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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

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13
Jun12

EURO 2012 (IX) - Festa não rima com vergonha

Eduardo Louro


Ganhámos, agora vamos todos tratar do coração

Ao minuto 87 do jogo de Portugal e da Dinamarca tinha decidido não escrever uma linha sobre o jogo. Não me apetecia!

Decidi, depois do golo de Varela, nesse minuto, mesmo sem grande vontade e nenhum entusiasmo, escrever algumas linhas sobre um jogo que acabou em festa. Uma festa falsa, porque o tempo é mais de vergonha que de festa.

Provavelmente haverá muita gente que não concordará comigo. Mas não se percebe a mentalidade instalada na selecção nacional. Num jogo que tinha de ganhar – “só temos de ganhar”, dizia ontem Paulo Bento (eu sei que ele não joga, mas parece!) – contra um adversário que, tem que se dizer, joga pouco mais que nada, em que se apanha a ganhar por dois a zero sem muito ter feito para isso – duas oportunidades dois golos, coisa rara, tão rara e invulgar como o golo de Postiga que não o redime de coisa nenhuma – a equipa não conseguiu comandar o jogo. Nem sequer controlá-lo!

No fim da primeira parte – 41 minutos – sofreu o 2 a 1 pelo inevitável Bendtner - cuja especialidade é marcar à selecção nacional - no primeiro remate à baliza que a equipa da Dinamarca efectuou. Um golo consentidíssimo, com toda a defesa parada e com o Rui Patrício – se o Sporting estava à espera que se valorizasse para fazer dinheiro, até aí tem azar – aos papéis. Não desfez o cruzamento inicial, como lhe competia e, desposicionado, ficou sem qualquer hipótese de interceptar o segundo. Fatal. E sabe-se o que é passar um resultado de 0-2 para 1-2. Em qualquer altura, mas especialmente à saída para o intervalo.

 

 

09
Jun12

EURO 2012 (IV) - HOLANDA*

Eduardo Louro


                            

No dia em que se ficou a saber que a Espanha, depois de dias a fio a negá-lo mas também a prepará-lo, não resistiu a pedir o resgate arrancou o grupo B (de Portugal) deste outro euro onde a Espanha ditará leis, em vez de ter de lhe obedecer.

Mas este euro é do futebol e não da crise!

Crise poderá haver para a Holanda, que surpreendentemente perdeu o jogo inicial com a Dinamarca. Não porque a Dinamarca tenha surpreendido, mas porque a equipa holandesa, cheia de desequilabradores, não conseguiu criar … desequilíbrios! Por falta de velocidade, mas também por falta de inspiração dos muitos desequilibradores da equipa.

Foram poucas as vezes que a equipa holandesa logrou enganar ou desequilibrar a estrutura dinamarquesa. Esteve muito perto do golo – num remate ao poste – mas porque o guarda-redes dinamarquês repôs mal a bola em jogo. Os dinamarqueses também não criaram grandes oportunidades, mas foram sempre mais objectivos no ataque. Os poucos remates que fizeram na primeira parte – apenas três – foram todos direitinhos à baliza. E um deles deu mesmo o golo da vitória.

E assim se passou a primeira parte, que, confesso, não vi com muita atenção. Vi-a na companhia da minha neta – a Madalena, de sete meses – que sendo a melhor das companhias que poderia ter, não é exactamente a que mais disponibilidade me garante para apreciar o jogo. Na segunda parte já ela dormia e foi diferente.

A Holanda entrou forte. Nos primeiros sete minutos fez sete remates, mais que em toda a primeira, fruto de mais velocidade e especialmente de mais Schneider, hoje de longe o melhor jogador da Holanda. A Dinamarca demorou oito minutos a reagir, que não – deve dizer-se - a adaptar-se. Isto porque, depois de reagir voltou, pouco a pouco, a colocar o jogo no quadro da primeira parte, aquele que afinal mais lhe convinha. Apesar de Schneider, sempre em grande plano!

Com este resultado o grupo B fica mais aberto. Vejamos o que Portugal e Alemanha fazem, já a seguir. Uma coisa está desde já garantida: o próximo jogo com a Alemanha é decisivo para os holandeses!

 

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