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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

15
Set19

O logro

Dylan

estadios vazios.jpg

O futebol português parece querer voltar aos tempos em que os campeonatos eram "comprados em supermercados", palavras de um reputado treinador estrangeiro. Confesso que os árbitros contribuíram para este logro através de um VAR obsoleto, o manual de maus conselhos que ignora lances decisivos e altera a verdade desportiva. Admito que existe três grandes eucaliptos que secam o futebol em Portugal mas um tem raízes mais compridas do que os outros. Jogos que se prolongam depois da hora regulamentar à espera do golo ou do penalty decisivo e expulsões ao primeiro minuto de jogo é o recente exemplo dessa intrujice. O organizador da Liga também não ajuda ao marcar jogos para horários desajustados devido a compromissos televisivos e permite que o preço dos bilhetes seja de uma final da Champions League. Depois queixem-se que esta falta de credibilidade faça com que as assistências de alguns jogos dos campeonatos distritais sejam superiores aos da Primeira Liga!

23
Jan19

Futebol aVARiado

Dylan

var.jpg

O sistema do videoárbitro parecia ser uma ferramenta útil para credibilizar o futebol, para corrigir decisões erradas em momentos-chave do jogo ou em situações graves que tenham passado despercebidas à equipa de arbitragem. No entanto,  aquilo que vemos em Portugal, nomeadamente no último jogo entre o Benfica e o Porto, é um VAR imprestável, um manual de maus conselhos que ignora lances decisivos e altera a verdade desportiva. Alguém está condicionado, só assim se percebe como "aVARia" aquela gerigonça repleta de monitores em que o protocolo favorece sempre o mesmo. Faz lembrar tempos não muito distantes, da falta de coragem, a época em que os presidentes de clubes recebiam árbitros em casa para aconselhamento matrimonial.

22
Jan19

(V)AR da sua graça

Eduardo Louro

Polémica no Benfica-FC Porto: Pizzi empatou mas golo foi anulado por fora de jogo

 

Foi um grande jgo de futebol, este clássico em versão meias finais da Taça da Liga. E, se não foi uma grande exibição do Benfica, também não andou lá muito longe. 

Não lhe valeu de muito, porque não evitou a derrota, a primeira de Bruno Lage. Injusta, e tão mais injusta por ter sido ditada pela inaceitável anulação do segundo golo do Benfica, por um fora de jogo inexistente que o árbitro assistente assinalou sem qualquer motivo, e que o VAR não quis contrariar. Vá lá saber-se por quê.

Estava então a primeira parte no fim, e o jogo teria ido para intervalo empatado a dois golos. Que seria o resultado justo para uma primeira parte jogada a alto nível, com uma intensidade rara no futebol que se joga em Portugal, se outras anormalidades não tivessem acontecido.

Não foi assim, e a segunda parte iniciou-se mesmo com o Porto a ganhar. Nada que levasse os jogadores do Benfica a desistir de ganhar o jogo. Logo no arranque Seferovic, isolado e com o guarda-redes do Porto batido, podia ter refeito o empate, mas a bola acabou por sair a milímetros do poste direito. Pouco depois seria João Félix a fazer o mesmo, ainda dentro dos primeiros cinco minutos da segunda parte.

Não foi por falta de oportunidades de golo que o Benfica não ganhou o jogo. Na segunda parte esteve sempre por cima do Porto, que passou largos períodos em cima da sua área, onde aglomerou todos os seus jogadores. Depois, nos minutos finais, quando o Bruno Lage apostou tudo, porque não tinha outra coisa a fazer, uma perda de bola resultou num lançamento, ainda no meio campo do Porto, que permitiria ao recem entrado Fernando correr sozinho até à baliza de Svilar e fechar o resultado num mentiroso 1-3.

Mentiroso pelo jogo jogado e mentiroso porque a arbitragem lhe roubou a verdade. Carlos Xistra é já um clássico. E o VAR, que se estreou nesta competição com muito ar da sua graça fez o resto: tentou levar Carlos Xistra a anular o primeiro o golo do Benfica, vendo o que se não via, e não o contrariou na anulação do segundo, sem ter visto qualquer razão para o fora de jogo (porque ningué vê), nem conseguiu ver as faltas (no primeiro, falta clara de Oliver sobre Gabriel e, no segundo, de Marega sobre Grimaldo) que precederam os dois golos do Porto. 

Foi pena que alguns benfiquistas tenham abandonado a Pedreira antes do fim do jogo, porque os jogadores mereciam os aplausos de todos, e não apenas dos que ficaram. Porque este jogo não deixou razão nenhuma para abalar o trajecto que está a ser feito. Este resultado, e as suas circunstâncias, não podem pôr nada em causa! 

 

16
Dez18

Há sempre quem não veja

Eduardo Louro

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O Porto soma e segue... Desta vez não houve o crónico perdão do penalti, houve oferta de um golo. O da 13ª vitória consecutiva, a caminho do recorde.

Mas alguma coisa mudou. Até aqui o árbitro não via, não ouvia, nem queria saber. E o VAR também não. Desta feita o VAR viu. Viu que no golo do 1-2, sem o qual não haveria 13ª vitória consecutiva, nem mais 3 pontos mentirosos, houve falta do Soares. Mas o resultado foi o mesmo, e isso é que interessa. Viu o VAR mas não viu o árbitro... 

 

 

20
Ago18

VIVA O MAR

Eduardo Louro

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A segunda jornada da Liga de futebol manteve as suas pecularidades, e desta vez criou o paradigma do último minuto. No último minuto do jogo de Alvalade, nem o árbitro nem o VAR viram o que todos vimos: um penalti a favor do Vitória de Setúbal, que daria de novo, e por fim, o empate. No útimo minuto do jogo do Jamor, o VAR e o árbitro viram o que mais ninguém viu: um penalti a favor do Porto, que lhe deu os três pontos.

Percebem-se as preocupações com a convalescença do Sporting, e o desígnio de o levar direitinho, bem amparado, sem o deixar cair e inteirinho até à Luz. Já quanto ao Porto, que mesmo sem estar doente está a jogar tanto como o Sporting, não é preocupação. É obcessão. Que também é doença...

E, neste Agosto quente, viva o MAR - Medical Assistence Results!

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