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Dia de Clássico

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"Temos que trabalhar mais nos treinos" - disse Samaris no final do jogo. Não sei se há neste expressão alguma traição da língua onde o grego dá os primeiros passos, com excelente desenvoltura, diga-se de passagem, porque não estamos nada habituados a que os jogadores de futebol cheguem a Portugal e se esforcem para falar a nossa língua. Também não sei se o tal sms - "mister, desde que foi embora que isto é um descanso" - existiu, e se, tendo existido, tenha sido enviado pelo Samaris.

Mas sei que precisam mesmo de trabalhar mais nos treinos. E melhor. Porque continua sem se ver fio de jogo, continua sem se ver intensidade, continuam sem se ver automatismos... Não se percebe a estratégia, e nem sequer nas bolas paradas se percebe que haja trabalho. E se a equipa não sabe defender - e não sabe - e se é por aí que, dizem os entendidos, se começa o trabalho, então não há mesmo dúvida que é preciso trabalhar mais nos treinos. Mas muito mais!

Mas também precisam de trabalhar mais nos jogos. Têm que correr pelo menos tanto como os adversários, têm de chegar a cada bola pelo menos ao mesmo tempo que o adversário e, fazendo pelo menos isso, têm de meter o pé com, pelo menos, a mesma intensidade do adversário.

E já que começamos com uma declaração, falta também trabalhar isso: a comunicação. O discurso numa equipa como o Benfica não pode ser o mesmo que numa equipa como o Guimarães. Pela simples razão que treinar o Benfica não tem nada a ver com treinar o Guimarães... Porque é o diabo quando se começa a perceber que há ali uma ligação qualquer entre a moleza do discurso e a moleza da atitude da equipa...

E não adianta dizer-se que "sou assim" e "não mudo"... Isso era a cantiga da Gabriela, não sei se se lembram. Essa não é música para os nossos ouvidos. Quando a equipa é prejudicada pelas arbitragens, como foi em Aveiro na semana passada, com um penalti e um golo anulado que dariam os três pontos, e como voltou a ser hoje, com um golo em fora de jogo, que só não levou dois pontos porque não calhou, tem de haver alguma coisa a dizer. Pela simples razão que são essas as regras instaladas no jogo em Portugal, como de resto se vê todos os dias... E, muito provavelmente, agora mais do que nunca...

 

 

 

Comunicação por encomenda

Eduardo Louro 2 Fev 15

 

Uma das variantes por que a máquina portista – a célebre estrutura – é exaltada é pela comunicação. Desde o célebre e já decadente sarcasmo e a velha ironia dita arguta de Pinto da Costa, passando pelas mais variadas formas de pressão sobre a comunicação social, incluindo a agressão física, pela gestão dos tempos de comunicação, incluindo os famosos blackouts, até á distribuição e ocupação dos espaço mediático da opinião e do comentário.

Peça chave no processo é o famigerado Director de Comunicação, Rui Cerqueira, que é uma espécie de pau para toda a obra. Dá para tudo e presta-se a tudo, como se tem visto…

A conferência de imprensa de Lopetegui – a peça nova da máquina que chega a meter dó – no final do jogo de ontem com o Paços Ferreira veio mais uma vez mostrar como, por ali, se fazem as coisas. Não há limites e é pouco menos que assustador!

Tive o azar de a seguir através da RTP Informação que, espanto dos espantos, a transmitiu via Porto Canal. Exactamente, no canto superior do ecrã lá estava a identificação da estação que sem que o seja é o canal do clube – ou que nuns momentos é e noutros deixa de ser – e no rodapé lá informava da “transmissão em simultâneo com o Porto Canal”. Mas isso foi apenas o início do susto. Depois, deu para ver que o tal Rui Cerqueira chamava pelo nome próprio cada um dos interpelantes que, convidados dessa forma a colocar a sua questão, não precisavam de se identificar, ao contrário do é norma e uso em qualquer outro lado. E depois lá surgiam as pertinentes e objectivas questões dos jornalistas convidados. Perguntas - que não são perguntas - ora laudatórias ora encomendadas para respostas preparadas e postas na ponta da língua do treinador no papel de mete dó. Para não dizer outra coisa…

Se a pergunta – que não era pergunta – sobre o treinador que disse que os adversários têm de olhar para cima, para que fosse buscar as competições europeias, e o afastamento do Benfica, ainda tem alguma ponta por onde se pegue, já a pergunta – que não era pergunta – de um tal Miguel sobre uma antiga afirmação do treinador Manuel José, na qualidade de comentador, é verdadeiramente emblemática.

