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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

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Visto da bancada Sul

16
Jun12

EURO 2012 (XIV) - A magia do futebol

Eduardo Louro


Grécia dá um pontapé na crise e está nos “quartos”                            

Fala-se da magia do futebol para se referir à beleza do espectáculo que produz, mas, muito mais do que isso, para referir imprevisibilidade que o integra. É por isso que arrasta multidões, desperta paixões como nenhum outro. É por isso que é o desporto-rei!

Quem assistiu ao segundo jogo do euro – Rússia vs República Checa (4-1) – à exuberância da exibição da equipa russa e, por consequência, ao descalabro checo, jamais admitiria que os russos – uma das selecções favoritas – não fossem apurados. E muito menos que os checos não só lograssem o apuramento como terminassem no primeiro lugar do grupo!

Mas que dizer do apuramento da Grécia de Fernando Santos?

Uma equipa que chegava à última jornada com um simples ponto, dizimada nas duas primeiras jornadas, por erros próprios – é certo – mas acima de tudo por um enorme conjunto de azares e por clamorosos e decisivos erros de arbitragem. Tudo o que é infelicidade lhe bateu à porta, a lembrar, como aqui se disse, o que acontece no país!

 

 

12
Jun12

EURO 2012 (VIII) - Afirmação da Polónia*

Eduardo Louro


                          

Grécia e República Checa abriram a segunda jornada desta fase inicial do euro, num jogo que muito prometeu e pouco cumpriu. Na verdade quem muito prometeu foi a selecção checa, a grega não prometeu nada, encontrou-se simplesmente à deriva no meio de uma tempestade com rajadas de vento a mais de 100 à hora do quadrante checo e chuvas torrenciais de erros no centro da sua defesa.

Bastaram dois minutos e doze segundos para os checos marcarem o primeiro golo, agora o mais rápido deste europeu. E, passados apenas 23 segundos dos 5 minutos, marcavam o segundo. Ambos em resultado daquelas condições climatéricas!

Pouco depois, a Grécia perdia o guarda redes Chalkias – com responsabilidades em ambos os golos, em especial no segundo – por lesão, carregando ainda mais de negro as nuvens daquele céu grego. Não se confirmariam as previsões mais pessimistas. A equipa checa foi baixando o ritmo de jogo e os gregos puderam começar a pôr a cabeça de fora.

Ao ponto de o jogo ir ficando equilibrado à medida que o intervalo se aproximava, com os gregos a marcarem, ao minuto 41, o golo que poderia marcar a viragem. Só que, pela segunda vez em dois jogos, a arbitragem invalidar-lhes-ia um golo. O árbitro francês – que arbitrara o jogo da selecção nacional – repetiu o que o espanhol já lhes havia feito, e assinalou um fora de jogo inexistente. Voltaria, mais tarde, a repetir um erro idêntico interrompendo uma jogada que bem poderia ter terminado em golo.

Ao intervalo a ideia que ficava era a de uma selecção grega infeliz e desafortunada, à imagem do país. Tudo aquilo repetia o primeiro jogo. E para que fosse assim, segunda parte foi diferente. Foi toda ela dos gregos!

 

 

 

09
Jun12

EURO 2012 (III) - RÚSSIA*

Eduardo Louro


O primeiro dia do euro fechou a primeira jornada do grupo A, com a selecção da Rússia a golear a da República Checa (4-1), a confirmar o seu bom futebol e o favoritismo para o primeiro lugar de um grupo, onde os adversários estão a grande distância de qualidade.

Foi um bom jogo, este segundo. Aberto, jogado no campo todo e cheio de bom futebol…

O jogo até começou com inesperada superioridade dos checos, que dominaram no primeiro quarto de hora. Depois viria o festival de Arshavin e companhia, que se prolongaria pelo jogo todo, mercê de um colectivo bem oleado e recheado de individualidades de grande capacidade e maturidade, a maioria dos quais provavelmente a fazer a última fase final de uma grande competição.

Juntando jogadores que actuam no campeonato indígena - a Rússia é hoje dos poucos países com condições para garantir os seus melhores jogadores nas suas competições - com sete do Zenite no onze titular - a selecção russa revelou automatismos e um entrosamento que não estará ao alcance de muitas outras selecções.

Há grupos abertos e outros bem fechados. Abertos porque são constituídos por equipas de valia muito semelhante e fechados pela razão inversa, por integrarem equipas muito divergentes. Este grupo A era tido como um dos mais abertos. Poderá continuar a sê-lo, mas apenas para o apuramento da segunda selecção!  

A Rússia não confirmou apenas ser a melhor equipa do grupo. Confirmou o favoritismo que inicialmente lhe atribuí, que nem a forte probabilidade de encontrar o segundo classificado do terrível grupo B (da nossa selecção nacional) nos quartos de final minimamente belisca.

 

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