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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

03
Nov18

Há coisas que não vale a pena prolongar

Eduardo Louro

 

Tudo começou direitinho. A águia Vitória tardou um bocadinho, mas fez o seu papel e chegou ao seu destino -  dos Vitória, foi a única a fazê-lo -, o adversário não chateou com a escolha de campo, a moeda caiu para o lado de Jardel - e foi a única coisa que lhe saiu bem -, Jonas estava finalmente de regresso à titularidade e, qual cereja no topo do bolo, marcou, a passe do João Félix, logo no primeiro ataque à baliza adversária, ainda o relógio não tinha chegado ao segundo minuto.

Foi com este arranque perfeito que o Benfica surgiu hoje na Luz, longe das enchentes de há semanas - elas não matam, mas moem - mas, mesmo assim, com quase cinquenta mil, para defrontar o Moreirense. Mas foi também este arranque perfeito que a equipa do Benfica tratou de dinamitar de imediato.

O golo madrugador, o centésimo de Jonas no campeonato português, em vez de libertar a equipa, em vez de apaziguar a ânsia do golo que fugia, e de atemorizar o adversário, deixou a equipa a dormir. Logo. De imediato!

E passou a ver-se em campo uma equipa que não dava espaços à outra, e usava  magistralmente os que a outra lhe oferecia. Uma equipa colectivamente muito melhor, e até - juraríamos - com melhores jogadores individuais. Só que essa equipa era a que tinha chegado de Moreira de Cónegos!

Foi assim durante toda a primeira parte. Passava pouco da meia hora de jogo e já o Moreirense ganhava por 3-1. Em pouco mais de uma hora, as primeiras meias-horas dos dois últimos jogos, o Benfica sofria cinco golos, tantos como nos anteriores sete jogos do campeonato. Todos eles inaceitáveis numa equipa da dimensão da do Benfica, e todos eles a revelarem o estado de esgotamento a que a equipa chegou.

O esgotado futebolzinho de Rui Vitória é isto. Quando tudo corria bem, os golos apareciam e as fragilidades disfarçavam-se. Mas à menor contrariedade é o descalabro. E hoje já todos os treinadores conhecem esse futebolzinho, e sabem como contrariá-lo... É o descalabro a suceder-se sucessivamente, já com toda a gente sabe como lançar a equipa do Benfia no caos.

E então é vê-la perdida em campo, sem perceber o que lhe está a acontecer, ora agarrada  a um futebol estéril de passes para o lado e para trás, incapaz de um rasgo, de uma rotura, ora perdida no pontapé para frente, a entregar sucessivamente a bola à defesa adversária. 

Há coisas que não vale a pena prolongar. Isto é uma delas! 

 

09
Abr17

Se este era o mais fácil...

Eduardo Louro

 

O jogo desta noite em Moreira de Cónegos não foi apenas o primeiro dos sete últimos jogos deste campeonato que, para chegar ao tetra, o Benfica não pode deixar de ganhar. Foi muito mais do que isso, até porque, como diziam os entendidos, este era o mais fácil desses sete. 

É caso para dizer que, se este era o mais fácil, nem quero saber o que aí está para vir.

O jogo começou como tem começado a maioria dos que o Benfica tem disputado. É já um clássico: adversário fechadinho lá atrás, todos muitos juntos, sem sobrar espaço para jogar à bola nos últimos 30 metros do campo. E com os jogadores a correrem como nunca, a disputar cada bola como se fosse a última. Até aí nada de novo!

E o que houve de novo nem sequer foi novidade. A dimensão física para que o Moreirense empurrou o jogo, que levou a que os seus jogadores ganhassem praticamente todos os ressaltos, e quase todas as bolas divididas, não foi grande novidade. Como não foi novidade nehuma que os jogadores do Moreirense complementassem essas tarefas com o recurso a faltas sucessivas, quase sempre duras, dentro daquela visão de canela até ao pescoço que o Petit tem do futebol.

