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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

22
Jun12

EURO 2012 (XX) - Grécia fora do Euro

Eduardo Louro


                          

A Alemanha expulsou a Grécia do Euro. Ameaçou com uma expulsão violenta, mas acabou por ser uma saída controlada!

A posição da Grécia foi sempre difícil, desde cedo se percebeu que só um milagre poderia evitar o que estava dado como certo. Samaras - este - ainda deu alguma esperança aos gregos, coisa em que o outro terá mais dificuldades. Mas foi uma esperança efémera, porque já não há milagres!

Merkel – essa – lá estava. Não sei se na qualidade de amante de futebol se na de carrasco dos gregos. As imagens que dela as televisões nos trouxeram não deram para esclarecer. Não tinham as repetições suficientes, nem passaram em slow motion. Ordens da UEFA, certamente. Há dúvidas que não gostam de esclarecer!

Claro que este era mais que um jogo. Mas era acima de tudo um jogo de futebol, e acabou por não ser nada mais que isso. À parte a senhora Merkel e o destino, que quis que o golo do empate – e da esperança, curta mas nem por isso menos esperança – tivesse o nome do novíssimo – mas velho conhecido – primeiro-ministro grego, tudo não passou de um jogo de futebol, em que um que teria de ganhar e outro de perder. Não havia três resultados possíveis, não podia haver empate: um seguiria para as meias-finais, onde Portugal está sentado num confortável cadeirão a ver o que se passa volta, e outra para casa. Mesmo que essa fique na Grécia!

 

16
Jun12

EURO 2012 (XIV) - A magia do futebol

Eduardo Louro


Grécia dá um pontapé na crise e está nos “quartos”                            

Fala-se da magia do futebol para se referir à beleza do espectáculo que produz, mas, muito mais do que isso, para referir imprevisibilidade que o integra. É por isso que arrasta multidões, desperta paixões como nenhum outro. É por isso que é o desporto-rei!

Quem assistiu ao segundo jogo do euro – Rússia vs República Checa (4-1) – à exuberância da exibição da equipa russa e, por consequência, ao descalabro checo, jamais admitiria que os russos – uma das selecções favoritas – não fossem apurados. E muito menos que os checos não só lograssem o apuramento como terminassem no primeiro lugar do grupo!

Mas que dizer do apuramento da Grécia de Fernando Santos?

Uma equipa que chegava à última jornada com um simples ponto, dizimada nas duas primeiras jornadas, por erros próprios – é certo – mas acima de tudo por um enorme conjunto de azares e por clamorosos e decisivos erros de arbitragem. Tudo o que é infelicidade lhe bateu à porta, a lembrar, como aqui se disse, o que acontece no país!

 

 

12
Jun12

EURO 2012 (VIII) - Afirmação da Polónia*

Eduardo Louro


                          

Grécia e República Checa abriram a segunda jornada desta fase inicial do euro, num jogo que muito prometeu e pouco cumpriu. Na verdade quem muito prometeu foi a selecção checa, a grega não prometeu nada, encontrou-se simplesmente à deriva no meio de uma tempestade com rajadas de vento a mais de 100 à hora do quadrante checo e chuvas torrenciais de erros no centro da sua defesa.

Bastaram dois minutos e doze segundos para os checos marcarem o primeiro golo, agora o mais rápido deste europeu. E, passados apenas 23 segundos dos 5 minutos, marcavam o segundo. Ambos em resultado daquelas condições climatéricas!

Pouco depois, a Grécia perdia o guarda redes Chalkias – com responsabilidades em ambos os golos, em especial no segundo – por lesão, carregando ainda mais de negro as nuvens daquele céu grego. Não se confirmariam as previsões mais pessimistas. A equipa checa foi baixando o ritmo de jogo e os gregos puderam começar a pôr a cabeça de fora.

Ao ponto de o jogo ir ficando equilibrado à medida que o intervalo se aproximava, com os gregos a marcarem, ao minuto 41, o golo que poderia marcar a viragem. Só que, pela segunda vez em dois jogos, a arbitragem invalidar-lhes-ia um golo. O árbitro francês – que arbitrara o jogo da selecção nacional – repetiu o que o espanhol já lhes havia feito, e assinalou um fora de jogo inexistente. Voltaria, mais tarde, a repetir um erro idêntico interrompendo uma jogada que bem poderia ter terminado em golo.

Ao intervalo a ideia que ficava era a de uma selecção grega infeliz e desafortunada, à imagem do país. Tudo aquilo repetia o primeiro jogo. E para que fosse assim, segunda parte foi diferente. Foi toda ela dos gregos!

 

 

 

08
Jun12

EURO 2012 (II) - Jogo Inaugural*

Eduardo Louro

 

                                                               Paixão polaca não chegou para derrubar Grécia (SAPO)       

Arrancou na Polónia o euro 2012. Num bonito estádio, com um curto mas bonito espectáculo de abertura e com um jogo entretido, como diria o Quinito. Mas cheio de peripécias!

A Grécia voltou a abrir um europeu com a selecção da casa. Já assim fora no euro 2004, em Portugal e no Porto, que daria inesperada vitória grega. Na única vez em que o jogo de abertura se repetiu no fecho, na final. É de todo improvável que a história se repita!

Visto à luz dos dias de hoje essa forte ligação de Portugal e Grécia não deixa de ser curiosa… Como a própria primeira deste jogo de abertura. Aos erros próprios da Grécia juntou-se a pesada factura de uma Polónia muito germanizada – a maioria dos jogadores da selecção joga nabundesliga – apostada em fazer a vida negra aos pobres gregos, através de um jogo rápido, veloz, de boa qualidade, com um golo ainda bem cedo - o terceiro mais madrugador de sempre em campeonatos da Europa - e sucessivas ocasiões de golo. As instituições – leia-se arbitragem – também pareciam olhar de lado para os gregos, com a expulsão de um central – quando o outro já havia saído, lesionado – e meia equipa amarelada.

Ao intervalo a Polónia ganhava tranquilamente, tinha mais um jogador e as melhores perspectivas para a segunda parte. Só que os gregos e o português Fernando Santos – Portugal e Grécia lado a lado, sempre – perceberam que poderiam mudar as coisas, trocar as voltas àquela Polónia germanizada que, de repente, passou a ficar cheia de dúvidas, a lembrar-nos a actual Srª Merkel.

Com a ajuda dos deuses, os mesmos que noutros domínios lhes viram as costas, a Grécia empatou logo ainda na fase inicial da segunda parte, através de Salpingidis, na minha opinião o homem do jogo, que Fernando Santos lançara no regresso dos balneários. Então, empatada e com menos um, a equipa grega regressou o autocarro que o Senhor Rehagel lá tinha deixado. Tudo mudara, e os polacos não sabiam jogar aquele jogo!

As ocasiões de golo passaram para o lado grego. Primeiro com Samaras – o pior jogador grego, e acreditem que não é fácil escolher o pior – a falhar. Nova substituição de Fernando Santos, agora com a entrada de um miúdo de 19 anos, com o sugestivo nome de Fortounis. Na primeira vez que tocou na bola isolou o mesmo Salpingidis, que seria derrubado pelo guarda-redes polaco do Arsenal. Expulsão – 10 contra 10 – e penalti. Que Karagounis falharia!

A partir daí o jogo só deu Grécia, que não ganhou porque o árbitro espanhol lhe anulou – mal, na minha opinião - um golo.

Pois é, foi um jogo que teve de tudo: expulsões, penalti falhado, golo anulado, um penalti por marcar, a favor da Polónia, e até bocados de com futebol!

 

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