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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

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Visto da bancada Sul

27
Nov18

A estratégia de Rui Vitória

Eduardo Louro

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Ainda em Munique, Rui Vitória repetiu até à exaustão que tinha faltado operacionalizar a estratégia. Que a estratégia para o jogo era correcta mas que os jogadores tinham falhado na sua implementação.

Questionado sobre essa tal estratégia, disse que se tratava de defender bem, com agressividade, e pensar rápido para sair em velocidade para o ataque.

O que eu gostaria de ter ouvido, e que ouço de outros treinadores,  era Rui Vitória simplesmente dizer que a estratégia seguida foi a que tinha sido trabalhada para o jogo. E isso nunca ouvimos a Rui Vitória.

Não lhe ouvimos falar de trabalho de preparação do jogo, e a verdade é que chegamos aos jogos e não vemos nada que pareça trabalhado e treinado. É capaz de ser por isso que, depois, a  equipa falha na implementação da estratégia.

 

14
Jun15

Arrumado o que faltava arrumar...

Eduardo Louro

 

Lá somos outra vez campeões.  Também no futsal... Também com dobradinha...  

Ao quarto jogo da final, depois de vitória e derrota - a única em toda época, e após prolongamento - na Luz na semana passada, e de nova vitória ontem no pavilhão de Odivelas, a eterna casa emprestada do Sporting -  como se sabe as obras em casa estão um bocado atrasadas, ainda só têm uma pedra, justamente a primeira que, logo que lançada deve ter caído em cima do contrato com a Somague, fazendo-o rasgar -  hoje foi dia de arrumar  o que faltava arrumar. Foi dia de selar a terceira vitória, mesmo que nos penaltis - que os guarda-redes, para defender, não podem dar três passos em frente - e fazer a festa em Alvalade, ali para os lados de Odivelas.

Parece que houve quem não tivesse gostado. O costume...

17
Mai15

Campeões....Campeões....Nós somos campeões...

Eduardo Louro

 

O Benfica é campeão. É bicampeão!

Era preciso ganhar em Guimarães. E a equipa entrou com pressa de ganhar, de acabar com a ansiedade. Sim, de acabar com ela e não de a evitar. Era inevitável.

Aos três minutos já o Benfica tinha desperdiçado duas enormes oportunidades de golo, com Jonas a rematar à trave e com Lima, isolado à frente do guarda-redes, a atirar por cima. Logo a seguir chega mesmo ao golo, mas Soares Dias, sempre em foco, anulou por fora de jogo inexistente. Pouco depois a bola saía dos pés de Maxi encaminhada para a baliza, mas no último momento resolveu ir de encontro ao poste. E voltou a não entrar.

O primeiro quarto de hora foi de sufoco permanente, que o treinador do Vitória tentava desesperadamente que os seus jogadores quebrassem por todos os meios, até que o guarda-redes percebesse que tinha de simular uma lesão, para lhe dar a oportunidade do desconto de tempo que o futebol não contempla.

A partir daí os jogadores do Guimarães começaram a levar o jogo para a quezília, tarefa que voltou a ter por protagonista principal um jogador emprestado pelo Porto. Desta vez chama-se Octávio, e não só escapou à expulsão como ainda “arranjou” um incrível amarelo para Fejsa. É sempre assim. Tem sido sempre assim… Os jogadores que o Porto espalha pelas equipas do campeonato também servem para isto. No último jogo, com o Penafiel, foi a mesma coisa… E conseguiram o afastar o Samaris do jogo de hoje. E que falta ele fez!

Na segunda parte não se repetiu o sufoco. Nem as grandes oportunidades de golo. O tempo ia passando, a ansiedade aumentando e a clarividência caindo. Aos 60 minutos Gaitan e Salvio construíram com grande espectáculo a última oportunidade. E aos 63 o árbitro Soares Dias explicou que não quis expulsar o capitão do Vitória, e que o critério de amostragem dos cartões amarelos não era para ser percebido.

À medida que o último quarto de hora se aproximava percebia-se que as coisas começavam a não sair bem. O filme de Braga, mas especialmente o de Paços Ferreira, começava a passar na cabeça de toda a gente. Tanta oportunidade de golo depois, tantas bolas nos ferros depois, o golo não aparecia e o 34º título de campeão nacional parecia que se faria esperar mais uma semana.  

Em Lisboa, no Restelo, as coisas tinham corrido ao contrário. Lá era o Belenenses a jogar e a criar oportunidades, mas quem marcava era o Porto, à beirinha do intervalo…

Mas seria de lá a vir a notícia que o D. Afonso Henriques se negava a dar. Faltavam cinco minutos para o jogo de Lisboa acabar, e pouco mais de dez em Guimarães (não, não é do fuso horário) quando o Belenenses marcou o golo que ao Benfica hoje sempre fugiu. E começou a festa…

Que vai durar até ás tantas. Porque ser campeão é uma grande festa. E 34 são 34. E o bi  já fugia há 31 anos…

BENFIIIIIIIIIIIIICA!

09
Mai14

Caçadores de fantasmas

Dylan

 

 

Os caçadores de fantasmas e almas penadas expurgaram a Luz, afinal era apenas um espírito benigno que assombrava o Benfica. O campeão voltou, anunciando com estrondo as suas conquistas: campeonato, Taça da Liga e tudo o que o futuro quiser. Bastaram onze Eusébios, unidos, para resgatar os títulos perdidos, para a mística sobrepor-se a todos os fenómenos paranormais do futebol português e calar os videntes da desgraça.

 

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