O jogo foi todo ele assim, nunca permitindo que o Benfica gozasse do mínimo de conforto. A verdade é que se o Moreirense fazia o seu papel, o Benfica, hoje com os importantes regressos de Fejsa e Grimaldo, nem tanto. Não fez tudo para conquistar esse conforto. Teve muita bola, mas poucas oportunidades de golo. Valeu, já a chegar ao final da primeira parte, o aproveitamento de um lance de bola parada, coisa que, como se sabe, é esta época uma verdadeira raridade.

Na segunda parte, mesmo que sempre em cima das mesmas bases, o jogo foi bem diferente. Foi mais selvagem, mais partido e menos controlável ainda. O Moreirense, mantendo aquelas bases do jogo, só tinha a ganhar em alargar a sua área de influência no campo. Passou a discutir o jogo no campo todo e teve duas ou três oportunidades que poderiam ter dado ao jogo outro resultado. Só no último quarto de hora, e em especial depois da entrada de Samaris, em substituição do Jonas, o Benfica controlou verdadeiramente o jogo, começando finalmente a ganhar corpo a ideia que os três pontos não fugiriam. 

Não fugiram, permitindo aos jornais e às televisões voltarem a falar do regresso do Benfica à liderança. Quando lá está, e de lá não sai, desde a quinta jornada. Já lá vão vinte e três. E oito meses!

26
Jan17

Os jogos têm 90 minutos divididos em duas partes

Eduardo Louro

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A Taça da Liga é uma competição desenhada para os grandes. Os quatro primeiros classificados do campeonato anterior são encaminhados para as meias-finais, ou para, agora, com mais pompa, a final four.  

Creio que nunca lá chegaram os quatro. Desta vez lá estiveram o Vitória de Setúbal, no lugar do Sporting, e o Moreirense, no do Porto. Benfica, com a folha limpa, e Braga, com muita dificuldade e bastante sorte, acabaram por cumprir com o que era a sua obrigação. Lá estavam os únicos três vencedores da competição. E o Moreirense: o outsider que chega à final, com o Braga.

Porque ganhou ao Benfica, e logo por 3-1. Porque o Benfica tem-se dedicado a jogar apenas a metade de cada jogo. Se joga a primeira, desaparece na segunda, como fez hoje. Se não aparece na primeira, joga na segunda, como no último jogo.

O Benfica saiu para o intervalo bêbado com a superioridade que tinha exercido. Tão bêbado que se esqueceu que só estava a ganhar por um a zero. Tão inebriado que se esqueceu  de regressar para a segunda parte. Deixou os rapazes do Morerirense a jogar sozinhos que, de repente e incrédulos, se viram a ganhar por 3-1. Em apenas 10 minutos, como com o Boavista, de má memória, com apenas dois remates - do primeiro golo só se percebeu que nem foi preciso rematar à baliza - o Moreirense marcou por três vezes.

Não importa que o segundo golo tenha acontecido porque ficou por marcar uma falta sobre o Eliseu. Nem as bolas nos ferros. Nem um penalti que ficou por marcar. Nem as seis ou sete oportunidades desperdiçadas no tempo que sobrou para jogar à bola. Agora importa apenas que o Rui Vitória consiga meter na cabeça dos jogadores que os jogos têm 90 minutos, divididos em duas partes, de 45 cada uma.

E que têm de ser disputados em cada minuto desses 90. Que as peladinhas, para brincar com a bola, ficam para os treinos. Mesmo assim só naquela parte de descompressão, no espaço de lazer que o trabalho ás vezes tem que ter. 

 

 

16
Jan17

A MAXIma velocidade mordendo os calcanhares...

helderrod

Encerrada que está a primeira volta, importa dizer que estamos na luta.

Numa exibição convincente e fluída com uma dinâmica atacante viva e constante, o FCPorto demonstrou muito empenho para a luta da conquista do título.

Perante um Moreirense que fez apenas 2 remates (1 em cada parte), a equipa entrou serena apesar da última contestação na Mata Real.
Curiosamente, os assobios desnecessários regressaram exactamente no minuto que antecedeu o primeiro golo dos azuis e brancos. Há que acreditar sempre na equipa.

Não fosse o guarda redes do Moreirense o melhor em campo da sua equipa, este jogo podia acabar num resultado ainda mais expressivo.

