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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

06
Mar16

Enguiço quebrado

Eduardo Louro

FRANCISCO LEONG/GETTY

 

Enguiço quebrado no derbi. Na última oportunidade, a vitória que faltava e que não podia mesmo ficar a faltar. Hoje o Benfica não podia falhar e não falhou. E não falhou porque contou com a sorte que nos outros clássicos sempre lhe faltou.

As coisas até não começaram lá muito bem no que a sorte diz respeito, com a lesão do Júlio César, a fazer que o Benfica estreasse em Alvalade um miúdo de 19 anos na baliza. Depois de todas as voltas que Rui Vitória teve que dar com as sucessivas lesões, calhou-lhe agora dar mais uma volta por cima com mais um miúdo. Agora na baliza...

E foi assim, com um miúdo na baliza, outro no centro da defesa e ainda outro no centro do campo, que o Benfica entrou em campo. E sem perder tempo desatou a jogar à bola, sob o comando do mestre Jonas (não marca nos jogos grandes, não é?). Na primeira meia hora o Benfica jogou à bola, e o Sportig limitou-se a ver jogar. Simplesmente o Sporting não existiu na primeira meia hora. O que fez foi interromper com faltas sucessivas as saídas do Benfica para o ataque, sempre com a complacência do melhor árbitro português.

Na segunda parte as coisas foram diferentes. Até porque começou logo com um amarelo a Jonas por fazer o mesmo. E o Sporting teve alguns momentos - não muitos, é certo - de bom futebol. E teve duas grandes oportunidades de golo, uma delas num falhanço incrível do Bryan. E foi assim porque o Benfica deixou que fosse assim, optando por abdicar do ataque durante quase toda a segunda parte.

E pronto, aí está o Benfica isolado no primeiro lugar pela primeira vez nesta temporada. Inimaginável há dois ou três meses atrás. Nada está ganho, mas é melhor estar à frente. E é nesta altura que as coisas se começam a decidir. 

 

PS Uma correcção: O guarda redes Ederson Moraes, sobrinho do Artur Moraes, tem 22 anos e não 19. Não é sequer o mais novo guarda redes a defender a baliza do Benfica num derbi em Alvalade. Antes já o tinham feito Moreira, com 20 anos, e Oblak, com 21. É esta a verdade, que não altera significativamente nada do ficou escrito, mas que requer o nosso pedido de  desculpas.

17
Ago14

Quebrado o enguiço

Eduardo Louro

 

Benfica inicia defesa do título com triunfo

 

Aí está o campeonato. O campeonato do regresso do Boavista, agora certamente Boavistinho, que isto já não dá para Boavistões. E também o campeonato da Liga sem patrocínios, bem estampado na monocromia dos painéis expostos na zona das entrevistas rápidas. Preocupante, sem dúvida!

O Benfica contrariou a regra de não entrar a ganhar. Desta vez arrancou com uma vitória que, valendo os mesmos três pontos de qualquer outra, tem o seu quê de especial. Desde logo por quebrar um enguiço que quem assistiu ao início do jogo apostaria estar aí para durar…

Porque o Paços de Ferreira, marcado pelo regresso – com toda a dignidade, é de salientar – de Paulo Fonseca, entrou muito bem, superiorizando-se no meio campo e assegurando a partir daí o controlo do jogo, mas também porque desde logo se percebeu que Cosme Machado estava ali por encomenda. Bem se esforçou para que a tradição se mantivesse, começando por amarelar logo a abrir o Enzo Perez para, pouco depois, inventar um penalti contra o Benfica. Depois, e até ao fim, foi sempre igual a si próprio, ele que é um velho conhecido…

O Benfica não jogou especialmente bem, durante muito tempo faltou-lhe velocidade e dinâmica, com os jogadores muitas vezes sem profundidade. Mas passados os primeiros vinte minutos, em que o Paços foi claramente superior e em que Artur, apostado em vender caro o lugar, segurou o jogo quando defendeu o penalti, e alcançado o golo inaugural numa combinação de excelências – o excelente toque do excelente Gaitan para a excelente desmarcação, com o não menos excelente remate do excelente Maxi (o homem do jogo) –, o Benfica assegurou definitivamente o domínio do jogo.

Os problemas que o jogo pôs, para além dos postos pelo Paços, tiveram a ver com Enzo, que nunca se encontrou com o jogo, o que só por isso não é tão estranho como a sua saída, ainda na primeira parte, e que deverá querer dizer algo de muito parecido com adeus. E com Talisca, que sendo evidentemente jogador, não é um avançado... Por isso Jorge Jesus teve de andar às voltas com aquele meio campo, que só verdadeiramente estabilizou com André Almeida e Rúben Amorim. 

No fim de contas valeram os dois golos da ala direita, porque também o segundo, do Salvio, foi excelente. E valeu que Luisão voltou a mostrar por que é que não pode sair para lado nenhum! 

E parece que afinal, porque saiu quem saiu e virá a sair quem vier ainda a sair, Jara vai mesmo ficar no plantel. E hoje até jogou qualquer coisa... Se o Jesus vier a fazer dele jogador será certamente a cereja no topo do bolo. Não acredito, mas cá estarei para, com todo o gosto, dar a mão à palmatória.

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