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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

26
Abr15

É Benfica, não são "ellos". Pode ser?

Eduardo Louro

 

Foi Dia de Clássico, mais um. Uma correria, cansou só de ver. Cada um correu para seu lado, sempre o contrário do do outro!

O Porto entrou a correr para não deixar o Benfica jogar, descaracterizando a equipa. Percebeu-se desde logo a ideia: impedir que o Benfica pudesse pegar no jogo e fazer mossa em cima de uma convalescença bem congeminada. Que começou logo na noite do desastre, com aquela encenação no aeroporto de Pedras Rubras, continuou com aquela outra à chegada ao Altis e acabou no escalonamento da equipa inicial – incluindo a ressurreição de Helton na crucificação do Fabiano –  e na estratégia de abordagem ao jogo. Tudo bem engendrado, digno da famosa estrutura.

O que não podia acontecer era o Benfica entrar e impor o seu jogo. E para isso era necessário encher o meio campo de gente capaz correr daquela forma. E para ter gente capaz de correr daquela forma eram indispensáveis aquelas encenações, bem preparadas.  Depois, atingido esse objectivo inicial e equilibradas as coisas, trataria então de tentar gradualmente restaurar o seu figurino e procurar então ganhar o jogo.

Pelo contrário, o Benfica entrou dentro da sua estrutura habitual. Mas sem Salvio, que não recuperou, e com Talisca no seu lugar. O que faz toda a diferença!

Obrigado a correr e a lutar o Benfica viu-se impedido de jogar. Nem sequer deu para perceber se a ideia tinha alguma vez sido a de entrar forte, na tentativa de aproveitar as maleitas do adversário. Só quando na segunda parte o Porto mudou de registo, o jogo deixou de ser uma correria louca e uma sucessão de choques e faltas, para passar a ter alguma qualidade em cima da intensidade que nunca perdeu.

Nos últimos minutos passou a ser o Benfica a tomar os cuidados que, como os caldos de galinha, não fazem mal a ninguém. Não sendo bom, o empate não era mau de todo. Mau só para Lopetegui, que mais uma vez demonstrou o seu mau perder (não há ninguém que o ensine a dizer BENFICA, em vez de "ellos"?), deixando a sua assinatura em mais um momento de arruaça. Com a agravante de o ter feito por cima de uma outra, de respeito profissional e de fair play. Que acabou por deixar irreconhecível, completamente apagada!

E lá interrompeu o Benfica a notável série de 92 jogos sempre a marcar na Luz. E lá fiquei eu sem a minha prenda. Logo quando abandonei os meus na minha própria festa, com o argumento de ali estarem uns rapazes de vermelho para me dar a prenda de anos...

26
Abr15

É preciso ter GALO no AFONSO HENRIQUES!!!!

helderrod

Após uma semana diabólica relativa à eliminatória da Champions, designadamente os Quartos de Final da Champions da qual se assisitiu a um branqueamento de algumas nuances das decisões disciplinares dos árbitros por parte da maioria da comunicação social, a saber:

O branqueamento da referência aos amarelos não atribuídos a Bernat e Boateng no Dragão. Ambos os jogadores não deveriam estar presentes na segunda mão, ao contrário de Danilo e Alex Sandro que foram quase cirurgicamente afastados do jogo de Munique; a não expulsão de Neuer aos 2 minutos da primeira parte no Dragão, que teve obviamente influência na segunda mão porque iria entrar um guarda-redes claramente menos qualificado e também A ENTRADA DE BADSTUBER NO FINAL DA PRIMEIRA PARTE EM MUNIQUE SOBRE QUARESMA que dava vermelho directo, o que implicaria o facto inequívoco de que o Bayern jogaria a segunda parte reduzido a dez. 

Esse branqueamento não foi inocente. Inocente é o Octávio Machado que ao responder a um colega portista num debate na CMTV estava a confundir o Hapoel de Israel que venceram 3-0 ao SLB com o Apoel do Chipre. Não compreendo tal ressabiamento. 

Mas de facto importou menosprezar o FCP do desaire de Munique. O mesmo não aconteceu quando o Olympiakos deu 5 a 1 ao SLB. Tudo foi branqueado.

A xenofobia anti-lopetegui tem sido ridícula. Devo confessar que tenho alguma vergonha de um país que, à boleia do futebol, se transforma num aido de chauvinistas e de xenófobos. É uma vergonha! Nunca vi um treinador estrangeiro ser tão vilipendiado como o Lopetegui.