Assim, e depois deste jogo, o FCPorto vai a MAXIma velocidade mordendo os calcanhares do primeiro posto. Há que acreditar até ao fim. Sempre ao lado da equipa.

 Se há alguém que personifica a crença, esse é inexoravelmente o Maxi Pereira que se esforçou incessantemente mesmo com aparentes dificuldades físicas merece claramente o título de jogador mais valioso desta noite no Dragão.

Venha de lá o Rio Ave para entrarmos na segunda volta em força e ver estas gentes portistas a clamar para si a vitória, num "grito só de todos nós".

 

Força, Porto! Estamos aí na luta! 

Hélder Rodrigues

Créditos fotográficos de Raurino Monteiro

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28
Nov16

Cardápio inejável

Eduardo Louro

 

O Benfica ganhou por 3-0 ao Moreirense, no jogo da décima primeira jornada, hoje disputado na Luz, de novo de casa cheia.

Começo por aqui, pelo resultado, porque se fala por aí muito de eficácia. Os três golos que o Benfica marcou, representam menos de um terço das ocasiões que criou, coeficiente que nem foge muito dos padrões normais, em especial nos jogos deste tipo. O que quer dizer que para ganhar estes jogos, que são para os candidatos ao título a imensa maioria deles, é preciso volume e qualidade de jogo capazes de criar sucessivas oportunidades de golo. Criar uma, duas ou três é curto... Simplesmente porque desperdiçar duas ou três oportunidades por jogo é normal.   

Enfiada a carapuça por quem a deve enfiar, este jogo foi um postal ilustrado do que são os jogos na Luz neste campeonato. Um adversário com os jogadores todos lá atrás, em cima da baliza. Que correm até poder atrás da bola, que entram sem dó sobre os jogadores do Benfica, e que queimam tempo desde o primeiro minuto. E um relógio inclemente e determinado em chegar ao minuto 90.

Perante este cenário, o Benfica entra forte. Se as coisas correm bem, e nas primeiras duas ou três oportunidades chega ao golo, o jogo abre, as oportunidades sucedem-se e os golos surgem à cadência dos índices normais de aproveitamento.

Não aconteceu assim neste jogo. Nem mesmo depois do primeiro golo - que só chegou aos 32 minutos, em mais uma bela jogada concluída, com classe, por Pizzi - o Moreirense alterou a sua postura. Continuou exactamente na mesma, como se o resultado se mantivesse em branco.

E o Benfica abriu o compêndio, donde saiu um invejável cardápio de soluções para este tipo de problemas. Ora acelerando pelos alas até à linha de fundo, ora entrando em tabelas pelo centro. Ora tranquilamente fazendo circular a bola, ora com desmarcações entre as linhas de defesa do adversário. Ora transportando a bola desde trás, ora com surpreendentes lançamentos longos a rasgar a defesa contrária. Tudo isto com o cerebral do Pizzi ao botão do comando!

E foi assim que as oportunidades foram surgindo ao longo dos 90 minutos. Como nem todas podem ser aproveitadas, só deu em três golos. Pizzi – tinha de ser – bisou. Raul Gimenez fechou!

Para que nada faltasse no postal ilustrado até as lesões lá estão. Desta vez a fava saiu ao Eliseu, deixando o Benfica sem lateral esquerdo. Mas há André Almeida. Sempre disponível para tudo, e sempre ao mais alto nível.

Alguém se lembrou que só tinha ainda jogado 28 minutos nesta época?       

21
Fev16

Indiana Jonas e a Remontada Sofrida

helderrod

   Este podia muito bem ser o título resume a jornada desta semana, apesar do Sporting ainda não ter ido ao desafio do xadrez que JJ tanto gosta!

   Com efeito, após o salto de Jonas para a vitória em Paços de Ferreira a luta do FCP continua difícil senão impossível como no ano passado em que os Dragões conseguem conquistar mais pontos que os que conseguira o SLB na época de Paulo Fonseca.

   Mas está difícil depois daquilo que se viu na Mata Real. Na verdade o SLB é a equipa que, a par do Manchester City num universo de 146 clubes das 8 ligas mais fortes, ainda não sofreu nenhuma expulsão, nem algum penalty contra. Impressionante!

