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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

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Visto da bancada Sul

06
Ago17

Supertaça: o XX do capitão

Eduardo Louro

 

Aí está de volta o futebol de competição. E aí está o Benfica de volta às conquistas, parece que agora de pazes feitas com a Supertaça.

A primeira resposta que se esperava deste jogo em Aveiro tinha exactamente a ver com a imagem que o Benfica trazia da pré-época que, como se sabe, deixava algumas preocupações. Começando por aí, deve dizer-se que a resposta não foi categórica e inequívoca. O jogo não disse que o Benfica da pré-época não passou de uma núvem passageira, mas também não disse, nem ninguém esperaria que o dissesse, que a equipa tem todos os problemas resolvidos.

Na primeira parte até chegou a parecer que sim. Aos dez minutos o já Benfica tinha marcado por duas vezes - Jonas e Sferovic, nas duas únicas oportunidades, é certo - e tinha o adversário completamente subjugado. O Vitória estava no tapete, e toda a gente se lembrava daquele jogo do título, daqueles 5-0 da Luz.

Já quase ninguém se lembrava de Nelson Semedo nem de LIndelof. E até o Varela fazia questão de jogar à Ederson, quase sempre bem sucedido. Só que as oportunidades de golo, tão soberbamente aproveitadas nos primeiros dez minutos, passaram a ser esbanjadas, algumas por excesso de arte, e lá vem aquela velha máxima do futebol: "quem não marca, sofre". E à beira do intervalo, num lance esquisito, caído do céu mas em que estiveram bem presentes os tais problemas na defesa, o Vitória fez o golo. E saiu para o intervalo com um resultado notoriamente lisongeiro.

Admitia-se que aquele golo, ressuscitando a equipa vimaranense, e trazendo-a de novo para a discussão do resultado, fosseum tónico para a segunda parte. Se os primeiros dez minutos - outra vez os  os primeiros dez minutos - pareciam desmentir essa tese, com o Benfica a voltar a desperdiçar duas claras oportundades de golo, a partir daí confirmou-se em absoluto. Os últimos 5 minutos do primeiro quarto de hora, e todo o segundo, foram de clara supremacia vitoriana. O Benfica quebrou fisicamente, e os jogadores de Guimarães ganhavam todas as bolas divididas, todos os ressaltos e chegavam sempre primeiro. E o empate esteve à vista, em uma ou duas ocasiões.

No último quarto de hora o Benfica voltou a ficar por cima e fechou o jogo com o terceiro golo, agora por Jimenz, acabado de entrar para render o tantástico, mas já esgotado, Jonas. Antes, tinham entrado Filipe Augusto, que continua a não convencer, mas que permitiu outra liberdade a Pizzi, o melhor da época passada e, para não deixar dúvidas, o melhor da Supertaça. E Eliseu, para substituir Grimaldo, de novo lesionado.

Merecem ainda referência os adeptos, e os de Guimarães voltaram a ser fantásticos, e o velho Luisão. A partir de hoje o jogador do Benfica com mais troféus. À capitão. À grande capitão!

30
Ago15

A sétima

Eduardo Louro

 

Num jogo épico, o Benfica conquistou a supertaça de futsal, em Oliveira de Azeméis. Depois de um jogo inteiro em que os campeões nacionais jogavam e rematavam sem que a bola quisesse entrar, com o Fundão a marcar em cadavez que chegava à baliza. Depois de meia dúzia de bolas nos ferros, e de defesas incríveis do guarda-redes dos beirões, quando faltavam apenas sete minutos para o jogo acabar, e a perder por 0-3, a bola quis finalmente entrar... 

Depois veio o segundo, e o terceiro, a 18 segundos do fim, logo depois do primeiro desperdício do Fundão, também com uma bola no poste, que teria resolvido tudo. Com o prolongamento chegaram os três golos, que fizeram o 6-3 final que deu a sétima supertaça ao Benfica, ultrapassando o Sporting também neste troféu.

10
Ago15

Soprar na chama imensa!

