelsea. Mas não chega. Para o Benfica nunca chega jogar melhor que os adversários. É sempre preciso qualquer coisa mais… Foi anulado um golo – que seria o primeiro do jogo – sem que ainda agora consiga perceber por quê. E sofreu logo a seguir um golo, que começa num lançamento longo do guarda-redes: nem devia valer!

O Benfica reagiu bem, não teve medo e continuou a ser melhor. Chegou rapidamente ao empate, e continuou por cima. Jorge Jesus tinha arriscado tudo, já jogava com Gaitan a lateral esquerdo. E perdeu Garay. Perdeu Garay, o melhor defesa, e com Enzo e Matic o melhor jogador em campo, e a oportunidade de mexer na equipa, esgotando aí as substituições!

Faltavam dois minutos para os 90 quando Lampard acerta no ferro da baliza de Artur. Era o sinal por que se esperava: tinha sido assim ao longo da competição, a seguir a uma bola no ferro o Benfica marcava. Voltou a ter oportunidade para isso, mas voltou a falhar, como tantas vezes tinha já falhado. E no último minuto… Se o primeiro nem devia valer, o segundo, então…

Nasce de um canto em que Jardel – que substituíra o Garay - é passarinho. Depois, continuou passarinho, a olhar para a bola, sem a atacar, deixando que o André Almeida deixasse sozinho o mais alto e melhor cabeceador do Chelsea, o sérvio Javanovic.

A bola foi ao centro, e Cardozo tem ainda mais uma oportunidade imensa de voltar a marcar. Não se percebe o que lhe aconteceu aos pés e voltou a falhar… É isso, nestas andanças não se pode falhar. A concentração competitiva e a força mental – que se trabalham, como a condição física e a qualificação técnica - são mais importantes que tudo o resto. Sem isso há sempre muito azar. É o nosso fado!

Claro que não há nada a apontar aos jogadores. Que, face ao que se passara no sábado, poucos esperariam que entrassem em campo como entraram. E que fizessem o jogo que fizeram. Claro que vamos ao aeroporto receber os jogadores em festa. Claro que no próximo domingo vamos encher a Luz, com aquela fé imensa, como os jogadores merecem. Mas estou farto do azar. Estou farto que, quando realmente importa, a sorte esteja sempre do outro lado…  

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