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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

05
Jan19

11 Eusébios ... e mais qualquer coisa

Eduardo Louro

Resultado de imagem para benfica 11 eusébios

 

Há cinco anos perdemos o maior símbolo do Benfica. Há cinco anos o Benfica jogou com 11 Eusébios e, no arranque de 2014, virou o campeonato, derrotando o Porto sem apelo nem agravo. Depois de uma época dramática, onde perdera tudo nos últimos minutos dos últimos jogos, e de um arranque pouco menos que penoso, foi aquele jogo com 11 Eusébios nas camisolas, o jogo de arranque para o primeiro de quatro títulos consecutivos. Foi o jogo mãe do tetra, que só não foi do penta e do hexa porque entretanto alguém traiu Eusébio.

O momento actual é porventura mais dramático. Amanhã, com Bruno Lage ao comando, por que não, como há cinco anos, para acreditarmos - agora, sim - na retoma, um Benfica com 11 Eusébios?  

Com 11 Eusébios no campo, e alguém no leme sem complexos nem condicionamentos para dizer "basta" aos escândalos do VAR que se repetem em todos os jogos, ainda vamos a tempo!

Mas se calhar é pedir muito...

05
Jan15

Eusébio, um ano depois...

Eduardo Louro

 

Eusébio partiu há um ano. Faz hoje... Ninguém o esqueceu, os fumos negros nos braços das camisolas encarnadas lembraram-no durante todo um ano. Ainda ontem lá andavam, mesmo que ontem as camisolas fossem também elas pretas...

E a partir de hoje tem o seu nome numa avenida de Lisboa, ali mesmo à beirinha do Estádio da Luz, a sua casa eterna.

12
Jan14

O jogo da homenagem que faltava

Eduardo Louro

 

 

Hoje voltou a ser Dia de Clássico!

Um clássico especial, que começou com um minuto de silêncio. Que foi estragado, a claque portista não respeitou a mais simples das homenagens a Eusébio. Como não respeitou a palavra do seu líder, que garantira antes do jogo respeitar o minuto de silêncio em memória de Eusébio. Ou como ele não respeitou a sua própria palavra!

Fora isso, o que não faltou foram homenagens a Eusébio. O jogo foi todo ele uma gigantesca homenagem à Pantera Negra. Foi o golo ao minuto 13, o número que celebrizou em Inglaterra, em 1966. Foi aquela fantástica arrancada no estilo inconfundível de Eusébio, com o número 50 na camisola, seguida de passe teleguiado para Eusébio que, já com o 19 nas costas, disparou de primeira como só Ele sabe. Foi aquela impetuosa cabeçada de Eusébio, então com o 24, mais alto e mais forte que quantos Mangala por aí andem…

Aconteceu hoje aquilo com que os benfiquistas sonham há muitos anos, e que muitos davam por impossível. Como hoje se viu era possível uma equipa de onze Eusébios e, como todos os benfiquistas sabiam, uma equipa dessas só pode ganhar. Ao Porto ou a quem quer que seja!

Eu sei que é difícil ver as faltas cometidas pela equipa do nosso coração. Eu sei que, para mim, muitas das faltas assinaladas contra o meu Benfica nunca existiram. Por isso, se fosse árbitro, não as assinalaria. Mas o Artur Soares Dias é!

Por isso não viu Jackson, em claríssimo fora de jogo, e que só não marcou porque não acertou com a baliza, naquele último lance da primeira parte… Não viu as inúmeras faltas de Lucho, Fernando e companhia. E às que viu não lhe viu gravidade para amarelar. Não viu o Mangala cortar a bola com a mão, dentro da área, mesmo à sua frente… Mas viu que toda gente viu que ele viu. E a partir daí…Não foi fazer bem sem olhar a quem. Foi fazer mal!

Eu compreendo, porque se fosse árbitro também não assinalaria nada contra o Benfica até perceber que tinha caído no exagero. A culpa não é dele. É de quem faz estas nomeações, que a toda gente pareceriam estranhas!

05
Jan14

Eusébio (1942-2014)

Eduardo Louro

 

Cresci ao som dos golos de Eusébio. Dei por mim gente à luz da estrela mundial que era Eusébio. Dei por mim benfiquista sem saber bem distinguir Eusébio e Benfica, quando para mim – e para tantos outros - ambos eram a mesma e única coisa!

Lembro-me daquelas finais da Taça dos Campeões. Da inesquecível vitória de 62, obra sua, aos 20 anos. E que obra! E de todas as outras daqueles anos 60… Daquela de 68, em Londres, quando no último minuto, com Gordon Banks pela frente e Nobby Styles – um dos seus carrascos – no ombro, lhe rebentou em cima a maldição de Gutman… Daquele Mundial de Inglaterra, de 1966. Daquele mítico jogo com a Coreia do Norte, e das lágrimas no fim daquele jogo com cheiro a batota das meias-finais, com a selecção inglesa. Daquela maneira única de correr para a bola no livre que dava invariavelmente em golo. Da explosão e do poder de remate, únicos e imparáveis!

Lembro-me que os anos foram passando e deixando as suas marcas. Nele, marcas bem pesadas, que apressaram a hora do adeus aos campos de futebol. Deveria ter acontecido na Luz, aos 31 anos, pela porta grande daquele jogo de 25 de Setembro de 1973, que reuniu a fina flor do futebol mundial. Depois de mais uma época brilhante: o título sem derrotas - mais um tri - para o Benfica e a segunda bota de ouro de Eusébio, depois da de 1968. Mas não aconteceu, ao contrário do que merecia!  