Eduardo Louro

Imagem relacionada

 

A supertaça não é do nosso campeonato. Não é por acaso que o mais titulado dos clubes portugueses é apenas o terceiro neste troféu híbrido, sem personalidade própria. Nem sequer sabe a que época pertence, nunca se sabe se é o último da época velha se o primeiro da nova. É apenas um jogo de pré-época. O que conta é o que aí vem, a partir da próxima semana…

Tretas. Não é nada disso!

Este jogo, esta supertaça, era muito importante. Como importante foi aquela daquele Verão de 2010, quando o então treinador do Benfica não teve a perspicácia para perceber que era decisivo ganhar àquele Porto do debutante André Vilas Boas. E nem é preciso explicar por quê.

Fora isso, fora a importância que este jogo tinha para cada uma das equipas, este não foi um Benfica – Sporting muito diferente dos outros.

Um dérbi, sempre equilibrado, que se decide por pormenores – desta vez um remate que encontra um calcanhar e trai o guarda-redes. Com um grande ambiente, com intensidade, vibrante e inevitavelmente com erros de arbitragem, alguns bem graves e com consequência no resultado. Mais grosseiro que os foras de jogo que deram na anulação de um golo para cada lado, foi o penalti por assinalar sobre o Gaitan.

À parte tudo isto, Octávio já morde. O treinador do Sporting já faz arruaça. E o Sporting já exibiu o patrocinador das suas camisolas: só tiveram que as vestir ao contrário, mas deve ser por causa das bruxas!

No que toca a postura Rui Vitória goleou. Só que isso não anima ninguém. E o problema é esse mesmo, é que o futebol do Benfica não entusiasma ninguém.

Não precisava apenas de provar ao treinador adversário – não; não é de elegância no trato e boa educação – que afinal não deixou tudo na mesma. Não precisava apenas de mostrar que o Nelson Semedo já nasceu dez vezes. Não precisava apenas de mostrar que o Lisandro é um grande central, ou que o Gonçalo Guedes pode lutar por um lugar. Precisava ainda de mostrar que o Olá John não tem cabimento, e que o Talisca faz parte de outro filme, às vezes de terror. Mas acima de tudo precisava de apresentar um futebol que sirva de contrapeso ao seu discurso, que nos faça vibrar. Precisava de soprar na chama imensa, que está a apagar-se!

14
Ago14

Super Benfica

Dylan

 

                                      Foto: EPA

 

Em noite de Super Lua o Benfica voltou a fazer história no futebol português ao vencer a supertaça - quarto título na mesma época e no mesmo ano civil.  Tal como aquele corpo celeste mostrou porque é enorme, deitando por terra a teoria dos adeptos do Anti-Benfica FC, o segundo maior do país, de que a crise no BES enfraqueceria o clube e o arrastaria também para a falência.

  
11
Ago14

A supertaça? Partiu-se logo...

Eduardo Louro

 

Artur Moraes dá a quinta Supertaça ao Benfica

 

Foi um jogo de sentimentos contraditórios, um jogo de sinais contrários, como que um jogo de espelhos.

O Benfica jogou bem e criou muitas oportunidades de golo. Mas falhou-as sucessivamente, umas atrás das outras, e sabe-se que haverá poucos jogos com metade das oportunidades hoje criadas. O que quer dizer que, com esta taxa de eficácia, não se ganham jogos. E viu-se que não é com Talisca que se marcam golos. E esperar que sejam os defesas adversários a fazê-lo… Bom, foi até Jardel quem mais perto esteve disso…

Jogou bem, e Enzo e Gaitan fizeram a diferença. Mas sabe-se que qualquer deles, ou mesmo ambos, poderão sair até ao fim do mês. 

Jogou bem, a equipa mostrou rotinas. Mas também só no prolongamento teve mais que dois jogadores chegados esta época. E lá vem o copo: meio cheio ou meio vazio. Meio vazio porque o Enzo já disse adeus, e o copo fica logo vazio. Meio vazio porque já não houve banco…

Meio cheio para os militantes do optimismo, porque só falta a finalização... E como vem aí o tal avançado...