Como tal, digo desde já, independentemente do desfecho deste campeonato (uma vez que o SLB não teve classe para resolver o campeonato em casa), que Lopetegui deve ficar. Aliás, APELO AOS MEUS CONSÓCIOS QUE COMECEM DESDE JÁ A MANIFESTAR A NECESSIDADE DA PERMANÊNCIA DE LOPETEGUI NO PORTO!

Quanto ao jogo de hoje, vi uma equipa a querer ganhar e outra a não querer resolver o campeonato em casa. Mais uma vez, tal como na primeira volta, vi um Benfica muito faltoso e duro (vejam como o Fejsa poderia ter sido expulso em 5 minutos).

Mas devo adir que há ainda alguma coisa para acontecer. Recordo que o Gil Vicente só perdeu na Luz com um golo fora-de-jogo e que o grande FC Porto só não venceu em Guimarães por causa de um golo mal anulado a Brahimi e um penalty claro sobre o mesmo. Só aí falamos nos tais quatro pontos em questão no presente campeonato.

A ver vamos e, como nunca sou capaz de virar as minhas costas ao FC Porto, continuo a acreditar. Vai ser preciso muito Galo em Barcelos e no Afonso Henriques para podermos vencer.

Quanto ao resto, já todos estamos cansados de falar em colinho, não vale a pena escamutear as repetições da Benfica TV. É que o Luisão empurra deliberadamente o Jackson na grande área, mas tudo será lavado mais branco (tal como o OMO).

Neste país perdem-se à guisa do futebol alguns Homo Sapiens Sapiens e ganhámos uma maioria (nem todos) de cerca de 5 Milhões de OMO CHAUVINISTIS!

 

Nire laguna Lopetegui egonaldia gurekin urte askotan etorri !!!!!!!!

Força, Porto! Contigo até ao fim!!!!!!


Hélder Rodrigues

  

17
Abr14

Uma história de campeões

Eduardo Louro

 

 

O Benfica está na final da Taça de Portugal, como não podia deixar de ser. Com tanta naturalidade que até pareceria que o jogo não teve história. E no entanto teve. Teve história e muitas estórias. De tal forma que só campeões, como inequivocamente são estes jogadores do Benfica, o poderiam ganhar da forma como o ganharam!

O Benfica foi sempre superior ao Porto. Foi melhor no pouco tempo – 25 minutos – em que pôde jogar com tantos jogadores como o adversário, e continuou a ser melhor nos restantes 65 minutos em que jogou com menos um. Começa aqui a primeira das muitas estórias do jogo, com a incrível expulsão do Siqueira.

Incrível porque o Pedro Proença lhe mostra o primeiro amarelo quando nem falta cometeu. E o segundo claramente a pedido, já fora de tempo. Mas mais incrível ainda porque um jogador profissional desta dimensão não pode, em circunstância nenhuma e muito menos com este árbitro, cometer a falta que lhe valeu, dois minutos depois, o segundo amarelo e a consequente expulsão.

A partir daí o Benfica não perdeu apenas um jogador. Perdeu o único lateral que lhe restava, quando já tinha entrado sem o Luisão, sem o Fejsa, sem o Ruben Amorim… Foi por ali, por aquele espaço, que entrou o Varela para fazer o também incrível golo do Porto – que lhe dava então o conforto do empate, e ao Benfica o pesadelo de, com menos um, ter de marcar mais dois golos sem sofrer nenhum – na única oportunidade em todo o jogo.

De expulsões se fazem também outras estórias. A de Quaresma, que a pediu durante quase todo o jogo, sem que Pedro Proença estivesse para aí virado. De tal forma que, quando aos 88 minutos o árbitro lhe fez finalmente a vontade, se mostrou reconhecidamente agradecido. E as dos dois treinadores, uma singularidade…

O resto é uma história fantástica de uma fantástica equipa de futebol, feita de verdadeiros campeões. Porque só campeões não virariam a cara àquele jogo. Só campeões lutavam daquela maneira contra a adversidade e se superiorizavam tão claramente a um adversário que fazia deste o jogo da época. Entre os quais André Gomes, o herói improvável mas o grande herói desta história. Aquele golo não vale apenas o apuramento para a final do Jamor, é o momento mágico desta que é a história deste dia de clássico!

 

12
Jan14

O jogo da homenagem que faltava

Eduardo Louro

 

 

Hoje voltou a ser Dia de Clássico!