   Era este o panorama antes do FCP-Moreirense. Panorama esse que ainda se agravou ainda mais com os dois golos conquistados do Moreirense. Depois de um penalty claro que ficou por assinalar a Brahimi, lá chegou o penalty já tanto devido a Maxi. Seria o quarto penalty sofrido e o primeiro assinalado! 

   Com um enérgico e lutador Suk e um Danilo implacável, a tarefa estava complicada no segundo tempo.

    O FC Porto não metia o pé. Voltando aos números. Chegámos aos 77 minutos ao terceiro golo, com apenas uma falta cometida! Deve ser um record mundial no futebol! E é isso que falta! Falta meter o pé e ganhar outra dinâmica competitiva.

   Só assim o objectivo de ultrapassar o Dortmund é que poderá ser aquistado. Mais força, mais rapidez e mais futebol pelas alas,

   Tal como acreditei na remontada neste jogo, acredito na reviravolta nesta eliminatória. Precisamos de nos agigantar à Porto e voltarmos ao nosso lugar na História da Europa do futebol.

    Por isso, lá estaremos no Dragão a pugnar pelos golos tão indispensáveis para derrotar o Borussia!

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

31
Jan16

Máquina de alto rendimento

Eduardo Louro

Moreirense-Benfica, 1-4 (destaques)

 

Não era fácil a tarefa do Benfica nesta sua segunda visita a Moreira de Cónegos, em cinco dias. Depois da fantástica exibição da última terça-feira, tudo o que hoje o Benfica fizesse estaria sempre prejudicado por uma bitola altíssima e difícil de atingir.

E não era imaginável que a exibição se repetisse. Porque cada jogo é um jogo? Porque não há dois jogos iguais? 

Nada disso, isso não passam de balelas do futebolês. Simplesmente porque não é fácil repetir uma exibição daquelas. 

O jogo de hoje foi na realidade outro jogo. O Moreirense fez tudo para que o Benfica não repetisse esse jogo, tentando sempre possível alongar o jogo, e mesmo parti-lo. E no entanto o desfecho final só não foi o mesmo por circunstâncias meramente acidentais. Entre as quais dois penaltis que ficaram por assinalar contra a equipa minhota.

O próprio golo do Moreirense, do mesmo Iuri Medeiros, na última jogada do desafio, com o Benfica já em descompressão, acabou por enfatizar os circunstancialismos que impediram a repetição do resultado.

E isto diz tudo sobre o momento que o Benfica atravessa. Pode não conseguir atingir sempre o brilhantismo de nota 20. Mas, com os mesmos ou com outros jogadores, mantem-se sempre num plano exibicional que poucos atingem e sempre em alto rendimento! 

No momento em que regressou Gaitan, a ditar o injusto regresso de Carela ao banco, teme-se pela lesão de Lizandro, ainda antes do regresso de Luisão. Que faria igualmente injusto o regresso ao banco do central argentino... 

 

26
Jan16

Regressos

Eduardo Louro

Imagem relacionada

O campeão voltou!

O Nelson Semedo voltou. O Gaitan voltou. O Talisca voltou. Até o Gonçalo Guedes voltou...

A arte à volta de uma bola voltou. A magia do jogo voltou... Os golos de encantar voltaram. Tudo voltou. Partir, partir mesmo só os patinhos feios. Partiram todos, não ficou nenhum!

Gaitan voltou, mas não voltou sozinho. Voltou com a magia única que só ele transporta: aquele terceiro golo é uma coisa do outro mundo. Talisca, e ver aqueles golos - três, o último também para não esquecer - é ter a garantia que, ao contrário do que toda a gente pensava, ele não tinha mesmo desaparecido. Apenas foi mal tratado, e regressou logo que alguém soube cuidar dele...

 Agora que tudo - quase tudo - voltou, tem que ser para ficar...  

Ah... Já me esquecia: o jogo foi em Moreira de Cónegos, uma capelinha (uma miniatura da Catedral), e  ficou em 6-1. A máquina continua a fazer golos. Muitos e bonitos!

