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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

26
Jan16

Regressos

Eduardo Louro

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O campeão voltou!

O Nelson Semedo voltou. O Gaitan voltou. O Talisca voltou. Até o Gonçalo Guedes voltou...

A arte à volta de uma bola voltou. A magia do jogo voltou... Os golos de encantar voltaram. Tudo voltou. Partir, partir mesmo só os patinhos feios. Partiram todos, não ficou nenhum!

Gaitan voltou, mas não voltou sozinho. Voltou com a magia única que só ele transporta: aquele terceiro golo é uma coisa do outro mundo. Talisca, e ver aqueles golos - três, o último também para não esquecer - é ter a garantia que, ao contrário do que toda a gente pensava, ele não tinha mesmo desaparecido. Apenas foi mal tratado, e regressou logo que alguém soube cuidar dele...

 Agora que tudo - quase tudo - voltou, tem que ser para ficar...  

Ah... Já me esquecia: o jogo foi em Moreira de Cónegos, uma capelinha (uma miniatura da Catedral), e  ficou em 6-1. A máquina continua a fazer golos. Muitos e bonitos!

 

03
Nov15

Crime agravado!

Eduardo Louro

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Assistimos esta noite na Luz a uma das maiores injustiças alguma vez vistas num estádio de futebol quando, a dez minutos do fim, o árbitro expulsou Gaitan do jogo. Mandar sair do jogo quem estava a fazer aquilo que o génio argentino estava a fazer, deslumbrando o mundo com uma exibição que só muito raramente o mundo pode ver, é inscrever na História do futebol uma das suas maiores aberrações.

Roubar ao jogo o seu maior artista é matá-lo. E matar é crime. Sempre!

Acresce que, da maneira que aconteceu, é crime agravado. Com o dolo todo, com todas as agravantes que se quiser. Já que é impossível contar tudo o que de fantástico Gaitan fez neste jogo com os turcos do Galatasaray, vale a pena contar o que o árbitro fez: estava o jogo a aproximar-se do intervalo quando um avançado turco, poucos minutos depois de ter visto um amarelo por ter armado confusão, joga a bola com a mão em clara tentativa de enganar o árbitro. Pelas leis do jogo teria de lhe mostrar o amarelo, que seria o segundo.  Não o fez, em vez disso mostrou-o a Gaitan,  por protestar a sua decisão. Muitos minutos depois, faltavam então 10 para ofim do jogo, o argentino desenha no relvado mais uma jogada do outro mundo, porventura a mais portentosa, deixando de calcanhar para que o Jimenez permitisse uma defesa assombrosa - para canto - ao guarda-redes uruguaio da equipa turca. Da marcação do canto a bola sobra para um adversário, que parte para o contra ataque. Gaitan perseguiu-o, tentou o corte, mas fez falta. Para amarelo. O segundo. Que, para o crime ser hediondo, desta vez o árbitro não poupou.  

Depois disto nada mais do jogo tem qualquer interesse, mesmo com o que vale esta vitória do Benfica. E vale muito. Nem mesmo que o Luisão tenha estado nos três golos, e que tenha exigido respeito!

15
Set15

Quase perfeito

Eduardo Louro

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Foi dia de abertura de Champions na Catedral. Que não feche tão cedo, é o que se deseja.

As coisas até nem começaram nada mal com duas preciosidades logo a abrir. Primeiro Gaitan, como que a avisar ao que vinha, e logo depois o puto Nelson. Só que depois percebeu-se que a equipa estava amarrada e que, ao contrário dos ponteiros do relógio que não paravam, tardava em soltar-se. Não acelerava o jogo nem lhe trazia intensidade. As oportunidades de golo não surgiam - daquelas flagrantes, apenas duas -, a equipa casaque começava a parecer confortável naquele jogo, e o próprio árbitro, naquilo que dependia dele, só atrapalhava, ignorando por exemplo um penalti sobre o Nelson Semedo.  

A esperança começou a voltar-se para a segunda parte. Tinha que ser - só podia ser - melhor. Só que logo que chegou assustou. E a sério: aquele primeiro minuto foi deveras assustador. 

