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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

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04
Mar20

Lage? E Vieira?

Eduardo Louro

Resultado de imagem para bruno lage e vieira

 

Em quatro jogos apenas o Benfica perdeu 8 pontos, transformando uma vantagem de 7 numa desvantagem de 1. Que são 2, como se sabe!

Nunca, na História do campeonato nacional, uma equipa com 7 pontos de vantagem no arranque para a segunda volta, perdeu o título. Não quero dizer que o Benfica já tenha perdido o que seria o 38, mas todos sabemos que não será fácil evitá-lo.

Depois de todos os recordes batidos na dobragem de 2019 para 2020, entre os quais o da pontuação numa primeira volta, este Benfica de Bruno Lage & Vieira está agora à beira de atingir um registo negativo inédito. Não sabemos ainda que sequência estará a ser construída, mas basta esta de 8 pontos perdidos em 4 jogos, para já estarmos também bem dentro dos piores registos da gloriosa História do glorioso. Tão mal, nem nos medonhos anos de Vale e Azevedo, nem nos tristonhos anos da convalescença de Vilarinho e Vieira.

Cenário tão negro obriga evidentemente a apontar o dedo a Luís Filipe Vieira e a Bruno Lage. Ao presidente porque é dele a responsabilidade máxima. Foi ele que desbaratou o plantel, depois de centenas de milhões de euros em vendas de jogadores em anos consecutivos, canalizados ninguém sabe bem para onde. Foi ele que, com o principal rival de rastos "à espera do tiro de misericórdia" (não passa de metáfora, claro), disparou a arma contra o próprio pé, pela segunda vez em três anos. É ele que conta agora estórias de embalar, teatraliza emoções, e recorre aos mais batidos truques evangelistas com saídas messiânicas.

A Bruno Lage porque pactuou com tudo isso, deixando a imagem de treinador de Vieira, em vez de treinador do Benfica, negligenciando a constituição de um plantel competitivo e compaginável com a grandeza do clube. Porque transformou um discurso inovador e credível em simples lugares comuns, vazios de conteúdo e, acima de tudo, vazios de senso e alheados da realidade. Porque, tendo no ano passado sabido recuperar Taarabt e até Samaris (João Félix não conta, era um fora de série que só precisava que o pusessem a jogar), não valorizou depois disso um único jogador. Desperdiçou Florentino, de novo Samaris, ou RDT (e como para o Activo não lhe levei João Félix, também para o Passivo lhe não levo Zivkovic). E está a levar Weigl - mais um investimento de 20 milhões - ao mesmo destino. Da própria formação não se viu mais nada do que acabar com a ideia. Nem protege os que lançou, atirando-os aos bichos (casos flagrantes do Ferro e do Tomás Tavares) nem aproveita nenhum do talento que por lá existe, e em posições críticas no desempenho da equipa.

E porque se lhe não vê nem discurso nem rasgo para mexer com os jogadores e com a equipa. E sem esse rasgo, que todos vemos que lhe falta quer no banco, para mudar o rumo dos acontecimentos em campo, quer na comunicação, para transmitir o vigor e a confiança necessários para revolucionar o actual estado das coisas, não há maneira de interromper a espiral de insucesso que envolveu a equipa.

Claro que Vieira vai descartar Bruno Lage. Não agora, evidentemente. No final da época, provavelmente com tudo perdido, mas com a ideia que, para ganhar em Outubro, lhe bastará gastar muito dinheiro no Verão. A comprar um ou dois jogadores com nomes sonantes, e a trazer de volta Jesus, o seu Messias Salvador.

PS: O Daniel pergunta abaixo se terão desaprendido. Julgo poder responder que não, não desaprenderam. Mas alteraram-se as condições, porque nada dura para sempre: antes, os golos apareciam com alguma facilidade (nos principais campeonatos da Europa, o Benfica foi durante muito tempo a equipa mais eficaz, isto é, a que precisava de menos oportunidades por cada golo marcado) e confiança era coisa que não faltava. Como as coisas corriam bem a confiança era alta. E com a confiança em alta, as coisas saem ainda melhor, escondendo-se as fraquezas. As fraquezas - Bruno Lage dixit - que os adversários lhe descobriram. E que ele disse conhecer, mas mostrou não saber tratar.

28
Set17

Crise indisfarçável

Dylan

simbolo.jpg

Acabou o Verão e acabou o estado de graça do Benfica. É uma crise indisfarçável,  parece que o clube fartou-se de ganhar e o seu treinador esgotou o modelo táctico. Pensou-se que o centro de Formação do clube, no Seixal, cobriria as recentes saídas de jogadores nucleares e o visível desinvestimento no plantel. A famosa estrutura hibernou, não viu o envelhecimento de sectores fulcrais do "onze" principal nem conseguiu baixar ao nível dos seus inimigos, perdão, adversários, que lançam diariamente ódio e porcaria para a ventoinha. Que o Outono faça cair as folhas da incompetência interna e que a Primavera refloresça o clube e traga ao futebol aquele perfume de qualidade que nos habituou nestes últimos anos.

04
Dez13

O Medo da Genialidade

joshua

E eu que tanto tenho escrito sobre isto, sobre a desertificação da genialidade e da magia no meu FC Porto, pela exclusão de Kelvin, Iturbe, Quintero e Atsu:

 

«O que mais me preocupa não é a derrota contra a Académica, não são os sete pontos perdidos em três jornadas, nem a quase certa eliminação da Champions. Não, o que mais preocupa é o afastamento ou desmoralização de jovens talentos a quem treinadores como Vítor Pereira ou Paulo Fonseca, por medo ou incompetência, não são capazes de valorizar: Atsu, Iturbe, Kelvin, Quintero, etc. É a aposta num futebol de clube pequeno, cheio de cautelas defensivas, desprovido de extremos e autoregalado com números imensos de inútil posse de bola, que afasta o público dos estádios e faz do jogo da equipa um aborrecimento sem fim. E é, sobretudo, a progressiva destruição de um espírito de revolta, de conquista, de orgulho, que, mesmo nos piores momentos, fazia a diferença no FC Porto e atemorizava os adversários. E isso, que esteve notavelmente ausente no jogo de Coimbra e que é intolerável para os adeptos, foi o que desencadeou o tristíssimo episódio do ataque ao autocarro do próprio clube. O FC Porto de Paulo Fonseca, de tão evidentemente mau que é, acabou por instalar um clima de guerra civil dentro do clube: de um lado, os adeptos, que sabem o que é bom futebol e sabem que não tem nada a ver com isto; do outro, a sua SAD e o seu presidente, que não querem, ou não podem, perder a face, admitindo o óbvio.»

 

Miguel Sousa Tavares

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