Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

25
Mar16

Bulgaridades

Eduardo Louro

 

Não. Não é o guarda redes búlgaro o responsável por tanta bulgaridade. Nem sequer é daqueles jogos que se possa dizer que a bola não quis entrar... Que Ronaldo e Cª bem poderiam lá passar o resto da noite que nunca conseguiriam meter a bola dentro da baliza. Com aquela incompetência, é que não. 

Nem o guarda-redes búlgaro fez uma exibição como se diz, nem nas dezenas de remates da equipa portuguesa terá havido mais que dois ou três com qualidade suficiente para resultarem em golo. Nem de penalti! O que se passou foi simples de entender: nos primeiros dez minutos, com um remate a cada minuto e quatro oportunidades de golo, os jogadores convenceram-se que aquilo seria fácil. Mas não era. Como nunca nada é fácil para uma selecção desiquilibrada e sempre dependente de Cristiano Ronaldo. E, francamente, muito vulgar. Cheia de bulgaridades...

07
Set14

É preciso ter unhas para isto!!!!!

helderrod

Permitam-me o desabafo. 

Durante a transmissão, vi um jovem que exibia cinco unhas de cor púrpura e pensei. É isto! Uns plasmam uns lenços brancos para dizer alguma coisa. Outros pintam as unhas para dizer que este Bento não tem unhas para a selecção. Não sou nada homofóbico, mas tornei-me seleccionofóbico! A repulsa por esta gente aumenta de cada vez que vejo a equipa nacional a jogar.

O consenso holístico advém desta guerrinha com o Porto. Isto vai deixando os restantes milhões mais serenos. Porém, já nem isso funciona. 

Por vezes, meus caros leitores, a vergonha não marca golos, mas eleva a dignidade dos homens. E está na hora! A disciplina tão propalada não é suficiente e hoje uma trivelada pincelada com irreverência podia ser o garante do triunfo! A lassidez deste grupo parece-me ser o fruto da ginja, dos banhinhos turcos dos rapazes de Madrid, que nem sempre treinam mas têm a sua titularidade garantida. Provavelmente, a humidade de Óbidos terá pesado na moleza dos ovos podres em Aveiro.

Esta vergonha está inextrincavelmente relacionada com a incompetência. É preciso pôr os melhores no presente. É urgente esta gente perceber que, tal como tantos outros craques como Ibrahimovic, George Best, Mijatovic, Maradona é preciso perceber que as suas vicissitudes não devem colidir com o objectivo comum. O objectivo deste jogo chama-se golo! 

É preciso mudar já! É preciso mudar de gente! Porque não sou menos patriota do que qualquer outro tuga ao considerar que esta selecção envergonha-me solenemente.

Já limparam a porcaria Queirosiana?

 

 

 

 

Hélder Rodrigues

 

 

26
Jun14

O fim das vacas sagradas?

Daniel João Santos

Ver hoje Portugal a jogar contra o Gana deu a ideia que, como a Espanha, será necessário reformular, rejuvenescer e começar outra vez. É verdade, conforme disse Paulo Bento, que esta equipe está apenas mais velha seis meses desde que eliminou a Suécia. No entanto, convém lembrar, os jogadores de Portugal em seis meses fizeram muitos jogos e alguns, se não a maioria, apresentaram-se "presos por arames". Agora que regressam, infelizmente, vão se fazer análises atrás de analises, comentários atrás de comentário, mas no fundo todos podemos chegar a várias conclusões: somos bons, mas não somos os melhores. O Ronaldo é o melhor, mas não chega. Paulo Bento não muda e só muda se obrigado. Dois ou três jogadores são claramente "cartas fora do baralho" nesta selecção. 

Seria, reforço, importante pensar num futuro mais jovem, mais dinamico e sem "vacas sagradas".

