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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

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03
Jun13

O grande desafio

Eduardo Louro

Chegou ao fim a rábula da renovação de Jorge Jesus. Luís Filipe Vieira, ao que parece contra tudo e contra quase todos, decidiu manter-se fiel à palavra dada – não posso admitir que se tenha sido pelo medo do que poderia acontecer se ele fosse para o Porto – e assinar novo contrato de dois anos com o treinador que, para uns não ganhou praticamente nada e, para outros, fez o que há décadas nenhum outro fazia no Benfica.

Não chegou ainda ao fim a que, com idêntico texto mas intérpretes diferentes, continua em cena no Porto. A deixar perceber que se tratou de um daqueles jogos se prolongam, prolongam e teimam em não acabar antes que seja dado o apito final no outro, de cujo resultado está dependente, mas, acima de tudo, a confirmar que Pinto da Costa até pode continuar com grande jogo de cintura, com grande capacidade de manobra na intriga e no faits divers, mas os anos não perdoam e já não é tipo para grandes feitos. Ainda cobriu - pondo-lhe em cima mais meio milhão (e um prémio pela champions, mas isso era conversa de embalar) - os quatro milhões de euros anuais que passam do contrato anterior para este que agora liga Jesus ao Benfica por mais dois anos. Mas acabou por desistir, continuando a deixar Vítor Pereira ligado à máquina.

Sou dos que achavam que não havia condições para Jesus se manter no Benfica. Por todas as razões que por aqui apresentei, e por mais outras tantas que não quis sequer chegar a apresentar. O desenrolar da rábula não melhorou nada, antes pelo contrário!

Mas, nestas como noutras coisas, quando não há condições têm que se criar. É o que agora terá de acontecer: Luís Filipe Vieira terá que criar as condições que não há, certamente um dos maiores de todos os desafios que já teve pela frente!

Não vai ser fácil mas, pela minha parte, vou acreditar que o consiga fazer. Começando por resolver de vez o problema do lateral esquerdo. E, já agora, também do direito. E por encontrar um substituto à altura para Garay. E outro para Gaitan. Que certamente vão partir. E por descalçar a bota do Cardozo, salvo seja. E a do Rúben Amorim. E por não deixar morrer o Nelson Oliveira, e retirar o Rodrigo de coma… E por evitar que, pese embora tanto sérvio, aquele balneário se não balcanize de vez…

Talvez Rui Costa possa dar um jeito. Parece que finalmente alguém se está a lembrar disso! 

30
Mar13

Correr à frente

Eduardo Louro

 

Este jogo, em que o Benfica chegou ao resultado mais volumoso do campeonato e pela primeira vez à chapa seis, foi dois em um. Dois jogos diferentes num só jogo!

O jogo da primeira parte não teve nada a ver com o da segunda.

No futebolês utiliza-se muito a expressão “correr atrás do resultado”. Pois, na primeira parte o Benfica correu à frente do resultado: marcou o segundo golo quando ainda não tinha justificado o primeiro e chegou ao terceiro quando procurava justificar o segundo. Sempre à frente do resultado!

Na segunda parte foi outro jogo, completamente diferente. O quarto golo chegou cedo, como cedo chegou o golo de honra do Rio Ave. Fortuito, mas afinal a fazer o jogo acertar o passo com o resultado. No final, e face às incidências do jogo, o resultado podia ter sido ainda mais desnivelado, com um passo bem a par do do jogo. Não o foi porque o Rodrigo viveu apenas para marcar o golo que lhe anda a fugir e porque Cardozo, no pouco tempo que esteve em jogo, perdoou o que não costuma perdoar.

O árbitro – Rui Costa nunca soube grande coisa do ofício, admira é que, há tantos anos e ano após ano, continue na primeira categoria – fez uma das arbitragens mais estúpidas deste campeonato. Poderá figurar nos compêndios da arbitragem para ilustrar um péssimo trabalho mesmo quando não influencia o resultado!

Mostrou nove cartões amarelos e três vermelhos – O Benfica acabou com 10 e o Rio Ave com 9 – a sugerir, a quem não assistiu, que em vez de um jogo de futebol aconteceu uma batalha campal. Mas aconteceu apenas um jogo de futebol, dos bons. Com uma única atitude violenta, na jogada que lesionou – não se sabe ainda com que gravidade – o Salvio, que nem sequer foi assinalada. Isto mostra a qualidade deste árbitro: distribuiu cartões a torto e a direito mas no único lance violento do jogo nem sequer falta marcou!

Como o Porto também regressou às vitórias – nesta que era uma jornada de regressos: regresso dos jogadores das selecções, regresso do campeonato e regresso do João Moutinho -, num jogo que confirmou a Académica como a equipa mais fraca nesta fase final do campeonato, lá se mantêm os quatro pontos, com o Benfica a correr à frente. E fortíssimo, a querer dizer que não está aí para facilitar!

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