Foi aterrador, mas foi só um minuto. Até porque pouco depois Gaitan, numa fabulosa jogada individual, inventou o golo que só ele podia inventar. Depois, já se sabe... Depois do primeiro golo solta-se o futebol de Vitória. E veio logo o segundo, então já numa fantástica jogada colectiva. E mais e mais oportunidades, muitas, até a equipa decidir repousar o jogo. E repousar no jogo.

Bem sei que vão dizer que era o Astana, muito bons nas bicilcetas mas fraquinhos de bola. Claro que é a equipa teoricamente mais fraca do grupo. Mas se ganhar é sempre bom, na Champions é ainda melhor. E ganhar com exibições fantásticas como a de Gaitan - mas também de Samaras - está perto da perfeição. Quase perfeito!

 

12
Set15

Assim, sim!

Eduardo Louro

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Noite de gala na Catedral. Já tínhamos saudades...

Ia  a primeira parte a meio quando dei comigo a pensar que desta vez o Benfica tinha trocado as voltas ao jogo. Que tinha trazido para os primeiros vinte minutos os últimos vinte minutos dos jogos anteriores. 

Aos poucos percebi que não era assim, que alguma coisa tinha mudado e que o espectáculo era para continuar. Então recostei-me melhor e deixei-me ir, deliciado e muitas vezes extaseado pela magia de Gaitan e pela arte de Jonas que um espantoso concerto colectivo não conseguia ofuscar.  

Um concerto que consertou de vez - espera-se - a máquina de Rui Vitória. Agora não pode haver mais espaço para dúvidas. Sabe-se que não vai ser sempre assim, que hão-de vir dias em que nem tudo corre assim bem. Mas não se pode andar para trás, este tem que ser o ponto de partida, nunca o ponto de chegada. 

A equipa pode não atingir sempre este altíssimo patamar exibicional, mas fica obrigada a entregar-se ao jogo da mesma forma, a pressionar da mesma maneira, a atacar a bola e o adversário com o mesmo entusiasmo, a mesma convicção e a mesma energia. Porque só assim pode marcar golos e sabe-se, já se sabia, que o Benfica é outro logo que marca o primeiro.

A chave do futebol deste Benfica de Rui Vitória está no primeiro golo. Por isso não há segredos: é entrar para marcar cedo, em vez de entrar à espera do que o jogo possa dar. É isso que se espera daqui para frente. Não se pede mais que isso. 

É que assim é mais fácil repetir noites de gala como esta. De vez em quando, também não se pode exigir isto todos os dias...

10
Jan15

Boas notícias: é Janeiro!

Eduardo Louro

 

Estamos em Janeiro. A 10 de Janeiro, e a tradição ainda é o que era… Tem invariavelmente sido assim: em Dezembro as coisas correm mal, mesmo com exibições medonhas, Depois vem Janeiro, saem até jogadores fundamentais e de repente o Benfica de Jesus começa a jogar bem, e de titubeante passa a demolidor.

Era justamente por isso que aqui vinha suplicando por Janeiro…

Sob o comando de um deslumbrante Gaitan, hoje capitão, o Benfica fez uma primeira parte brilhante, a roçar a perfeição podendo ter chegado aos cinco ou seis golos. Na segunda parte, sem nunca ter perdido o domínio e o controlo total do jogo, mau grado algumas falhas de concentração na parte final, a exibição do Benfica não teve o mesmo brilho. Mas teve mais golos!

Nunca pelos benfiquistas – jogadores e adeptos – passou qualquer tipo de ansiedade. O jogo teve um único momento em que alguma dúvida, ou mesmo alguma inquietação, se possa ter apoderado de alguns. Certamente que ao minuto 35 da primeira parte, quando a bola, desta vez rematada por Jonas, bateu pela terceira vez nos ferros, alguns dos muitos adeptos que acreditam em bruxas, terão receado que alguma coisa pudesse vir a correr mal!

Não correu, e o azar ficou-se pelas três vezes em que a bola foi rechaçada pelos ferros, quando bem poderia ter ficado anichada nas redes do Vitória de Guimarães. O árbitro, Rui Costa – mais um árbitro do Porto, têm sido todos de enfiada – também ainda fez alguma coisa para que houvesse bruxas, mas nem isso resultou. Porque jogar bem é sempre o caminho mais fácil para o sucesso, contra o que quer que seja!