20
Nov13

Um fado com final feliz

Eduardo Louro

 

 

A selecção nacional está apurada para o Brasil. Tarde, mais tarde do que a sua valia colectiva merecia, mas dentro daquilo que é o nosso fado. Um fado onde cabem velhas crenças, mas também velhas estórias. Uma delas é a do cântaro, da fonte, e da asa que alguma vez lá haverá de ficar…

Não foi ainda desta vez que lá ficou. Não poderia mesmo ser desta vez: porque não há asa que se quebre quando no cântaro está um génio; e porque a selecção da Suécia vale bem menos do que o que se anunciava, e bem menos do que se temia.

No cântaro, como se fosse lâmpada, estava o génio de Cristiano Ronaldo. Que fez, de longe, o melhor jogo de sempre pela selecção nacional e certamente um dos melhores jogos da sua já longa e sempre brilhante carreira. Hoje em dia só não é o melhor do mundo porque não é deste mundo!

Defendi frequentemente no passado que Cristiano Ronaldo era o melhor jogador do mundo. Que Messi não era deste mundo, e não era por isso comparável. Hoje é claramente o português que não é deste mundo, e é injusta para Messi e Ribery a discussão que por aí corre, como desigual e injusto foi o duelo para que convocaram Ibrahimovic, apesar da forma digna e capaz com que hoje, na segunda parte, se apresentou. A mostrar claramente que a selecção sueca é ele próprio, que para além dele é o deserto.

Por isso se percebeu hoje que o jogo retraído e ultra defensivo de Lisboa não fora estratégia. Que é mesmo assim, que pura e simplesmente a selecção sueca não tem mais (futebol) para dar.

É certo que chegou a assustar, quando a vinte minutos do fim estava a um golo do apuramento e galvanizada pela reviravolta no resultado. Sol de pouca dura, porque neste jogo de grande emoção e muito bem disputado, a selecção nacional foi tudo o que foi nesta fase de apuramento. E sendo tudo isso, já fora até aquela altura tudo o que de mau tinha sido!

A selecção nacional parece ter querido fazer deste decisivo jogo do play-off um espelho do seu desempenho durante o torneio de apuramento. Começou o jogo com a displicência e a falta de dinâmica dos jogos em casa com a Irlanda e com Israel, numa apatia confrangedora que aquele episódio de Pepe parado, com a bola também parada durante largos segundos, tão bem ilustra. Depois de perceber que o adversário estava ali apenas para defender, passou a jogar à bola e a dominar de forma inconsequente o jogo, como fizera em Moscovo, no único jogo que perdeu. No início da segunda parte fez o golo e logo se acomodou, como fizera nos jogos com Israel, com idêntico resultado. Viu-se de repente na eminência de perder o apuramento, com toda a pressão do jogo. E aí, quando tudo aperta, ressurgiu no seu maior esplendor. E não foi só com Cristiano Ronaldo, embora tenha sido ele o comandante. Foi com muitos outros e com muito Moutinho...

Gostamos disto. Gostamos de sofrer até ao fim, achamos que a vitória assim tem mais sabor. Não é estratégia, não é o nosso modelo, a nossa maneira de fazer as coisas. É o nosso fado!

12
Nov13

Estas Pausas, pá!

joshua

Do próximo jogo de morte da Selecção não vale a pena especular. Como Paulo Bento é conservador, provavelmente fará alinhar os mesmos que falharam a qualificação directa, mesmo que manquem, mesmo que não corram, mesmo que não possam.

 

E é aqui que me dão saudades as bocas de Manuel José e de Carlos Queirós. Embora Bento de enfune todo quando há bocas, quando a análise o pica, o criva de opiniões e o crava de condenações, a verdade é que não estou a ver o agulhão provocatório necessário para dar a esta Selecção ainda mais pica, ainda mais ambição e superior capacidade de se diferenciar. Não temos por aí um agente provocador? Da provocação nasce a transcendência.

 

Por isso, por haver um silêncio tão unânime, deixem-me lamentar esta pausa na Liga, logo agora que o nosso Jackson voltou a marcar e o nosso Fernando nem sabe como marcou. Que pena!