Mas também o próprio jogo foi todo ele feito de uma coisa e do seu contrário. O Benfica só atacou, mas não conseguia marcar, e o Rio Ave, que só defendeu, não podia. O inevitável prolongamento parecia ser mais penalizante para a equipa de Vila do Conde, que jogara a pré-eliminatória para a Liga Europa na passada quinta-feira, quando o Benfica tinha feito o último jogo há uma semana. Mas também poderia ser ao contrário: o Rio Ave está muito mais adiantado na preparação, e no Benfica três jogadores chave – a dupla de centrais e Enzo – jogaram pela primeira vez nesta época. E foram mesmo os jogadores do Benfica que mais acusaram o esforço do prolongamento. Sem golos, evidentemente. Porque o Benfica continuou a falhar e porque o Jardel falhou o auto-golo.

Chegaram os penaltis, e aí o favoritismo ia todo direitinho para o Rio Ave. De um lado estava um guarda-redes moralizado, que tinha defendido tudo, e ainda sem sofrer um único golo nos três jogos oficiais. Do outro estava o super causticado Artur, um dos réus da pré-época e inclusivamente posto de fora por toda a imprensa da especialidade.

E foi precisamente o Artur a resolver, defendendo não um, não dois, mas três penaltis…

No meio disto tudo, se calhar o menos importante é que a supertaça tenha voltado às vitrinas do museu do Benfica. Sempre me pareceu que a supertaça não tinha grande importância. O que importa é o que ela diz, o que em cada momento simboliza… Se calhar é por isso que logo se fez em cacos!

06
Mar14

Paulo Fonseca saiu, mas não de mãos a abanar!

helderrod

Em 9 meses de FC Porto, Paulo Fonseca ganhou um título, ou seja,  mais do que o treinador do clube da Luz em toda a temporada passada. Como tal, deixo aqui uma palavra de gratidão para com Paulo Fonseca que, no meio de algumas falhas no triângulo dourado, teve também muito azar nas peripécias de muitos jogos, quer na Liga dos Campeões, quer na Primeira Liga.

Certo de que a passagem por um grande da Europa e do Mundo terá sido indubitavelmente enriquecedora para o treinador, considero que outras portas se abrirão para que Paulo Fonseca possa ser bem sucedido, pois a sua humildade bem o merece. Quem sabe até num grande Estoril europeu...a ver vamos. 

Quanto a Luís Castro, fica aqui uma palavra de coragem e de determinação porque com certeza ele também não sairá de mãos a abanar....

 

Força, Porto!

 

 

 

 

P.S. Espero que o Bruno de Carvalho tenha falado ao PR sobre a importância do Fair Play num jogo de futebol, mesmo estando a precisar de desempatar um jogo. É certo que o rapaz do Braga reentrou em campo para se deixar cair de novo, mas manda a prudência parar o jogo para se assistir um atleta...Será que o Oceano também foi? É que o Cavaco adora falar do mar....

 

Hélder Rodrigues

10
Ago13

Quem se apLICA e não compLICA traz a taça para a Invicta!

helderrod

Antes de mais, devo reforçar as sábias primeiras palavras de Paulo Fonseca nas quais este evidencia o facto do Porto reforçar o estatuto do clube português com maís títulos no dia de hoje. Parabéns, Paulo Fonseca!

Depois importa também reforçar a grandeza de Lucho com mais uma grande prestação no jogo de hoje. Licá personificou a eficácia e a rotação na exibição do Porto e assume a luz do efeito surpresa.

Em suma, aquistamos mais um título para a nova época que hoje se inicia. É esta a dinâmica de vitória que se impõe e que traduz a filosofia do meu Porto. Assim te quero por muitos e bons anos!

 

Obrigado por mais uma vitória!

 

 

Hélder Rodrigues

30
Ago12

O "ACONTECIMENTO MUNDIAL" DO DIA

Eduardo Louro

Não admira que Real Madrid e Barcelona consigam transformar um simples jogo de futebol num acontecimento mundial!