Janeiro chegou quando tinha que chegar, quando o calendário o assinala. E aí está, com a equipa sem sofrer golos e com os jogadores lesionados a começarem a regressar. Hoje foram o Eliseu (e logo a tempo inteiro) e o Salvio. Para além do Sílvio que, se já é convocado, é porque já está recuperado.

E o Gaitan atravessa apenas o melhor momento da carreira. Está verdadeiramente fantástico...

Só boas notícias!

27
Set14

A propósito de talento

Eduardo Louro

 

 

Ontem também foi Dia de Clássico. Mas do outro, mais fraquinho... 

Não correu mal, foi mesmo um bom jogo. E até empataram...

Aqui o que conta é mais o Benfica. Que às vezes até parece que brinca com o fogo…

Hoje, ao contrário do que sucedera com o Moreirense na semana passada, o Benfica entrou a todo o gás, como se tivesse aprendido a lição. Dois golos, uma bola no poste, oportunidades de golo sucessivas e um domínio asfixiante em vinte minutos de luxo dão conta da forma como o Benfica entrou na partida. Nem podia ser de outra maneira, em jogo estava um momento seguramente importante do campeonato, a oportunidade que não podia ser desperdiçada de alargar, para quatro e seis pontos, a vantagem sobre os seus dois mais directos adversários!

Não se pode dizer que a partir da meia hora o Benfica tenha desaparecido, abandonado o jogo. Mas pareceu que a equipa quis partir do Estoril para Leverkursen, sem passar pelo aeroporto. Perdeu rigor e concentração e permitiu ao Estoril entrar no jogo. Depois, sabe-se como é: as circunstâncias do jogo alteram-se e quando menos se espera está tudo virado do avesso.

Ainda na primeira parte o Estoril reduziu. Percebeu-se que o Benfica reagiu bem, mas as oportunidades criadas continuaram a ser desperdiçadas. E quando, logo no início da segunda parte, empatou – num lance irregular, mas isso são circunstâncias de jogo – o cenário de repente complicou-se, até porque as coisas começavam a não sair tão bem…

Foi de novo já em superioridade numérica que o Benfica chegou à vitória, num golo que o Lima deu a ideia de ter roubado ao Derlei, depois de falhar tudo o que havia para falhar, tornando-se no maior responsável pela forma incrível como a equipa desperdiça o talento único de Gaitan.

Que pena, tantos passes mágicos e toques de génio sucessivamente desaproveitados… Devia ser crime!

Vale que, falar de talento, é também falar de Talisca...

 

23
Abr13

Finalmente o jogo

joaopaulo74

Este jogo foi especial, como são sempre os jogos com o Sporting.

Também foi especial porque meti pés ao caminho - 300 para baixo, 300 para cima - e fui à CATEDRAL pela segunda vez esta época. E ver um jogo ao vivo não é, todos o sabemos, o mesmo que ver um jogo na televisão.

Agradeço a DEUS o acaso de me fazer viver longe de casa - sim, a minha casa natural é o Estádio da Luz - seria um ser (ainda mais?!!!) impossível de aturar se estivesse perto, mais perto da Luz. É, por isso, sempre muito especial fazer a viagem com os amigos, ver as estações de serviço cheias, a A1 de buzina em buzina até à 2ª circular, passar junto ao aeroporto e dizer que o Lidl é logo ali à direita, para depois começar a ver as torres da Catedral e sentir o primeiro bichinho abdominal...

Uma pausa para se comer qualquer coisa e estamos a caminho, passar pelas bandeiras, entrar no fantástico túnel da luz - a ideia das pinturas foi genial! E, depois, o estádio! Sempre único, sempre fantástico!

Que ambiente e os No Name, que atitude fabulosa - a voz é a arma do Braço Armado, que fazem do Topo Sul a sua casa! A Juve Leo, no topo Norte, esteve também muito bem no apoio à sua  equipa e é sempre bom ver o 8º classificado da liga com um apoio tão forte - sim, ok, vinham a casa do Glorioso e isso é motivo de satisfação até para eles.

Quanto ao jogo, algumas notas:

 

 

 

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