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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

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Visto da bancada Sul

17
Jun12

EURO 2012 (XV) - Feitas as contas

Eduardo Louro


    

A selecção nacional apurou-se para os quartos de final do euro, um feito assinalável. Porque o fez no grupo de apuramento mais difícil – até lhe chamaram grupo da morte, uma expressão de mau gosto para caricaturar as dificuldades – desta competição, onde todos os adversários foram já campeões europeus, todos à sua frente à frente no top ten do ranking da FIFA, que Portugal fecha e, especialmente, porque a equipa não vinha a atravessar uma fase positiva. Se as condições exógenas eram adversas, as da própria equipa não o eram menos, gerando para o exterior a desconfiança que, como se sabe, em Portugal medra facilmente.

O êxito, o sucesso no apuramento para os quartos de final – objectivo sempre afirmado pelo seleccionador – não era tarefa acessível. Não o atingir, não seria uma derrota para a selecção nacional. Derrota seria não ter feito tudo para o atingir. Derrota seria faltar-lhe ambição para o atingir, aceitar a superioridade dos adversários sem a querer discutir. Derrota seria abdicar das suas armas – que as tem e bem poderosas – e limitar-se nas suas potencialidades.

É claro que a selecção nacional não tem o poder de agarrar nos jogos todos e controlá-los. Se o tivesse seria, evidentemente, um dos maiores candidatos a esta como a qualquer outra prova. Vinha deixando a ideia de ser uma equipa reactiva, que ao longo de todos os jogos reagia em vez de agir. Reagiu, defendendo-se, à iniciativa dos alemães no primeiro jogo. E reagiu quando sofreu o golo, mostrando que tinha argumentos para discutir o jogo com aquela que era (e é!) unanimemente apresentada como a melhor equipa em prova. Como acabou por discutir, deixando que a derrota tivesse soado a injustiça. Ganhamos em quase-golos, como aqui referi!

Depois, com a Dinamarca que das vezes que venceu a selecção nacional nunca convenceu, e que, apesar de imediatamente à frente no ranking FIFA, não tinha argumentos para se superiorizar, as coisas começaram a correr bem.

 

13
Jun12

EURO 2012 (X) - Laranja espremida

Eduardo Louro


A Holanda – uma das favoritas – está em maus lençóis. É uma túlipa murcha e uma laranja espremida, sem sumo.

Tinha pela frente a difícil – mas não a impossível tarefa, como a selecção nacional tinha deixado no ar no primeiro jogo – de ganhar à Alemanha. Até entrou bem no jogo, pertencendo-lhe mesmo a primeira oportunidade do jogo, mas depois o vendaval alemão levou tudo à frente. Aos 24 minutos já Mário Gomez, o suspeito do costume, traçava o destino do jogo, com um golo soberbo: passe fantástico de Schweinsteiger, recepção com um pé, rotação e remate com o outro! A partir daí a Holanda desapareceu do jogo e sucederam-se as oportunidades para a Alemanha, com o segundo golo a surgir aos 38 minutos e o apito final da primeira parte a coincidir com mais uma oportunidade clara de golo.

O primeiro quarto de hora da segunda parte foi mais do mesmo. Esperava-se apenas pelo terceiro golo alemão, que acabaria por não surgir.

 

09
Jun12

EURO 2012 (IV) - HOLANDA*

Eduardo Louro


                            

No dia em que se ficou a saber que a Espanha, depois de dias a fio a negá-lo mas também a prepará-lo, não resistiu a pedir o resgate arrancou o grupo B (de Portugal) deste outro euro onde a Espanha ditará leis, em vez de ter de lhe obedecer.

Mas este euro é do futebol e não da crise!

Crise poderá haver para a Holanda, que surpreendentemente perdeu o jogo inicial com a Dinamarca. Não porque a Dinamarca tenha surpreendido, mas porque a equipa holandesa, cheia de desequilabradores, não conseguiu criar … desequilíbrios! Por falta de velocidade, mas também por falta de inspiração dos muitos desequilibradores da equipa.

Foram poucas as vezes que a equipa holandesa logrou enganar ou desequilibrar a estrutura dinamarquesa. Esteve muito perto do golo – num remate ao poste – mas porque o guarda-redes dinamarquês repôs mal a bola em jogo. Os dinamarqueses também não criaram grandes oportunidades, mas foram sempre mais objectivos no ataque. Os poucos remates que fizeram na primeira parte – apenas três – foram todos direitinhos à baliza. E um deles deu mesmo o golo da vitória.

E assim se passou a primeira parte, que, confesso, não vi com muita atenção. Vi-a na companhia da minha neta – a Madalena, de sete meses – que sendo a melhor das companhias que poderia ter, não é exactamente a que mais disponibilidade me garante para apreciar o jogo. Na segunda parte já ela dormia e foi diferente.

A Holanda entrou forte. Nos primeiros sete minutos fez sete remates, mais que em toda a primeira, fruto de mais velocidade e especialmente de mais Schneider, hoje de longe o melhor jogador da Holanda. A Dinamarca demorou oito minutos a reagir, que não – deve dizer-se - a adaptar-se. Isto porque, depois de reagir voltou, pouco a pouco, a colocar o jogo no quadro da primeira parte, aquele que afinal mais lhe convinha. Apesar de Schneider, sempre em grande plano!

Com este resultado o grupo B fica mais aberto. Vejamos o que Portugal e Alemanha fazem, já a seguir. Uma coisa está desde já garantida: o próximo jogo com a Alemanha é decisivo para os holandeses!

 

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