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Dia de Clássico

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O jornalista sem medo

Dylan 21 Dez 17

Marinho-Neves.jpg

Muita gente nem se apercebeu da morte do jornalista desportivo Marinho Neves, mas outros jamais esquecerão o seu contributo para denunciar os batoteiros do futebol dos anos 80 e 90. Nem foi preciso roubar emails, bastou fazer jornalismo de investigação, colaborar com as autoridades e escrever um livro chamado "Golpe de Estádio", onde prometeu "dizer a verdade através da comédia", profetizando aquilo a que mais tarde veio a ser denominado de Apito Dourado, o maior escândalo do futebol português. Denunciou o verdadeiro e único "polvo", por isso foi perseguido profissionalmente, intimidado e ameaçado a norte do país. Sem medo, Marinho Neves nunca foi um moço de recados, pois quando o insistiam em calar, berrava ainda mais alto!

 Chega! Basta!

Haja respeito pela pessoa! Jamais um jornalista se pode dar ao luxo de profetizar o destino de alguma pessoa, à guisa das audiências ou seja lá do que for!

Um jornalista deve numa perspectiva deontológica limitar-se a transmitir factos, evitando as opiniões que emitem juizos de valor.

Não me recordo de ter visto nenhum treinador ser tão maltratado como Lopetegui em Portugal. A pessoa Lopetegui tem família e filhos. A questão ultrapassou todos os limites do aceitável à boleia do futebol. Somos um país de emigrantes e parece-me perigoso enxovalhar assim todos os dias um indivíduo como o Basco, o Espanhol ou mesmo trocar-lhe as sílabas do seu nome. É péssimo o exemplo que se transmite para os mais jovens. É isto que queremos? É isto, Hilberto Jugo?

Já nas conferências de imprensa de Julen Lopetegui a Antena 1 faz uma vergonhosa tradução simultânea, sobrepondo-se à sua voz, como se de um chinês se tratasse. Sinceramente não me recordo que tenham procedido de igual forma com Camacho, Quique Flores ou Trapatoni...é lamentável.

No Trio de Ataque de 3 de Janeiro de 2015 foi-se longe demais. É por isso que eu gostava mesmo que esse putativo espirro se tornasse Campeão Nacional. É por isso que este campeonato poderá ser ainda mais saboroso, porque desta feita muitos mais teriam que se ajoelhar perante a ridícula conduta.

Ainda neste programa em troca de 0,60 cêntimos mais IVA já se perguntava pelo substituto de Julen Lopetegui, quando este não se demitiu. É uma tremenda falta de respeito pela pessoa (repito) e pela Instituição que a mesma representa.

Se estivesse no lugar de Miguel Guedes, levantar-me-ia e sairia do programa. 

Aliás, o comentador equivocou-se alegando que Lopetegui se referiu ao Porto como  OPORTO. Com efeito, o treinador do FC Porto tentou pronunciar com o seu sotaque o artigo definido português "O" que soou a "ó". Nervoso, Lopetegui quis claramente dizer o Porto e não OPORTO.

 

Já dizia o poeta que mais vale ficarmos em silêncio do que sermos vítimas das nossas palavras e o português de Gondomar Hugo Gilberto foi longe demais.

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

 

 

 

Foi no fim da década de 80, princípio da década de 90 que aprendi a gostar de Rui Tovar. Memórias dos seus relatos futebolísticos e da narração desportiva despojada de sensacionalismo, feita num cativante profissionalismo e sem aqueles modernismos tecnológicos de hoje. Houve um tempo em que pensei que aquela era a melhor profissão do mundo, vibrante, apaixonante, uma espécie de manual de como o jornalismo deve ser feito: imparcial, fidedigno, com rigor e exactidão.

Critério jornalístico

Eduardo Louro 3 Jul 14

 

O Jardel deu ontem a notícia - não que era consumidor de cocaína, porque isso já não é novidade, e portanto não é notícia -   que o médico do FC Porto tinha conhecimento que ele consumia cocaína.

É isso notícia?

Não. Notícia é uma merda do Enzo, mesmo que tirada de contexto e por clister...

Pode não ser jornalismo,  mas ha ali critério... Jornalístico!

 

Verdades inconvenientes

Dylan 25 Set 13



"Continuando a falar de cenas pouco dignas que se vão passando no futebol português, abordarei agora as ações, costumeiras, de um certo dirigente de um clube a norte, que se envolveu com o presidente da A.F.Lisboa, como há uns meses o havia feito com o presidente do Sporting, como o fez com alguns jornalistas e como, há uns anitos valentes, o tentou fazer comigo. De resto recordo o que se passou comigo em certo campo de futebol, a norte, numa tarde em que César Brito marcou dois golos e eu, que fazia a narração do jogo para a melhor rádio onde me deixaram trabalhar, o CMR. Nesse dia, perante a passividade da PSP dessa cidade, não fosse o famoso guarda Abel ter saído em minha defesa e hoje eu não estaria aqui. Tudo porque duas semanas antes, o tal dirigente, que na época se dedicava à secção de andebol, me ameaçara, como fazia a todos os jornalistas só que 'mano a mano' não foi tão corajoso e nunca pensou que um puto Mouro se fosse a ele como 'cão em vinha vindimada'...na semana seguinte minou a coisa mas mesmo assim não levou a melhor. Na época nenhuma voz se levantou em minha defesa, e muito menos a de nenhum camarada de profissão, pelo que, desde que vi, eu e milhões de espectadores, um certo repórter da RTP levar na 'corneta' em pleno relvado e depois vir a terreiro dizer que nada havia acontecido, deixei de me preocupar...em alguns só perdem as que ficam no chão. Nos tempos de um certo presidente do meu Benfica também se começou a atiçar alguns adeptos, que hoje dizem mal do dito presidente mas que na altura faziam o trabalho sujo com os jornalistas. Numa dessas vezes, os 'meus' camaradas fugiram para a sala de imprensa por causa das bocas e eu, tranquilo, saltei a vedação que separava a zona das cabines do antigo estádio e desatei ao pontapé e à cabeçada aos dois artistas que, pensavam eles, podiam chamar tudo a quem estava a trabalhar honestamente. Levaram na 'corneta', à séria, só que desde esse dia passei a ser escoltado pelos 'Men in Black' do dito presidente que passavam os jogos a provocar-me na bancada quando eu ia com a minha filhota ver os jogos...se Portugal fosse um Estado de direito, à séria, gentinha como essa que agora se insurge contra o presidente da A.F. Lisboa, incluindo os velhos gágás, já tinham sido afastados do desporto mas enquanto os políticos tiverem medo desta gente isto só acabará quando a Dona Morte se lembrar de os levar...e já tarda..."


José Carlos Soares, jornalista

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