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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

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22
Nov16

Os Cavaleiros da Dinamarca

helderrod

Hoje foi noite de Champions na Dinamarca e o FC Porto escorregou na possibilidade de ter assegurado desde logo a sua presença nos oitavos de final.

Na verdade, o terreno não estava fácil. Aliás importa informar os leitores de que esta equipa já não perde há 34 jogos e ainda não sofreu golos no seu reduto (facto pouco relevado pelos nossos jornalistas, mas já lá vamos.).

A primeira parte foi equilibrada e o FCP teve dificuldades em chegar à baliza, tendo apenas feito o primeiro remate aos 42 minutos. Nessa fase, destacaram-se os centrais do FCP, mormente o Felipe que esteve muito bem em todo o jogo. 

Porém, o melhor ficou reservado para a segunda parte e a supremacia na posse de bola caiu para o lado do Porto. Houve imensas oportunidades para marcar, mas mais uma vez verificou-se alguma carência de esclarecimento na concretização. A este facto não será alheio o posicionamento do André Silva. Muitas vezes o excelente avançado do FCP anda por terrenos que não deviam ser os dele, chegando não raras vezes em perda no momento da concretização. É sintomático o facto de André Silva ter sido o segundo jogador a correr mais na equipa, ficando apenas atrás de Oliver. Penso que este factor deverá ser tido em conta pela equipa técnica. Os avançados não podem correr tanto. Eles devem estar no coração da área. 

Importa igualmente destacar a exibição de Corona que lutou incessantemente no decorrer do jogo, talvez motivado pela titularidade que tanto merece. Foi efectivamente o MVP deste jogo.

Fica aqui um sabor amargo neste empate que deixa tudo para a recepção ao Leicester no Dragão. Será importante jogar para a vitória com mais critério e talvez com outros intervenientes. É importante usarmos todos os ovos à nossa disposição para fazer boas omeletes. 

No percurso europeu, estes Cavaleiros da Dinamarca não querem ficar por aqui e querem parar noutros destinos nesta Champions à semelhança da personagem de Sophia de Mello Breyner Andresen (ver foto).

Queria apenas deixar aqui um pequeno recado aos senhores jornalistas "portofóbicos", que parecem querer desvalorizar os adversários do Porto na Champions. Hugo Gilberto menorizou este Copenhaga, tal como Rui Pedro Braz, mas importa lembrar que o Brugge foi campeão da Bélgica (país em retoma na Europa do futebol) e a Dinamarca já assumiu o estatuto de Campeões Europeus, tal como nós. Enfim...

Para além destes, temos ainda outro douto jornalista chamado Rui Santos que foi capaz de afirmar no seu programa que o Sporting CP esteve bem nesta edição da Champions. Relembro os mais desatentos que a equipa de Alvalade já vai na quarta derrota nesta competição. 

Em suma, não deixa de ser curioso o facto de não ter falado da arbitragem. Eu gosto mesmo muito de falar de futebol. Valha-nos a Champions League. 

 

Agora há que apontar o foco para Belém para continuarmos na luta pelo campeonato!

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

P.S. Parabéns ao nosso grande Bibota de Ouro Fernando Gomes pelo seu sexagésimo aniversário!

cavaleiro-da-dinamarca-5-728.jpg

 

04
Jan16

"Lopetegui será um espirro na História do futebol português", disse Hugo Gilberto na RTP 3

helderrod

 Chega! Basta!

Haja respeito pela pessoa! Jamais um jornalista se pode dar ao luxo de profetizar o destino de alguma pessoa, à guisa das audiências ou seja lá do que for!

Um jornalista deve numa perspectiva deontológica limitar-se a transmitir factos, evitando as opiniões que emitem juizos de valor.

Não me recordo de ter visto nenhum treinador ser tão maltratado como Lopetegui em Portugal. A pessoa Lopetegui tem família e filhos. A questão ultrapassou todos os limites do aceitável à boleia do futebol. Somos um país de emigrantes e parece-me perigoso enxovalhar assim todos os dias um indivíduo como o Basco, o Espanhol ou mesmo trocar-lhe as sílabas do seu nome. É péssimo o exemplo que se transmite para os mais jovens. É isto que queremos? É isto, Hilberto Jugo?

Já nas conferências de imprensa de Julen Lopetegui a Antena 1 faz uma vergonhosa tradução simultânea, sobrepondo-se à sua voz, como se de um chinês se tratasse. Sinceramente não me recordo que tenham procedido de igual forma com Camacho, Quique Flores ou Trapatoni...é lamentável.

No Trio de Ataque de 3 de Janeiro de 2015 foi-se longe demais. É por isso que eu gostava mesmo que esse putativo espirro se tornasse Campeão Nacional. É por isso que este campeonato poderá ser ainda mais saboroso, porque desta feita muitos mais teriam que se ajoelhar perante a ridícula conduta.

Ainda neste programa em troca de 0,60 cêntimos mais IVA já se perguntava pelo substituto de Julen Lopetegui, quando este não se demitiu. É uma tremenda falta de respeito pela pessoa (repito) e pela Instituição que a mesma representa.

Se estivesse no lugar de Miguel Guedes, levantar-me-ia e sairia do programa. 

Aliás, o comentador equivocou-se alegando que Lopetegui se referiu ao Porto como  OPORTO. Com efeito, o treinador do FC Porto tentou pronunciar com o seu sotaque o artigo definido português "O" que soou a "ó". Nervoso, Lopetegui quis claramente dizer o Porto e não OPORTO.

 

Já dizia o poeta que mais vale ficarmos em silêncio do que sermos vítimas das nossas palavras e o português de Gondomar Hugo Gilberto foi longe demais.

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

 

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