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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

04
Nov14

E de repente tudo muda…

Eduardo Louro

E de repente tudo muda… Por mais que se queira fugir, não há volta a dar: o futebol é mesmo assim. É isto. E é por isto que é assim… Vibrante e apaixonante, como nenhuma outra coisa na vida.

O Benfica tinha tudo perdido. Nem sequer as portas da Liga Europa se entreabriam. Até essas estavam bem fechadas. A sorte andava arredia, virara as costas logo no sorteio e nunca mais regressara. Nas fases dos jogos em que era nitidamente superior, não conseguia tirar nada dessa superioridade, e quando passava para a mó de baixo era castigado com severidade. As arbitragens não ajudavam, e penalizavam sucessivamente a equipa. Os resultados entre os restantes adversários também não eram os mais simpáticos para quem tinha tanta necessidade que alguma coisa corresse bem.

É certo que, hoje, pela primeira vez, aparecia um resultado amigo. Os alemães do (da) Bayer foram ganhar à Rússia, deixando Zénite com 4 pontos e, mais importante ainda, abrindo uma séria oportunidade da equipa alemã assegurar a qualificação antes da última jornada, na visita à Luz. Mas nada mais se alterava: a arbitragem – péssimo trabalho do árbitro espanhol que não tem categoria para ser internacional – não ajudava nada, e a equipa tinha deixado passar o tempo da sua superioridade sem qualquer proveito.

A primeira parte foi de grande superioridade do Benfica, mas no arranque da segunda o Mónaco assustou. Teve períodos de grande superioridade técnica e especialmente física. Foi então que, com o grande contributo do Júlio César, o Benfica começou a contrariar o destino, para recuperar no último quarto de hora o ritmo, a intensidade e a superioridade perdidos. E finalmente o golo… O golo quando a equipa era de novo melhor… E a vitória que abriria as portas do céu!

Sim, agora tudo é possível. Até porque o enguiço foi quebrado e o diabo saiu de trás da porta…

23
Out14

Ser melhor, ou poder ser melhor...

Eduardo Louro

Mónaco – SL Benfica, 0-0: Nulo mantém-se ao intervalo!

E ao terceiro jogo o Benfica somou o primeiro ponto desta Champions. Se nos dois jogos anteriores tinha ficado a ideia que, não o tendo sido, poderia ser melhor, neste o Benfica foi mesmo melhor!

Foi melhor durante dois terços do jogo, foi muito melhor que o Mónaco durante toda a segunda parte, até ter ficado a jogar com 10, à entrada do último quarto de hora, por expulsão (vermelho directo inaceitável, que reflectiu bem a dualidade de critérios disciplinares do árbitro polaco, sempre em prejuízo do Benfica) do Lizandro Lopez. Só que, mesmo tendo sido melhor, não foi – longe disso – brilhante. Nem avassalador!

Foi melhor, e isso deveria ter sido suficiente para ganhar o jogo. Mas não foi, porque não aproveitou as quatro ou cinco boas oportunidades de golo que construiu, o que também não surpreende ninguém. O Lima continua de costas voltadas para o golo, e não se vê forma de marcar. Também já se percebeu que o Talisca, que por cá ainda vai marcando, está ainda muito verde para a Champions, onde parece outro jogador. E como o Jonas não está inscrito, não se vislumbra quem possa quem marque golos.

E assim, sendo umas vezes melhor e podendo-o vir a ser noutras, se mantêm abertas algumas janelas para o sucesso. Porque o Mónaco é claramente a equipa menos forte do grupo, e ocupa a segunda posição por ter ganho em casa aos alemães das aspirinas um jogo em que foram simplesmente massacrados. E o Zénite é o que se conhece…

Pudesse o Benfica contar com o Enzo ao nível da época passada e tudo ainda seria possível…

Uma nota final para a reacção do país à arbitragem do jogo do Sporting, na véspera. O Sporting perdeu o jogo à conta de um penalti mal assinalado pelo árbitro. À berinha do fim do encontro. Mesmo que condenável, e aqui mesmo condenado sem qualquer reserva, não foi mais que isso. A imprensa portuguesa pintou as primeiras páginas de indignação – valeu tudo – e as televisões não lhe ficaram muito atrás…

E nós a lembrarmo-nos, já para não ir mais atrás, da arbitragem de Turim, no jogo das meias-finais com a Juventus, no ano passado. Ou do que disseram a imprensa e as televisões espanholas da escandalosa arbitragem da final (também) de Turim, com o Sevilha, há apenas 5 meses, e do que foram as primeiras páginas dos mesmíssimos jornais que hoje escrevem “ROUBO”. Escolheram até um herói para a primeira página, sem uma palavrinha sequer para a batota que, sucessiva e impunemente, o árbitro lhe permitiu!

 

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