Há tempos, a propósito do plantel do Porto, o Manuel José disse que no ano passado, ao Paulo Fonseca tinha sido dado carapau e, este ano, ao Lopetegui tinha sido dada lagosta. Mais de três meses depois, o director de comunicação do Porto achou que devia encomendar esta pergunta para pôr Lopetegui, depois de trocar carapaus por tremoços, a bater no treinador agora comentador, falando de um campeonato, em 1995, em que Manuel José teria ficado a 25 pontos do Porto…

 

Inventar(io) (de) problemas

Eduardo Louro 17 Jun 13

Num Comunicado oficial o meu clube utiliza esta linguagem:

“… o Correio da Manhã insiste em contactos do SL Benfica pelo guarda-redes do Sporting Rui Patrício. Ou as fontes do jornal fumam substâncias proibidas ou, então, é o jornalista que assina a peça”.

Não tenho dúvidas: 90% dos problemas do Benfica são de comunicação. 9% são de gestão, de gestão de tudo o resto. 1% são de ordem geográfica/demográfica: não nascem laterais esquerdos nos Balcãs!

 

O eterno problema do discurso

Eduardo Louro 21 Fev 13

 

O Benfica apurou-se para os oitavos da Liga Europa, depois de nova vitória, agora na Catedral, sobre os alemães das aspirinas, deixando o Jorge Jesus como que em estado bipolar.

A coisa chegou a estar feia, especialmente na primeira parte. E os primeiros minutos da segunda parte não auguravam nada de melhor… Às duas bolas no poste da primeira parte seguiu-se, na parte inicial da segunda, um golo que não viria a valer, anulado por um fora de jogo bem menos evidente que o do João Moutinho, que deu o golo que valeu… a vitória sobre o Málaga. Sendo em fora de jogo, o golo da equipa alemã não podia valer, porque, como os homens, os foras de jogo não se medem aos palmos. Assinalam-se. Mas nem todos, como se sabe!

Quer isto dizer que o Benfica teve alguma sorte? Sim, teve. Mas seria um crime de lesa futebol que uma equipa que marca dois golos como o do Cardozo, na Alemanha, e o do Ola John, há pouco, fosse eliminada. E – francamente – o Benfica demonstrou ser melhor que o Bayer Leverkussen. Grande parte dos jogadores do Benfica é melhor que os que trazem a marca da aspirina ao peito. E quando a equipa deixou de estar atada ao discurso do seu treinador soltou o seu futebol e mostrou claramente a sua superioridade. E no fim de contas acabou com mais oportunidades de golo que o adversário...

Não bato mais no ceguinho, mas o discurso de Jorge Jesus é simplesmente lamentável. O que é que interessa o que interessa mais? Como é que se pode desvalorizar uma competição e, ao mesmo tempo, injectar ambição - o dínamo das vitórias – nos jogadores? Como é que se pode reclamar de favorito a uma prova de que sempre diz não ser prioritária, que só estorva? Como é que se pode motivar uma equipa para uma competição quando se diz que ela inviabiliza o objectivo principal? O objectivo principal é isso mesmo, o mais importante entre vários, se não seria único!

Dizer que quem primeiro sair das competições europeias é que ganha o campeonato é tão disparatado como estar neste momento a enviar mensagens de motivação para os jogadores do Paços de Ferreira. Para apelar à presença do público no próximo jogo com o Paços seria preciso  dizer que é tão importante como os jogadores? Que vai ser preciso o seu apoio porque a equipa vai passar por dificuldades? Os adeptos conhecem bem as dificuldades por que a equipa passa, não precisam de alertas públicos que motivem os adversários!

Definitivamente: não há ninguém que ensine o básico, os mínimos da comunicação a este homem?

Ai se ele não soubesse só de futebol…

Comunicação Social e o mercado

joaopaulo74 26 Abr 12

Em Portugal é habitual os adeptos dos clubes criticarem a comunicação social, acusando-a muitas vezes de parcialidade.

Eu tenho uma visão muito simples desta temática. E a visão reduz-se a uma coisa: mercado.

E trago um exemplo de Espanha.

Nos minutos que se seguiram à derrota do Real Madrid, o jornal Sport, da Catalunha, tinha na sua página inicial dois títulos exemplares.

Podem facilmente perceber como este jornal do Barça se atira ao Real.

É o mercado.

Todos o reconhecem, todos o sabem.

É tão simples, não?

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