Chegam e partem árabes e russos, a despejar milhões por todos os cantos. A Espanha afunda-se na sua e nossa crise mas, indiferentes a tudo isso, estes dois colossos tomam conta do mundo!

Ainda se não tinham atingido os 30 minutos deste acontecimento e os nossos olhos viam um Barcelona à beira do KO e um Real Madrid a mandar a crise para as ortigas, disposto à vingança final: ganhava por dois a zero, Valdez tinha evitado outros três golos e Adriano – já com a cabeça em água e a jogar no lugar de Dani Alves – tinha evitado outro, derrubando Ronaldo, que seguia isolado para o golo. Expulso, o Barça ficava com 10. À meia hora, naquele filme de imensa superioridade madrilista, e com mais um em campo, a coisa só podia acabar mal para os blau grana

Esquecemo-nos que quem joga com Messi nunca joga em inferioridade numérica, como já nos tínhamos esquecido que quem tem jogadores como aqueles que jogam de branco nunca pode estar em crise. Que quem tem Messi, e Iniesta, e Xavi, e Pedro ... nunca cai sem se levantar!

Ao minuto 45 Messi avivou-nos a memória: livre à entrada da área, barreira bem colocada, mas a bola saída dos seus pés resolve ir dar uma curva e aproveitar para entrar na baliza de Casillas. Sem qualquer hipótese…

Nos dois minutos de compensação dados pelo árbitro foi ainda Cristiano Ronaldo – que fizera no seu golo, o segundo, aquilo com que eu sonhava todas as noites quando jogava à bola (bem, na verdade, no meu sonho, o meu remate era imediato, sem deixar a bola cair depois daquele calcanhar) – a querer lembrar a Messi que também lá estava, como se ele não o soubesse bem. Um remate fabuloso, com a bola a bater nos painéis publicitários e a regressar ao campo, dando a ideia de ter sido devolvida pelo poste direito. E Di Maria, também próximo do golo.

A segunda parte veio quando já toda a gente pelo mundo fora percebera que nem havia crise nenhuma no Real Madrid nem o Barcelona estava de joelhos, quanto mais prostrado no chão. E se não começou tão intensa como a primeira, acabou por não lhe ficar atrás à medida que o tempo corria: sempre espectacular.

Até com inversão de papéis. À entrada do segundo quarto de hora, o Barcelona, joga à Real Madrid, - Mascherano, cá de trás, como Pepe e Sérgio Ramos haviam feito nos golos de Higuain e Ronaldo, isola Pedro – e quase empata. Defendeu Casillas!

Poucos minutos depois é o Real que joga à Barcelona: Khedira faz de Messi (ou de Iniesta, ou de Pedro…) e vai por ali fora e área dentro. É Valdez que salva mais uma vez o terceiro!

E os últimos dez minutos foram de cortar a respiração, com oportunidades sucessivas numa e noutra baliza.

A supertaça ficou em Madrid (pelo golo fora marcado a mais), mas isso, lá como cá, como o próprio Mourinho fez questão de salientar, é o que menos interessa. O que conta é que foi o acontecimento mundial do dia!

09
Ago12

Supertaça

Eduardo Louro


Há muito que desconfiava que a Supertaça era uma grande prova do calendário nacional de futebol. Quando via a contabilidade dos títulos ela lá aparecia, lado a lado com os campeonatos nacionais e as taças de Portugal. Contava tanto como qualquer um daqueles dois. Cheguei a pensar que era assim porque dava jeito, mas estava certamente enganado!

O que eu estava longe de imaginar era que a Supertaça fosse mesmo o principal troféu das competições nacionais de futebol, o título por que, afinal, as equipas competem ao longo de todo ano. Ninguém está interessado em ganhar o campeonato ou a taça, o que todas as equipas procuram é garantir o apuramento para a final da supertaça. O campeonato nacional e a taça de Portugal não são mais que simples fases de apuramento para a grande final que se disputa em Agosto!

É preciso ter lata!

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