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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

02
Nov16

Cumprir a obrigação sem obrigação de fazer contas

Eduardo Louro

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O Benfica cumpriu com a sua obrigação de ganhar ao Dínamo de Kiev, na Luz, e já divide a liderança no grupo com o Nápoles.

Começar assim poderia até sugerir que não há grande mérito nisso. Mas não é isso. Cumprir com uma obrigação é sempre meritório, não é fácil, e nem todos o conseguem. Como tantas e tantas vezes se vê no futebol. 

E hoje viu-se que não foi fácil para o Benfica cumprir com a sua obrigação. O campeão ucraniano apresentou-se na Luz com uma excelente organização e tacticamente muito bem, com a lição bem estudada. A explicar o que os resultados deixavam perceber: que é bem melhor fora que em casa.

Na primeira parte o projecto funcionou, com a equipa muito subida, a encurtar o campo, e uma pressão muito forte sobre o portador da bola, com os jogadores a desdobrarem-se, sempre com mais que um jogador sobre o adversário que tinha a bola, de forma a evitar o um contra um, onde a superior qualidade dos jogadores do Benfica desequilibraria as coisas.

Sabe-se que isto tem um problema: provoca um forte desgaste físico, que mais tarde ou mais cedo haverá de aparecer na factura. O problema complicar-se-ia ainda mais quando o Benfica chegou ao golo no último minuto da primeira parte. Antes de esgotado o prazo de validade daquela estratégia.

Daí que não admire nada que a segunda parte tenha sido bem diferente. O jogo já exigia ao Dinamo de Kiev outra postura em campo, e a factura do esforço dispendido aparecia a pagamento. O Benfica foi então dominador e criou sucessivas oportunidades de golo.

Só que... desperdiçou-as todas. E esse desperdício voltou a mudar o jogo, e trouxe de novo a equipa da capital ucraniana para a discussão do jogo. Especialmente depois de Ederson ter defendido o penalti que infantilmente permitiu, ao não evitar o truque do Derlis Gonzalez – o paraguaio formado no Benfica revelou-se um especialista na arte de enganar o árbitro, e deve ter ficado com muitos amigos na Luz... –, percebeu-se que Rui Vitória ficou sem saber muito bem se deveria continuar a insistir na procura do segundo golo, correndo o risco de, mantendo-se a onda de desperdício, vir a ser surpreendido pelas saídas rápidas, sempre para o flanco contrário, que o adversário usava - e abusava - ou se, pelo contrário, deveria começar a fechar a porta. Acabou por se decidir pela segunda.

Agora é fácil dizer-se que decidiu bem. Porque correu bem. Tudo teria de resto corrido bem não fosse a lesão, que parece grave, de Fejsa, a trave mestra da equipa, numa entrada inaceitável de um jogador ucraniano, que só poderia ser sancionada com cartão vermelho. O árbitro – que estranhamente, e ao contrário do que é corrente, assinalou faltas dentro da área que não assinalava noutras zonas do campo – nem falta assinalou. O que não o impediu de, depois, mostrar o amarelo.

Foi grande a superioridade do Benfica, que mais uma vez ficou por reflectir no marcador. O jogo ficou bem longe de se resumir ao aproveitar ou desperdiçar um penalti. Isso foi um incidente, um pormenor no jogo, que não no resultado.A centésima vitória do Benfica em jogos da maior cometição de futebol do mundo, que assegura desde já a continuidade nas competições da Europa!

Falta agora garantir os oitavos da Champions. E nem é preciso fazer contas para o primeiro lugar no grupo. Nem sequer ganhar os dois jogos que falta disputar!     

 

19
Out16

Benfica bem vivo

Eduardo Louro

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Veio do frio, como o espião, a primeira vitória do Benfica nesta edição da Champions. Não foi com uma exibição fulgurante - nem poderia ter sido - mas foi com uma exibição segura e personalizada que o Benfica ganhou, hoje em Kiev, um jogo que não poderia deixar de ganhar.

Não ganhar, hoje, e mais a mais com a inesperada vitória dos turcos do Besiktas em Nápoles, signiificaria já o adeus à mais bonita e importante competição do futebol mundial. Ganhar, como ganhou, conjugado com o surpreendente - ou talvez não, a equipa italiana tem vindo a cair a pique desde o jogo com o Benfica - resultado de Nápoles, deixa tudo em aberto para a segunda volta desta fase de grupos. Onde o Nápoles entra com mais pontos, mas com poucas mais vantagens. Em teoria, claro.

Também na Champions o Benfica acaba por sair vivo desta fase negra de lesões, mesmo que as coisas não tivessem corrido bem nos dois primeiros jogos, que teve que abordar com demasiadas e óbvias fragilidades. A partir de agora só há que esperar mais. E melhor!   

