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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

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29
Ago15

A Apurar A Receita do Chocolate

helderrod

"Desde sua domesticação o cacau é usado como bebida e, depois, como ingrediente para alimentos. Durante a civilização maia era cultivado e, a partir de suas sementes era feita uma bebida amarga chamada xocoatl, geralmente temperada com baunilha e pimenta. O xocoatl, acreditava-se, combatia o cansaço além de ser afrodisíaco."

Tal como no passado o chocolate foi passando por diferentes fases de aperfeiçoamento. Inúmeras foram as receitas e as tentativas para chegar ao produto final de características divinais.

Assim vai o grande Futebol Clube do Porto que necessita ainda de uma pitada de açúcar e acima de tudo de muito sal no seu jogo. Ao contrário do que possa parecer, o FCP passou por uma imensa reestruturação e perdeu um jogador que dava muito sal e pimenta na ala esquerda azul e branca. Não há dúvidas que Alex Sandro e outros que saíram deixaram legados muito pesados e não será com certeza de um dia para o outro que o futebol jogado seja o melhor.

No jogo com o Estoril (equipa bem organizada em campo), o miolo não esteve a funcionar durante uma boa parte. Mas o chef Lopetegui lá foi acertando com as dosagens para equilibrar o meio campo que estava na mó de baixo. 

Não obstante, e perante um Duarte Gomes de tolerância 0 para Maxi que deverá ter batido o seu recorde de amarelos em tão pouco tempo de jogo, o FCP chegou ao golo após uma excelente incursão de Brahimi que esteve bem por zonas mais interiores! 

Contudo, voltaram os Rodolfos do assobio! E é preciso estabelecer aqui uma questão. É extremamente positiva a exigência da massa adepta. A exigência é positiva, mas a intransigência é doentia! Fico sempre revoltado quando alguém assobia o azul e branco. Os mesmos são aproveitados para alarido jornalístico e causam instabilidade à equipa no decorrer do jogo. Houve um lance em que Danilo tentava dominar a bola e com tanta assobiadela acabou por perder o esférico para o adversário. No Dragão todos são livres de expandirem da forma como querem, mas existe uma linha (e não é essa da porta 18) de pensamento designada por lei de Murphy que, resumidamente, se trata de uma situação em que o pessimismo e o derrotismo causam repercussões negativas. 

Como tal, deixemos apurar a receita do puro cacau para saborearmos prazerosamente o aroma da vitória. O chocolate está a apurar e o campeão sem igual há-de voltar!

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

Mas acima do que qualquer vitória, hoje é dia para deixar os votos de rápidas melhoras ao Melhor Presidente do Mundo: Jorge Nuno Pinto da Costa!!!!!!

17
Nov12

Preocupações Benfiquistas

Eduardo Louro

 


O Benfica (também o Braga) está apurado para os oitavos de final da Taça, depois de eliminar o Moreirense – que eliminara o Sporting na última ronda – em Moreira de Cónegos. Ganhou o jogo por dois a zero, com o segundo – belíssima jogada iniciada em Ola John, abrilhantada por Gaitan e concluída por Cardozo – a coincidir com o último lance do jogo, depois de 60 minutos em muito bom nível, com domínio completo e avassalador do jogo.

No entanto, tal como no passado domingo em Vila do Conde, há um mas!

Sabemos que, em tudo, são as últimas imagens que prevalecem. O Benfica está a permitir que as últimas imagens de cada jogo apaguem o que de bom faz durante a maior parte do jogo, deixando em muitos a ideia – errada – de que os jogos são uma coisa diferente do que na realidade são. No último jogo do campeonato, com o Rio Ave, acabou por passar a ideia - errada, repito - que o resultado justo seria outro que não a vitória do Benfica. Apenas porque os últimos 10 minutos foram penosos!

Em Moreira de Cónegos correu-se o mesmo risco, apenas atenuado com o segundo golo e com o apagão – está a tornar-se um clássico das deslocações do Benfica ao Minho – que interrompeu o jogo por mais de meia hora.

Começa a ser preocupante a facilidade com que o Benfica perde o controlo dos jogos quando os adversários chegam ao último quarto de hora com um resultado desconfortável mas em aberto. Parece que equipa apenas consegue dominar e controlar os jogos em regime de ataque continuado e permanente, quando a sua proactividade atacante se casa com a passividade defensiva do adversário, agarrado a um resultado confortável. Logo queo resultado se torna desconfortável o adversário reage e a equipa treme: os passes que até aí saíam certinhos passam a ser falhados; as recepções que se não falhavam em pressão ofensiva passam a falhar-se, com ou sem pressão, em qualquer zona do campo; os adversários passam a chegar primeiro a todas as bolas e a ganhar todos os ressaltos...

A equipa – e os adeptos - não merecem passar por isto. Está a praticar um futebol de boa qualidade, ainda não chegou ao brilhantismo atingido nas épocas anteriores – nos momentos em que tudo corria bem – mas parece consolidar as alterações forçadas, reagir bem à adversidade de uma série de lesões e até já tem o capitão de volta. É um problema a resolver rapidamente: antes que dê maus resultados!

Mas deste jogo fica também a incrível actuação de Duarte Gomes: dois penaltis por assinalar (um do guarda-redes sobre o Lima e outro sobre o Luisinho), uma falta em cima da linha de grande área sobre o Bruno César transformada em cartão amarelo para o jogador do Benfica, mão leve para amarelos para os jogadores de encarnado (ridículo o amarelo a Matic) enquanto os do Moreirense, mesmo cortando sucessivamente em falta jogadas de ataque, passavam sem punição disciplinar.

Se nos lembrarmos que isto não é novidade, nem exclusivo de Duarte Gomes, e que os quatro pontos perdidos no campeonato, que impedem o pleno e a liderança isolada, resultam do golo anulado a Cardozo na primeira jornada, com o Braga – que, curiosamente, não perde com o Benfica porque o árbitro anulou um golo limpo, mas perde com o Sporting pela mesmíssima razão – e dos dois penaltis inventados em Coimbra, começa a haver sérias razões para preocupação. Não sei se mesmo maior que a dos últimos minutos destes últimos jogos!

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