Um clássico especial, que começou com um minuto de silêncio. Que foi estragado, a claque portista não respeitou a mais simples das homenagens a Eusébio. Como não respeitou a palavra do seu líder, que garantira antes do jogo respeitar o minuto de silêncio em memória de Eusébio. Ou como ele não respeitou a sua própria palavra!

Fora isso, o que não faltou foram homenagens a Eusébio. O jogo foi todo ele uma gigantesca homenagem à Pantera Negra. Foi o golo ao minuto 13, o número que celebrizou em Inglaterra, em 1966. Foi aquela fantástica arrancada no estilo inconfundível de Eusébio, com o número 50 na camisola, seguida de passe teleguiado para Eusébio que, já com o 19 nas costas, disparou de primeira como só Ele sabe. Foi aquela impetuosa cabeçada de Eusébio, então com o 24, mais alto e mais forte que quantos Mangala por aí andem…

Aconteceu hoje aquilo com que os benfiquistas sonham há muitos anos, e que muitos davam por impossível. Como hoje se viu era possível uma equipa de onze Eusébios e, como todos os benfiquistas sabiam, uma equipa dessas só pode ganhar. Ao Porto ou a quem quer que seja!

Eu sei que é difícil ver as faltas cometidas pela equipa do nosso coração. Eu sei que, para mim, muitas das faltas assinaladas contra o meu Benfica nunca existiram. Por isso, se fosse árbitro, não as assinalaria. Mas o Artur Soares Dias é!

Por isso não viu Jackson, em claríssimo fora de jogo, e que só não marcou porque não acertou com a baliza, naquele último lance da primeira parte… Não viu as inúmeras faltas de Lucho, Fernando e companhia. E às que viu não lhe viu gravidade para amarelar. Não viu o Mangala cortar a bola com a mão, dentro da área, mesmo à sua frente… Mas viu que toda gente viu que ele viu. E a partir daí…Não foi fazer bem sem olhar a quem. Foi fazer mal!

Eu compreendo, porque se fosse árbitro também não assinalaria nada contra o Benfica até perceber que tinha caído no exagero. A culpa não é dele. É de quem faz estas nomeações, que a toda gente pareceriam estranhas!

12
Jan14

Uma arbitragem com nota artística.

helderrod

Sei que muitos grandes portistas como eu vão criticar o que vou escrever, mas eu não posso eximir-me de falar desta arbitragem. Apesar de a mesma não justificar a pobre exibição do FC Porto, deve ser destacada friamente neste contexto efusivo. Joaquim Rita destacou no fim do jogo que até um guarda redes dos infantis poderia ter estado na baliza (antena 1). É por estas e por outras que depois aquistam aquilo que merecem nas contas finais. Até porque ainda vamos a meio, a efusividade desmesurada pode trazer amargos de boca de forma reiterada.

Mas falemos na figura do jogo: o árbitro! Tal como Jesus disse para justificar não sei o quê, Mangala deu mão e não houve penalty. Pena foi que logo a seguir Garay fez golo. Depois, importa dizer que mais uma vez a transmissão da Benfica TV NÃO MOSTROU A REPETIÇÃO DO PRIMEIRO GOLO COM A LINHA DE FORA DE JOGO, até porque em movimento real fica a sensação que Rodrigo está ligeiramente à frente de Danilo. Fica aqui o apelo: ATESTAREI A SERIEDADE DESTES SENHORES SE MOSTRAREM PORMENORIZADAMENTE AS REPETIÇÕES QUE TÊM NA GAVETA. Se não o fizerem não são sérios.

Depois, o lance em que Soares Dias beneficia o infractor quando Jackson ficava totalmente isolado. Seguidamente, o primeiro penalty de Garay no qual empurra deliberadamente o Quaresma e, minutos depois, a segunda falta de Garay na área sobre Danilo que desencadeia a expulsão do lateral direito. Já com dez, há ainda uma mão de Rodrigo à entrada da grande área após um remate de Quaresma.

Sei que muita gente quer limpar esta realidade. Mas volto a reiterar que as arbitragens não justificam tudo. O Porto poderia ter dado mais, tal como nos últimos 15 minutos da primeira parte em que remeteu o Benfica para a sua área. Assim deveria ter entrado na segunda parte.

Mas esta é a Verdade Desportiva que poucos vão propalar. Devo aqui acrescentar que após a minha última crítica a Rui Santos aqui neste blogue me vi impedido de fazer comentários na página do Tempo Extra. Serviu-lhe a carapuça?

 

 

Hélder Rodrigues

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