 

24
Nov15

O { } vs a profecia da desgraça

helderrod

Uso um símbolo da Matemática para intitular este post, porque é da Matemática que vamos precisar para chegarmos aos 1/8 de final da Champions. Uso o { } para simbolizar o conjunto vazio! Foi isso mesmo que senti esta noite no meu lugar do Dragão. Foi um vazio de ideias, uma teimosa convergência para o meio, a pouca divergência pelas alas. Foi um vazio exibicional que afectou toda a equipa como se de uma virose se tratasse. Virose essa que espoletou no meio campo e se foi alastrando a todos os sectores do campo, chegando até ao nosso guardião (imagine-se). Foi uma noite negra que começou envolta em stresse, tal foi a pressa de chegar ao meu lugar porque fomos todos revistados no Dragão. Foi um noite diferente. Pareceu que houve uma efectiva nuvem negra de Bella Gutman que impediu Lopetegui de quebrar o record da década de 60... Porém, o FC Porto pouco ou nada fez para merecer aquele ponto que faltava. E esse é que é o ponto. Faltava um ponto e nós deixámos fugir três na fria noite de Champions. Hoje a equipa congelou e a esse facto não poderá estar alheia a exagerada paragem nas competições para a ida as selecções. O primeiro a evidenciar foi Maxi Pereira que não tinha pernas, sendo substituído ao intervalo, mas essa alteração constituiu uma perda maior. Perdeu-se a raça e a entrega e a lentidão apoderou-se trazendo a previsibilidade e moleza, contrastando com o ímpeto mais agressivo dos ucranianos. O jogo de hoje foi a clara representação da Lei de Murphy, que designa a constatação de que se pensa que algo vai correr mal e corre mesmo numa desmedida e triste espiral. Foi este o vazio no Dragão. Contudo, vejamos agora o outro lado. O lado daqueles que já se espumavam à espera do primeiro desaire de Lopetegui nesta temporada. Faz-me lembrar uma história que se passou comigo na Avenida dos Aliados há uns bons anos atrás. Numa festa, ouvi gritar "agarra que é ladrão" e eu vendo o desgraçado a fugir com a carteira passo-lhe a tradicional "palheta". Ninguém correu atrás do desgraçado, mas depois quando já estava estatelado no chão tudo lhe quis acertar o passo ao pontapé. Ora, o que já vi e ouvi hoje sobre Lopetegui é lamentável. Já o chamaram anormal, adiantado mental entre outras coisas que nem aqui reproduzo. Gostava de dizer a esses profetas do lencinho branco e da desgraça que, apesar de muito desapontado, não considero que Lopetegui tenha responsabilidade num penalty completamente desnecessário de Imbula, de uma infantil perda de bola de Brahimi e do consequente frango de Casillas, do desacerto de Tello ou de extenuado Aboubakar. Parem de bater no homem na primeira oportunidade que tiveram. Gostava que esses profetas venham de Londres com os oitavos no bolso. Cascou-se e muito no Vítor Pereira e foi BICAMPEÃO! Assim seja a profecia de Lopetegui que deve ser responsabilizado, mas nunca vilipendiado da forma como foi hoje na rádio e na TV! O FCP já teve noites idênticas e suplantou-se. Assim seja em Stamford Bridge (ponte). Que seja lá a ponte que nos leve aos oitavos da Champions, porque eu acredito e ainda sou mais portista nestes momentos. Acredito que vamos ser bem sucedidos! Força, Porto! Hélder Rodrigues

P.S.: Os penalties são TODOS para se marcarem!!!!!!! Todos! Lembro a todos que este foi o árbitro que não expulsou o Neuer após a grande penalidade no Dragão e teve a pontaria fulminante de amarelar Danilo e Alex Sandro, impedindo-os de jogar a segunda mão!

16
Set15

O Ponto do Plano L

helderrod

Muito se tem falado do treinador do FC Porto e imagine-se até que já houve um técnico de um clube amador a questionar as opções do treinador basco. Contudo, mais uma vez ficou bem plasmado no terreno de jogo e pelas imagens que temos treinador. Houve efectivamente uma correcta leitura táctica por parte de Lopetegui e, para aqueles que questionam a ausência de um plano B ou C, hoje pudemos ver o plano L! L de leste. L de Lopetegui! A remontada do FCP esteve perto de acontecer. Seria a primeira vez que Lopetegui iria conseguir virar um resultado desfavorável para uma vitória. Contudo, mais uma vez o dedo da arbitragem furtou-nos dois pontos! Confesso que não consigo entender que haja pessoas que consideram que aquele jogador em claro fora-de-jogo, no local onde a bola vai cair, impedindo que Casillas visse a bola não tem interferência no lance. Mas é óbvio que tem. Esta regra é mais clara do que muitos antiportistas possam pensar. A estratégia de povoamento do meio campo na primeira parte permitiu a segurança nos primeiros minutos do jogo e, com uma segunda parte de classe europeia, com o enorme André André e o implacável Aboubakar, o FCP merecia claramente a vitória.

Todavia, enquanto o treinador sofria na bancada qual adepto portista roendo as unhas já se esperam os assobios da injustiça. Guardem-nos para outras realidades porque a longa caminhada ainda só agora começou...

Para Domingo está marcado o Dia de Clássico, no qual se espera um triunfo categórico ante o eterno rival seja com o plano A, B ou L!!!!

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues!!!!!

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