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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

06
Jan19

O tudo ou nada

Eduardo Louro

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Não estou certo que dê certo. Tenho mesmo muitas dúvidas, mas há grandes probabilidades de Mourinho vir a ser, no início da próxima época, o novo treinador do Benfica.

Há muito pouco tempo, quem ousasse pensar uma coisa destas só poderia não estar bom da cabeça. Hoje, é a coisa mais natural deste mundo!

Se José Mourinho, enquanto treinador de top mundial, não bateu no fundo, não anda lá muito longe. Tem, nesta fase da sua carreira, duas opções. Nem mais uma: ou desiste, e começa a viver a sua reforma dourada; ou vai à procura do relançar a carreira!

Se pensarmos um bocadinho concluimos facilmente da baixa probabilidade da primeira hipótese, e rapidamente somos levados a concluir que a única opção de Mourinho é, agora, relançar a carreira. Não é começar tudo de novo, mas é recomeçar para voltar ao lugar de topo que ocupou, e tornar-se ainda maior que os maiores por lá ter estado em tempos históricos diferentes. E provar que é tão "special" que até contraria a própria natureza!

O Benfica serve estes propósitos. Tem grandeza e tem condições que lhe permitem voltar a ganhar. Está também perto do fundo e só pode subir, minimizado-lhe todos os riscos. 

É a tábua de salvação para a reeleição de Luís Filipe Vieira que - lembram-se? - há muito tem na mão uma cenoura bem viçosa a que chama ganhar na Europa. Quer isto dizer que Vieira, ao contrário do que sucedeu nos últimos três anos, não vai olhar a meios para fazer investimentos na equipa de futebol. Não faltarão jogadores para satisfazer as exigências de Mourinho, nem dinheiro para lhe pagar um vencimento bem chorudo e confortável. Longe, em qualquer das circunstâncias, daquilo a que está habituado, mas nada que envergonhe ninguém...

Acabo como comecei: não estou certo que dê certo. Por certo tenho apenas que, neste cenário há pouco inimaginável, José Mourinho e Benfica correm diferentes graus de risco.  São mínimos os riscos que Mourinho corre nesta oportunidade. São muito grandes, enormes, os do Benfica. Como sempre acontece quando se chega ao desepero do "tudo ou nada"! 

22
Set14

Pontapés na gramática moral

Dylan

 

 

Já vi Jorge Jesus irascível, gozando com os treinadores adversários ao mostrar-lhes os dedos de uma mão, dançando, e até o vi resgatar um adepto das garras da polícia, em Guimarães, mas nunca o vi meter um dedo no olho do treinador adversário, nunca o vi partir para o insulto pessoal dizendo que o seu colega de profissão tinha um neurónio nem nunca o vi romper camisolas de jogadores contrários. De modo que o recente ataque de José Mourinho a Jesus - que decidiu interpretar mal as palavras do técnico do Benfica -,  é baixo, desprezível, de alguém que dá calinadas em inglês e acusa outro de pontapear a gramática portuguesa, de alguém que apesar de ser bom naquilo que faz, é egocêntrico, incompatibiliza-se com colegas de profissão, futebolistas, directores, jornalistas e vive rodeado de uma legião de pedantes e bajuladores.

25
Set13

Mourinho em White Hart Lane

joshua

Cheira a que a rivalidade natural entre Mourinho e Villas-Boas, um dos melhores quadros agregados à marca e à mística FC Porto, vai deixar mossa no primeiro. O arranque do Tottenham na Premier League 2013/2014 mostra um ímpeto forte inverso ao do Chelsea, onde o timoneiro parece atravessar uma fase das mais pardas e incaracterísticas. Mente sã em espírito são é qualquer coisa que não parece colar-se ao, até há pouco, bem sucedido psicólogo Mourinho, sedutor de balneários, demolidor nas conferências de imprensa e implacável nos jogos. O embate Tottenham - Chelsea é já a seguir. Com duas equipas sob a liderança de dois grande portugueses, o que nos reservará o espectáculo de White Hart Lane?!

29
Abr12

Guardiola, Outra Forma de Corroer e Picar

joshua

Agora que Guardiola disse adeus ao FC Barcelona convém que os adeptos portugueses do símbolo maior político-desportivo da Catalunha não lhe façam uma espécie de encómio mortuário. Continua vivo e provavelmente trabalhará num outro clube qualquer. Não acho nada que a taciturnidade de Guardiola seja estratégica. Corresponde ao seu modo de ser, o que é muito diferente, e só prestigiou o seu clube tendo em conta os vincados valores colectivos que inculca a todo o seu futebol. Se cada qual é como é, considero tão admirável que se possa ser como Guardiola, um cínico suave, um subtil provocador, um manuseador dos segundos sentidos e dos implícitos e inferências, assim como outros só podem ser como Mourinho, que não esconde o gigantismo do ego e se entrega aos jogos florais da palavra provocadora, performativa, perdendo-se ou encontrando-se na agressividade verbal, pois: «Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar», segundo o Eclesiastes 3, 1-5. A vida pública, afinal é um teatro onde se exacerba a palavra e a imagem, caso contrário pouco lhe resta de modelar ou digno de atenção e de público só terá placidez e sono, autofagia e antítese do que é mediático e público por definição. As polémicas fazem parte da vida. Saber criá-las e matá-las é uma arte. A arte mediática de Guardiola foi, e é, o apagamento e a simplicidade pessoais. Mas não confundamos as coisas — há também beleza na raiva e na ambição feroz de vencer, expressas em conferências de imprensa duras, onde outros as fazem sempre plácidas e modorrentas, fingindo o desapaixonado, quando dentro ardem labaredas de competição, apenas sublimadas por se fica calado. Portanto, não vale a pena beatificar Josep Guardiola i Sala. A palete da vida tem muitas cores. Para quê preferir o cinzento, quando há tanto azul, amarelo e verde?!

21
Abr12

Dia de clássico em Espanha

Daniel João Santos

Hoje é dia de Clássico em Espanha. As duas melhores equipes da atualidade com os dois melhores treinadores. Evidentemente que para mim e para muitos, José Mourinho é o melhor do mundo.

 

Atualização após o jogo.

 

Mourinho, Ronaldo e todos aqueles grandes jogadores calaram Barcelona. Num bom jogo, mas nada de espetacular, o Real Madrid mostrou que é mais forte. Agora, sete pontos de vantagem e quatro jornadas. Sim, o titulo está ali ao virar da esquina.

29
Mar12

Do Juízo Dúctil no Futebolês

joshua

Além do endeusamento universal da equipa do FC Barcelona que induz à indulgente cegueira ou ao duplo juízo, o vício de chorar perante arbitragens tornou-se, na sua admissão ou rejeição, qualquer coisa de tão flexível ou dúctil como as pernas da contorcionista chinesa que lhe embrulham o tórax. Se for o FC Porto a protestar com as arbitragens com demonstrações milimétricas em vídeo, ui que não se admite e tal. Se for Mourinho, pelo Real Madrid, a denunciar, como um guerreiro, roubos, a gritar aqui d'el-Rei quando as arbitragens fazem serviços sujos, é mediatismo do conflito e também não pode. Neste mundo, só o Benfica e o FC Barcelona podem dizer o que quiserem e como quiserem das arbitragens. Jorge Jesus, por exemplo, já superou os limites da decência algumas vezes. Mas nada aconteceu. O Sporting não conta. Demasiado a história do menino e do lobo.

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