27
Mar13

Não há duas sem três!

helderrod

Há tempos falava-se neste mesmo blogue na magia do algarismo 4. Prosseguindo este misticismo de Al-Khwarizmi  permitam-me os leitores que fale do 3.

O três vive bem presente entre nós, designadamente na troika ou na trindade santíssima tantas vezes proclamada por Bento XVI. E não é que agora o Bento, Paulo I da Federação se lembrou também de se referir ao três para materializar a ideia de que João Moutinho reaprendeu a jogar em três dias. Curiosa esta afirmação de um tal de Bento que precisou de três dias para transformar uma jovem promessa exaltada pelos media num dos maiores "flops" no último Europeu. Nélson Oliveira não teve culpa, mas estes doutos do futebol com as costas bem quentinhas não hesitam em puxar da ironia para se baterem com a pessoa que melhor soube representar o nome deste país na Europa e no Mundo. Questiono-me até se tal circunstância de sobrecarga de jogos, seria assim tão tolerável se Moutinho estivesse no Benfica a lutar pelo título.

Mas como não há duas sem três, há que lutar pelo TRI. Depois conversamos....

Vemo-nos por aí!

 

Hélder Rodrigues

26
Mar13

O outro défice

Eduardo Louro

 

turma de Paulo Bento lá regressou às vitórias, depois de cinco jogos sem lhe tomar o gosto. Foi no distante Azerbaijão, em Baku perante a sua bem fraquinha selecção nacional.

A exibição do seleccionado português foi também ela fraquinha, na linha daquilo que se tem vindo a ver. Não atingiu a displicência do último jogo em Israel, mas confirmou, perante uma equipa do mais baixo escalão europeu, que não tem categoria para estar entre os melhores. Como ainda ontem, frente ao Brasil, em Londres, a selecção russa deixara bem claro!

Sem Cristiano Ronaldo, castigado por ter visto o segundo amarelo na passada sexta-feira em Telaviv, e sem Nani, lesionado, que também já falhara o último jogo, Paulo Bento manteve o sistema e apostou na novidade Vieirinha e no regressado Danny para as alas. Com resultados distintos: Vieirinha, pela direita, foi sempre um ala activo e dinâmico, e foi mesmo o melhor jogador da equipa; o Danny não é um ala, e não rende nessa posição, como está mais que demonstrado – a bola fica-lhe sempre para trás, ele não corre com a bola é a bola que corre com ele – e foge sistematicamente para o meio, que é o seu habitat natural. Como, não se percebendo bem porquê, Fábio Coentrão durante grande parte do tempo não subiu, a equipa nacional, como se não bastassem todas as grandes limitações, ficou desasada, sem asa esquerda.

As substituições – Danny por Varela, esse sim, apesar de pouco menos que desastrado, um ala, e Raúl Meireles (mais um jogo nulo) por Hugo Almeida - efectuadas já depois da hora de jogo e quando o adversário jogava com menos um, deram à equipa ala esquerda que não tinha, com o Coentrão finalmente a subir e a criar desequilíbrios, e um jogador de área: o Hugo Almeida – é certo – mas sempre é melhor que nada. Nada, justamente o que é Postiga. Como Meireles e Veloso, que continuou em campo sem que ninguém - nem mesmo ele - soubesse muito bem para quê.

Claro que, ganhar, especialmente quando já ninguém se lembrava muito bem do que isso era, é bom. Foi por dois, com um mínimo de competência teria sido por quatro ou cinco, mas é uma vitória que não esconde nada. Está tudo bem à vista!

Conseguindo, primeiro segurar e depois melhorar o segundo lugar – este ainda é o pior de todos os segundos - é a vez de começar a olhar para o que se passa nessa segunda posição de cada grupo. E então encontramos motivos suficientes para nos assustarmos com outro défice: o de categoria na equipa de Paulo Bento!

Se um nos empurra para fora do euro este pode barrar-nos a entrada do mundial. Está difícil, isto de vistos para o Brasil...

Seguir

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2013
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2012
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D