Lembro-me que se seguiram alguns anos – anos de mais – que o Eusébio não merecia. Lembro-me daqueles anos negros da segunda metade da década de 70, quando todos os dias me cruzava com ele na João XXI, onde então eu morava e ele passava os dias. No início da década de 80 o Benfica começou a reparar os erros desse passado curto, mas penoso. Mas foi só com Luís Filipe Vieira que Eusébio viria a ocupar o lugar que sempre merecera no Benfica. Honrando-se, honrando aquela que foi a maior marca da sua marca!

Hoje ficamos na cama até um pouco mais tarde. Pouco tarde para um domingo de manhã, mas muito tarde para os compromissos que tínhamos fora de casa. Por isso agilizamos as tarefas matinais, apressamos umas rotinas e suprimimos outras. Trocamos o pequeno-almoço na sala, na companhia das primeiras notícias do dia, pelo pequeno-almoço em pé, rápido no silêncio da cozinha.

Entramos no carro, e no rádio – na Antena 1 como sempre – falava-se de Eusébio. Naquelas primeiras missões de cada início de viagem – apertar o cinto, pôr os óculos, abrir o portão fechar o portão – nem prestei atenção. Até a minha mulher se virar para mim: “Olha, o Eusébio morreu”!

- “Não, isto é um programa desses sobre as histórias do século passado”, respondi enquanto pelas colunas do rádio ouvia falar do Mundial de 66. “Que disparate, mulher. O Eusébio não morre, o Eusébio é imortal”!

05
Jan14

Eusébio

Daniel João Santos

 

Lamento nunca ter visto Eusébio a jogar ao vivo. Quando o Pantera Negra deixou de jogar eu era ainda demasiado novo para apreciar o talento de um dos mais fantásticos executantes de sempre. No tempo em que não existiam chuteiras e bolas de grande tecnologia, Eusébio e outros respiravam o verdadeiro perfume do futebol puro. Hoje não nasceu um mito com a morte de Eusébio. Sim, o mito, a lenda, um dos grande orgulhos nacionais já existe há muitos anos e vai, com toda a certeza, se perpetuar no tempo.

28
Jul12

EUSEBIO CUP: E o jogo disse tanta coisa...*

Eduardo Louro


                                  

Claro que era um Real Madrid cheio de remendos, mas não deixou de ser o Real Madrid…

Sabe sempre bem marcar cinco golos. Ganhar por 5-2 ao Real Madrid lembra anos de glória, mesmo não esquecendo que, daqueles jogadores que alinharam com a mítica camisola branca, pouco mais que meia dúzia terão oportunidade de entrar na equipa quando a época oficial começar. Mas disso não tem o Benfica culpa!

Para além dos cinco golos - todos de excelente execução, mas com particular brilho o primeiro de Enzo Perez (que fez o 3-2) e o de Carlos Martins (fazendo então o 2-2) –, da vitória e, a espaços, da exibição, o jogo confirmou algumas coisas que se vinham percebendo.

A primeira é que, numa época de poucas e discutíveis contratações, o maior reforço é Carlos Martins, que o ano passado foi mandado para Espanha e que tanta falta fez. Seguido de Enzo Perez, também o ano passado devolvido à procedência, quando se percebia ser um jogador de qualidade. Ou de qualidades. Quer dizer: os reforços só não estavam em casa porque foram mandados embora!

A segunda é que a aposta em Melgarejo para a lateral esquerda é para continuar. Não fosse a circunstância de estarmos em véspera de eleições e não teria qualquer dúvida que ninguém seria contratado para aquela posição. Como há eleições, haverá de aparecer por aí, mais dia, menos dia, um lateral esquerdo. O miúdo paraguaio é muito bom jogador, o que não quer dizer que dê para clone de Fábio Coentrão. Por enquanto esta insistência parece-me mais próxima de acabar com um belíssimo jogador do que de criar um lateral esquerdo razoável, o que, acredito, deve encher de pesadelos as noites mal dormidas de Melgarejo.

A terceira - e já que se fala de pesadelos - é que só de pensar na saída de Witsel fico eu com pesadelos. O belga é simplesmente insubstituível, e faz questão de nos mostrar isso mesmo em cada jogo.

A quarta tem a ver com o outro problema: o lateral direito. A estrutura directiva disse que não haveria qualquer contratação, que havia lá um miúdo vindo dos juniores - o João Cancelo - que supriria essa necessidade, contrariando manifestamente o pedido expresso de Jorge Jesus que, à entrada do quarto ano de Benfica, – coisa que não acontecia desde Hagan, no início dos anos 70, o treinador de todos os recordes – ainda não percebeu que esses (e todos) pedidos fazem-se à direcção em privado e não, nem aos jornais, nem pelos jornais.

Pois, mas parece que o miúdo continua pela equipa B. Pelos vistos o treinador está a esquecer-se dele, e ainda não o chamou para integrar os trabalhos de pré-época. Se calhar é preciso que alguém o lembre!

A quinta, e última, revela alguns pontos de contacto com esta. Direi que demasiados!

Também o presidente disse recentemente que “o Benfica está bem servido de centrais”. Mas também parece que o treinador não estará muito de acordo com isso: é que ainda não se viu jogar nenhum dos restantes três centrais do plantel nos cinco ou seis jogos de preparação já realizados. Rodou jogadores em todas as outras posições - neste jogo até já o Michel jogou, substituindo até um jogador (Kardec, um caso perdido) que havia sido substituto – excepto nas dos centrais. No torneio do passado fim-de-semana, na Polónia, o Luisão e Garay jogaram todos os 90 minutos dos dois jogos em dois dias – sábado e domingo.

Imagino que o Miguel Vítor, o Jardel e o Roderick estejam cheios de moral e confiança!

 

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