 

25
Set15

Os Dois Terços da Fé dos Cónegos

helderrod

Quebrando com aquilo que nos aguarda até ao próximo jogo, no que a Lopetegui diz respeito, porque deveria ter jogado assim e assado, cozido ou grelhado, e uma vez que o treinador basco tem as costas largas falar-vos-ei de outras coisas.

Concretizando a velha máxima do quem não marca sofre o FC Porto de hoje teve imensas oportunidades para matar o jogo, mas a ineficácia de uns é a eficácia de outros cónegos. Na verdade, em três ocasiões o Moreirense conclui duas e arranca um empate com um insonso sabor a injustiça.

No seu duocentésimo jogo pelo FCP, Varela não foi feliz ao retirar a bola na zona defensiva colocando-a nos pés do jogador que arranca um grande cruzamento para o golo. Circunstâncias.

Nós os portistas estamos mal habituados, mas temos que nos convencer que as equipas menos apetrechadas têm actualmente mais argumentos que há dez ou quinze anos atrás e não é possível ganhar os jogos todos! Hoje Lopetegui colocou toda a carne e talvez por isso criou desequilíbrios defensivos, mas arriscou tudo! Não deu, porque a bola de Osvaldo parecia a de Tóquio a correr devagarinho na neve. 

Importa destacar o líbero André André que voltou a encher o campo e a qualidade de Corona no centro do terreno. É nas dificuldades que nasce a luz e essa será imprescindível na terça com o Chelsea. Como diria o seu treinador "alguém vai ter que pagar...". Pois que paguem os Blues!

 

Força, Porto!!!!!

Hélder Rodrigues

 

22
Fev15

Vira(gem) do Minho

Eduardo Louro

Moreirense-Benfica, 1-3 (crónica)

 

O Benfica tinha hoje um compromisso exigente com o Moreirense, naquela que era a terceira deslocação ao Minho. Logo por isso, por aquela velha máxima que diz que não há duas sem três: as duas primeiras tinham resultado nas únicas derrotas internas da época!

Não foi assim, há mesmo duas sem que tenha de haver três. E o Benfica ganhou bem… E de Minho só não ficamos conversados porque ainda há Barcelos, e depois Guimarães, já mesmo no fim…

Mas chegou a assustar. Que sirva de lição. O Benfica entrou meio amorfo, sem grande convicção e, pior ainda, sem a determinação que se exigia para resolver cedo o assunto, como era aconselhável. Foi assim toda a primeira parte, pôs-se a jeito, como se costuma dizer… E quando assim é as coisas correm mal. Até jogou mais que o adversário, até poderia ter marcado por duas ou três vezes – teve até uma das habituais bolas nos ferros da baliza adversária – mas expôs-se à inclemência do jogo. E numa das raríssimas oportunidades do Moreirense sofreu o golo, e saiu para o intervalo a perder. Um daqueles golos que não têm entrado nas contas dos campeões nacionais. Ninguém já se lembra de um golo assim, nem do Benfica dar ali espaços. Onde tinha que estar - e não estava - André Almeida!

Na segunda parte tudo foi diferente, os jogadores jogaram o que tinham a jogar, as oportunidades sucederam-se, e os golos apareceram – três, em cerca de quinze minutos.

O primeiro surgiu na sequência de um canto mal assinalado. Salvio caiu dentro da área, já perto da linha final, dando toda a ideia que teria sido tocado no pé pelo adversário. Para não assinalar penalti o árbitro teve de se convencer que o defesa do Moreirense tocou na bola. Que não tocou… E foi o diabo: assinalado e cobrado o canto, Luisão saltou mais alto e fez o golo do empate. Aqui d´el rei, que o Benfica está a ser levado ao colo!

Não importam as ocasiões de golo que o Benfica já criara. Nem as que depois continuou a criar, já com o adversário em inferioridade numérica. Importa que o árbitro se enganou, trocando um penalti por um canto. Então já décimo segundo... E que não haja uma lei que proíba expulsar jogadores adversários do Benfica. Um escândalo!

Haja decência!

 

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